A vida social de quem não vive

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Um pensamento  que tive esses dias …

Se  eu fosse responder a todos os e-mails, retornar as todas as ligações, acompanhar as notícias, atualizar minhas redes sociais, atualizar esse blog … cheguei a conclusão de que precisaria de umas 12 horas online.

Uso  dez  com o  trabalho (que também requer que eu esteja ON), me sobrariam duas horas offline, mas provavelmente teria medo de desligar o Smartphone com receio de perder algo importante acontecendo.

Sem horas  de sono, sem tempo para me alimentar adequadamente longe da tela do computador … Provavelmente  minha saúde estaria em off ! 

Mas eu teria uma boa vida virtual ^^

Com um certo risco de não  estar viva.

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Arthur não existe

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Há em Arthur, um jovem e 24 anos, uma necessidade gigantesca de manifestar no mundo digital todas suas mazelas. Igualmente a tudo que vai mau exposto como numa vitrine, também é transferido para suas redes sociais todas suas ”alegrias”, ”conquistas” e ”romances”  como uma novela que todos podem assistir e comentar.
Um vídeo game novo, um show, uma ida ao cinema, ingressos,fotos , provas de que ele é ( ou pelo menos tenta ser ) feliz.
Porque ele faz isso?
Ele precisa da aprovação do outro, um estranho qualquer, um velho amigo da infância, qualquer que o adicionou precisa concordar que ele está vivendo, pois essa é a única maneira de Arthur se sentir vivo.
Alguém precisa comentar sua dor, curtir com ele seu momento alegre. Arthur precisa de companhia, precisa fazer o que todos fazem pra se sentir como eles ( iguais, juntos), parte de um todo, vivo.
Mas na noite passada o meteoro da realidade caiu sobre a terra, todos continuam vivos, menos Arthur, que por um curto circuito  perdeu todos seus ”amigos” de uma só vez em todas as redes sociais.
Sem eles, Arthur não pode possuir o atestado ( dado pelo outro ) de que é feliz, não pode se quer existir.