Minha solteirice e o barbudo dos meus sonhos *PARTE 2

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Apesar de todas as gracinhas e eu não estou falando das fotos maravilhosas da parte 1 do post  eu resolvi escrever sobre esse assunto aqui no blog, porque realmente muita gente me pergunta sobre essa questão no meu dia-a-dia,  e  a maioria tira suas próprias conclusões a respeito.

E eu creio que isso é muito pessoal, cada um de nós sabe o que busca em um relacionamento ( se que é busca um relacionamento ) e consequentemente as razões pelas quais prefere estar  com STATUS que está. 

Confesso que não tenho buscado estar com alguém, embora continue uma heterossexual sonhadora e otimista sobre o amor  pois  não  considero esse o meu grande objetivo da vida (ainda mais no atual momento). Afinal de contas estar com alguém ( por pouco ou muito tempo )  é um especial agregado de experiencias e deve ser uma somatória positiva, não um complemento que julguemos necessário possuir para nos sentirmos bem.

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O outro é muito mais do que uma metade que eu preciso pra me sentir completa.Aliás já sou completa e justamente por não ter encontrado alguém parecido comigo,  imperfeitamente completo,  é que eu prefiro ser inteira sozinha.

Tem muita gente faltando pedaço que está casada, namorando ou beijando vários na balada, tentando se remontar no outro, projetando nele ou nela A FELICIDADE. 

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Mas eu descobri  por minhas experiencias pessoais  que dois incompletos não se completam, muito pelo contrário, se machucam, e roubam um do outro o que precisam encontrar em si mesmos.  E como diria a vovó hipotética de alguém ANTES SÓ DO QUE MAU ACOMPANHADA!  rs 

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ESTAR SÓ  para muita gente é um inferno, pois além da carência o  pobre individuo se da conta de que sem alguém por perto ele é quase como se não existisse. Pelo menos, isso é o que vejo em todos os amigos e amigas que mau deixam ( ou são deixados ) de um relacionamento e já iniciam outro, buscando desesperadamente encontrar em alguém sentido/razão de ser/proposito na vida/sexo/amizade/um pouco mais de sexo/compreensão/afetividade etc e tal . 

E num há nada de errado em buscar essas coisas, como falei no inicio do post  é uma questão bastante pessoal, e cada um tem o direito de escolher o que considera o melhor pra si. 

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E por haver escolhido viver meu hiato amoroso, sendo uma garota insólita de vinte e cinco anos percebo que isso gera incomodo em muita gente ( principalmente nas tias rsrs!) , o que não faz sentido, pois se estou bem assim, que mau tem?

Que se dane as imposições e pressões da sociedade/família/”amigos” para um envolvimento que me de o status  NAMORANDO  ou CASADA , pois isso seria de uma maneira superficial e egoísta de estar num relacionamento , e pior  uma forma FORÇADA de achar que encontrei o amor!

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Eu  acredito que o verdadeiro amor seja como uma surpresa, e como não há uma maneira de se buscar por surpresas, igualmente não há uma maneira de se buscar o grande amor. Ele simplesmente chega do nada e te surpreende !

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Não vem pra te roubar e sim pra te devolver …

Te devolver os sorrisos que algum idiota tirou de você num sábado anoite

Te devolver as horas, dias e meses de vida  desperdiçadas num relacionamento sem sentido

 Te devolver a oportunidade  de fazer parte de outro par, e mais que isso ser um enorme inteiro feito de dois, que  imperfeitos se encontrem no que julgam perfeito e necessário encontrar  em alguém que nem buscavam…

Enfim,  quando a vida me levar a esse ser que eu espero que tenha muita barba rsrs  a  essa agradável SURPRESA , eu espero encontrar nela ( na verdade nele né …mais enfim, a supresa! rs) de fato a melhor de todas as descobertas! 

De que amor é feito mesmo de dois, mais que há também muito amor envolta, há/houve amor  nos dias sós , onde repensamos as lições do passado e aprendemos com elas, sonhamos com o futuro, e antes de tudo nos amamos no presente.

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Este post  conta com gifs fofinhos do Chris Evans, o que aumenta o número de visitas no blog rsrs. E claro deixa tudo mais bonito por aqui !

E se você quer ver mais Chris Evans  levanta a mão  \o/ !  rsrsrs …

Um oferecimento  de Platonic Lovers  ‘ Porque sonhar não é proibido ‘ rs

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Pra nunca mais ser a mesma

tumblr_m8yruoZUAz1rsjqsro1_500_zpsb2ebabf8Repentinamente ocorreu uma mudança drástica no tempo.A cidade toda congelou, e eu senti meu coração congelar também, enquanto uma ardência no rosto causada pelo forte vento frio, me lembrava de que as coisas já não eram mais as mesmas.
Não era só o clima e a paisagem que haviam mudado, era também outra estação dentro de mim.
Estava longe…longe do passado.Mas ainda não havia o esquecido, o que me fazia congelar inteiramente por dentro.
Passei a tarde toda caminhando naquele parque procurando um outro eu que se perdeu ali em algum verão.
Entre as árvores eu podia sentir os fantasmas das boas memorias insistentes em perambular por meus pensamentos.
Mas na vida tudo muda, e é por isso que temos de mudar também.
O existir é feito de fases, porque a vida é feita de fases, há noite e dia, calor e frio, há tempo de ser companhia e tempo de se estar só.
E eu não posso dizer que prefiro a noite ao dia, ou o frio ao calor,pois independente de qualquer fase era bom ter sua companhia.
No entanto, é necessário estar só, e ter este tempo para ver as coisas como elas são agora, diferentes.
Eu consigo perceber a importância que o tempo teve, e magia por traz de cada fase, que através do arrastar de horas e dias me trouxe até aqui.
E eu consegui mudar e evoluir, e eis então um dos grandes milagres da vida O ANTES e O DEPOIS, o passado e o presente.
O tempo muda tudo é verdade, mas só pode nos mudar se permitirmos isso.
Eu sei que amanhã não serei mais a mesma,porque não existe um dia igual ao outro,tudo a cada manhã se faz novo, e não importa quantos fantasmas do passado com o tempo passem a existir, eu escolho nascer com o dia, e deixar parte de mim morrer a cada noite, pra nunca mais ser a mesma.

Big Brother e o medo da exclusão

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No livro ‘ Medo Líquido ‘ Zygmunt Bauman abordou  muitos medos, mas detalhou um dos maiores medos da nossa época, o medo de uma catástrofe pessoal. O medo de se tornar solitário, de ser o alvo selecionado, designado a ruína total. O medo de ser deixado de  para trás, de ser o excluído.

Mais do que nunca as pessoas fazem questão de se parecerem uma com as outras, corte de cabelo, estilo da barba, calçado, roupas, piercing e tatuagens, o que outrora poderia ser  uma forma de se expressar como diferente, tomou a massa, e agora só sinaliza que são ambos partes de uma mesma tribo, estilo, enfim parecidos. E por serem parecidos, unidos. Ou no minimo juntos a sofrer o eminente medo da exclusão!

No famoso reality show Big Bother é exatamente assim, como na vida real, todo mundo atuando ser o que não é, temendo ser eliminado por ser real.

Trecho pag. 29

Os reality shows, essas versões líquido-modernas das antigas morality plays*, testemunham diariamente em favor da vigorosa realidade dos medos. Como  indica o nome que assumem ( reality show ), um nome que não sofre oposição  dos espectadores e que só é questionado por um ou outros pedantes particularmente presunçosos, o que eles mostram é real; mais importante, contudo, indica também que ”real” é aquilo que mostram. E o que mostram é que a inevitabilidade da exclusão – e a luta para não ser o excluído – é aquilo no qual a realidade  se resume. Os reality shows não precisam ficar repetindo a mensagem: a maioria de seus espectadores já conhece essa verdade; é precisamente essa familiaridade arraigada que os atrai aos bandos para as telas de TV.

 

Solidão pós-moderna por Idalia Candelas

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Solidão pós-moderna  é  o nome da serie de trabalhos da ilustradora Idalia Candelas ( que eu particularmente amei! ) .

Todo trabalho foi feito  com lápis e aquarela,  e são inspirados  na fase em que a artista   viveu sozinha na Cidade do México.

O tema da solidão vem sendo bem recorrente em meus desenhos. Eu gosto de mostrar mulheres que estão sozinhas mas não sofrem. Elas não estão depressivas ou chorando – muito pelo contrário: estão aproveitando suas próprias companhias” – Idalia Candelas

Um pouco de tédio talvez, mas existe  uma liberdade presente na solidão  que não tem preço! Em certas fases da vida   a solidão é uma companhia  muito necessária !

Essas figuras são tão ( eu rs )  meu estado atual  que eu precisava as colocar aqui. REPETINDO RSRS E sobre tudo amei o estilo da ilustradora !

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Como  diria  Clarice Lispector  ” Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

Vamos comunicar a solidão

WP_20160209_009Descrição – fonte aqui 

Este livro trata do tema comunicação, dos fundamentos éticos da realidade e das implicações sobre os sujeitos que se comunicam, considerando que ninguém vive só, isolado. Assim, precisamos compartilhar. Mas o quê? A solidão. A nossa. Mesmo que de forma imprecisa e deformada por símbolos que nunca são. Talvez, confessá-la. Para nós e para o outro. Seja como for, precisamos comunicá-la, pois é a condição para a vida em sociedade.
 
O outro nos vê apenas como um personagem, tal como ele imagina que somos.
 

Mas há um  eu, o eu só, dentro de cada um de nós. Nossos desejos são só nossos, nossos encontros com o mundo só nossos. A solidão é nossa marca, somos singulares eis nosso fardo, estamos sós, á sós com nós mesmos o tempo todo. A solidão  é como o laço da existência por isso temos  por natureza ( por necessidade ) comunica-la. E um monte de nós sós tornassem companheiros de um mesmo objetivo, ser dois!

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Todos nós carregamos o peso de uma trajetória, toda memória do ontem ainda de algum modo habita nosso presente.  E nosso hoje em breve será parte dessa bagagem de memórias que constituí quem somos.
Quem fui, o que sou, não importa, serei sempre eu na companhia de meus outros eus, e isso é o que define minha trajetória.
Sou só, singular e emergido em lembranças. Lembranças só minhas, o que vivi, o que tive, o que perdi … só eu estive lá, só eu vi o mundo por trás desses olhos castanhos e cansados.
Só eu chorei naquela tarde por aquela perca, só eu senti o que senti …
E comunico minha dor ao outro, para que ele de algum modo a aplaque. mesmo que seja só ouvir um desabafo , de forma a diminuir a quantia de dor presente aqui…
ass :  o  eu de hoje

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Quanto a mim quanto mais intimamente no que chamo de mim-mesmo, esbarro sempre numa ou noutra percepção particular, calor ou frio, luz  ou sombra, amor ou ódio, dor  ou prazer. Não  atinjo nunca a mim mesmo.  – HUME

Toda crise de identidade é na verdade uma crise de permanecia.  A identidade é sempre resultado provisório de um dialogo entre o social e o sujeito.

É porque eu identifico imediatamente uma semelhança entre meu corpo e o do outro que se opera uma transferência de sentido:  eu vivo como corpo; vejo um outro corpo como o meu; este outro corpo deve ser habitado por um outro eu. Como na analogia cartesiana , o outro surge a partir do eu.

Como observa Polin, ” toda avaliação implica numa avaliação de si mesmo ”. Porque o mundo é um espelho.

As coisas no mundo valem na medida em que nos satisfazem. Valores sobrepostos. Mudam-se os desejos, mudam-se os valores. O mundo nos afeta, nos oferece o desejado e, por isso, passa a ter valor.  Um valor singular, como é singular nossa trajetória nele.

Se  o valor é atribuído por um sujeito que  observa, o mundo não percebido é indiferente Não vale. Equivale a todo resto também não percebido. A percepção é, portanto, condição do valor. Sua atribuição depende de contemplação do mundo, recepção e emissão. Em suma de comunicação


 

Editora:  Vozes           Autores:  Clóvis de Barros Filho, Felipe Lopes, Bernardo Issler

Arthur não existe

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Há em Arthur, um jovem e 24 anos, uma necessidade gigantesca de manifestar no mundo digital todas suas mazelas. Igualmente a tudo que vai mau exposto como numa vitrine, também é transferido para suas redes sociais todas suas ”alegrias”, ”conquistas” e ”romances”  como uma novela que todos podem assistir e comentar.
Um vídeo game novo, um show, uma ida ao cinema, ingressos,fotos , provas de que ele é ( ou pelo menos tenta ser ) feliz.
Porque ele faz isso?
Ele precisa da aprovação do outro, um estranho qualquer, um velho amigo da infância, qualquer que o adicionou precisa concordar que ele está vivendo, pois essa é a única maneira de Arthur se sentir vivo.
Alguém precisa comentar sua dor, curtir com ele seu momento alegre. Arthur precisa de companhia, precisa fazer o que todos fazem pra se sentir como eles ( iguais, juntos), parte de um todo, vivo.
Mas na noite passada o meteoro da realidade caiu sobre a terra, todos continuam vivos, menos Arthur, que por um curto circuito  perdeu todos seus ”amigos” de uma só vez em todas as redes sociais.
Sem eles, Arthur não pode possuir o atestado ( dado pelo outro ) de que é feliz, não pode se quer existir.