Um livro que aborda a sexualidade feminina sem meias palavras: Diário De Uma Garota Normal

Eddard Stark

Minha historinha com livro:

Há algum tempo …

Voltando de uma viagem, meu namorado e eu passamos numa pequena livraria de terminal rodoviário. E foi o Leo (meu namorado) que ao ver a capa resolveu me mostrar o livro.

Creio eu que ele deve ter feito isto por duas razões, primeira: A ARTE DA CAPA/porque amo vermelho, e amo livros ilustrados, segundo: porque era nítido que o ‘’normal’’  no título era um tanto quanto  irônico.

Eu foliei o livro, li a contra capa, e resolvi levar (ou melhor dizendo, ele me deu de presente!). Mas não demorou muito tempo para perceber que seria uma leitura um pouco cansativa, pois  o livro é bastante extenso e rico em detalhes, além de que a personagem é um tanto quanto chatinha e exageradamente rebelde, o que soou bastante genérico no início.

Próxima do final do livro percebi que a personagem era definitivamente, uma garota perdida! Perdida em vários sentidos, sendo os principais: o fato de ser adolescente, o fato de ter um pai ausente, e possuir uma mãe totalmente irresponsável. E também por crescer numa época onde a juventude tinha por obrigação se rebelar (ainda que sem motivos!)… pra ajudar a criaturinha ainda se apaixonou logo pelo padrasto, com o qual vivia no início uma relação conturbada de sexo casual. Enfim, vamos a resenha:

Minnie é uma garota 15 anos que mora em São Francisco, ama desenhar (e pretende levar seus desenhos a sério e um dia trabalhar com isto) e resolve registrar sua adolescência de uma maneira bem ilustrada num diário. Seu relato da puberdade é bastante detalhado, e não deixa de fora todos os segredos que normalmente os jovens gostariam de esconder de todos.

Diferente da maioria das garotas dessa idade, Minnie não tem receios de abordar sua relação com o sexo, descrevendo detalhes dos encontros amorosos com o namorado de sua mãe, e seu enorme interesse por outros rapazes. Além disso discorre também sem medo sobre sua relação com as drogas.

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Sem sutilezas ou romantismos o livro nos leva a ver o quão rebelde a jovem Minnie é, o que toma um ar quase mirabolante. Mas aos poucos percebemos que sim, Minnie é apenas uma garota normal, insegura com sua aparência, descobrindo o mundo (e apesar das suas experiências diferentes, digamos assim)  tudo o que ela deseja é ser amada, seja por um homem ou por seus pais.

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Obs: O que me lembrou bastante um filme que assisti no Netflix que se chama LOVE ME (ver post AQUI) <

Minnie da voz  a um tema tratado como tabu que é a sexualidade feminina, da qual mau se fala, e quando se fala, é geralmente tratada por homens , ou mesmo por mulheres com certo receio. E um ponto bastante interessante na leitura, é a maneira como a adolescente nos mostra que o universo adulto  pode ser mais cáustico que a própria adolescência, ou que talvez a adolescência só seja caótica justamente por ser essa passagem da infância para um universo de egoísmo e joguinhos ‘’adultos’’.  Pois ficamos a pensar que apesar da personagem ser rebelde, o problema não está nela e sim no adulto que a assedia, na mãe  alcoólatra e que se mantem distante, e no próprio contexto com a qual a juventude da época (1960) estava lidando.

"Everything is so loveless and mediocre"

Fui levada a acreditar durante a leitura que o ápice  do livro seria o suspense sobre a mãe da personagem vir a encontrar seu diário, e de repente surtar com ela. Mas aos poucos se vê que este livro tem o propósito de contar realmente uma estória que nos faça refletir, e sobre tudo não mistificar a sexualidade feminina, pois esta é natural, normal.

Quando vi a foto da autora na capa do livro, e juntando os fragmentos lidos, eu suspeito assim como os críticos de que este é um livro totalmente autobiográfico.

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Sobre a autora: Phoebe Gloeckner nasceu na Philadelphia e cresceu em San Francisco. Seus quadrinhos apareceram pela primeira vez em publicações underground quando ela era ainda adolescente. Hoje, é aclamada pela critica por sua coleção de historias, quadrinhos, pinturas e gravuras.

Fica aqui minha recomendação para quem curte a abordagem do tema. 

Editora: Faro Editorial –  302 Páginas


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Vale lembrar que o livro ganhou uma adaptação para o cinema em 2015 (que eu ainda não assisti), trailer abaixo: 

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Poesia sobre o íntimo: Outros Jeitos De Usar a Boca de Rupi Kaur

5Não é sempre (pelo menos não na atualidade) que um livro de poesias chama tanto atenção a ponto de  ocupar o primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times.  Mas isto aconteceu com OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA,  livro que reuni poemas e gravuras da escritora e artista Rupi Kaur.

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Rupi  é uma imigrante da Índia, e foi justamente por ter dificuldade em falar inglês quando criança  que se dedicou  a desenhar (hobby que herdou da mãe) e a ler.

E então aos dezessete anos (em 2009) passou a se dedicar a escrita, e ficou famosa nas redes sociais pela temática abordada em sua arte, que carrega uma forte expressão poética de sobrevivência e femilidade. 

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Atualmente Rupi vive em  Toronto , no Canadá, e Milk and Honey– editado por aqui como OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA é seu primeiro livro publicado. 

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Minha historinha com o livro:  O livro já havia a bastante tempo me despertado interesse, tanto pelo fato de se tratar de poesia (como sabem eu me interesso/e escrevo  poesia), e principalmente por esta estar relacionado ao tema MULHER/femilinidade. 

Não sou feminista, e por essa razão mesmo tendo bastante interesse na abordagem da mulher através da escrita, sou bastante criteriosa, e acabo tendo dificuldade em encontrar um bom livro  que trate a respeito.  

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Mas Rupi uniu o que procurava a um livro com excelentes gravuras (as quais admirei muito!). E então quando  recebi o livro de presente do meu namorado, o devorei em poucas horas! (Embora eu ache que este seja o tipo de livro que se deva ler vagarosamente, buscando refletir a respeito). 

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Embora já tenha lido a um certo tempo (quem me acompanha do instagram deve ter visto os diversos trechos que compartilhei por lá),  eu queria ter tempo suficiente para falar desse livro por aqui. E finalmente esse dia chegou, rs!

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Como mulher acredito que é  de suma importância  transmitir  o nosso ponto de vista  em relação o cotidiano no que diz respeito a violência, preconceito, relacionamento familiar/e afetivo, perdas e etc.  { Por isso recomendo este livro, a todas as mulheres (sem exceção), e  aos homens sábios,  para que estes através das palavras de Rupi possam ver um pouco melhor  como muitas vezes nos sentimos em relação a estes temas. } 

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Neste livro, que é   dividido em quatro partes, que são :  A DOR,  O AMOR, A  RUPTURA E A  CURA

O livro se inicia pela DOR onde Rupi nos conta um pouco sobre os abusos sofridos durante  sua infância e  ao que tudo indica inicio da adolescência. 

Chamando atenção para o tema estrupo, abusos psicológicos, e relação familiar de opressão. Rupi também nos leva a  reflexão, sobre como podemos ser ocupadas/os por educar as mulheres  para serem de certa forma passivas em relação a estes desacatos.  

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Na parte AMOR,  é abordado a importância do amor próprio, e como este pode tornar muito mais saudável nossos relacionamentos. 

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 Minha parte favorita foi  A RUPTURA onde Rupi parece nos passar com ainda mais força toda revolta do seu íntimo em relação a toda opressão, seja da sociedade, da família ou mesmo de relacionamentos tóxicos e abusivos.

( clique nas imagens para ve-las em tamanho maior )

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E então depois de toda poesia de sobrevivência gritada, chegasse a última parte intitulada A CURA,  onde a autora escreve “A questão sobre escrever é que/ eu não sei se vou acabar me curando/ ou me destruindo” — Rupi Kaur

É  A PARTE DO LIVRO ONDE MAIS SE DESTACA A IMPORTÂNCIA DO AMOR PRÓPRIO,COMO LIDAR COM AS PERCAS E SOBRE TUDO COMO TRANSFORMAR EM POESIA/ ALGO POSITIVO   TODA DOR DAS EXPERIENCIAS AMARGAS

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  • EDITORA:  Editora Planeta do Brasil, 2017  –  204  páginas 
  • Não deixei de ler este livro, e repassa-lo as mulheres que conhece, pois elas com certeza irão em algum ponto se identificar e se sentirem reconfortadas por esta leitura. 
  • Se eu não destaquei muito bem os motivos pelos quais este livro deve ser lido, não deixe de ver o post feito pelo SUPER INTERESSANTE a respeito do mesmo. 

 

 

União feminina   x Mulheres odiosas

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Bom dia insólitos (as)!  

É com imenso desprazer que venho tratar de um desses assuntos chatos sobre ser mulher, e acredite desta vez não tem nada a ver com homens rsrs…

Mas tem  tudo a ver com nós, M U L H E R E S  !

Vou falar da quase extinta União Feminina  e o grande mar de ódio das  Invejosas / Mau amadas / Recalcadas  ou como dizem as funkeiras AS INIMIGAS !

Ontem me ocorreu uma situação bastante chata que demonstra bem que existem mulheres boas e mulheres más.

Estava na plataforma do metro, e usava um vestido um pouco aberto na parte de cima das costas, o que podia fazer com que sem querer deixasse meu sutiã á mostra.

Do meu lado havia uma mulher de uns trinta anos, alta, bonita, usando um vestido longo, e  que por alguma razão me olhava muito.  Até que de repente ela veio rindo até mim e disse ‘’ MOÇA SEU SUTIÃ ESTA APARECENDO, E PIOR ELE ABRIU! DEIXA EU ARRUMAR PRA VOCÊ!  ‘’

Eu agradeci, e ingenuamente permiti que ela arrumasse o que estava errado. Entrei no metro, e veio até mim uma moça (de uns vinte anos no máximo), de estatura mediana, gordinha, e também muito bonita e disse revoltada ( enquanto encarava a tal moça alta e “prestativa”  )  

 “ Moça seu sutiã está colocado errado e está totalmente para fora !

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Meu sutiã já havia dado o que falar, e acabou virando uma anedota sobre a miséria feminina, então vesti minha jaqueta e esperei até chegar ao trabalho para ver quem estava dizendo a verdade. E para minha surpresa a mulher mais jovem estava certa, a criatura de trinta e poucos tentará me ridicularizar, a troco de que não se sabe ao certo, mas pode ser que os motivos ultrapassem a compreensão humana. 

O tempo todo mulheres se digladiam para serem as mais bonitas, as mais isso ou aquilo, mesmo que para isso precisem humilhar ou sabotar umas as outras. E mesmo quem assim  como eu, não tem interesse nessa guerrinha ridícula, acaba por ser “vitima” dessas atitudes estupidas.  

Como se ser mulher na sociedade atual já não fosse difícil, ao invés de se unirem  essa massa de idiotas ainda querem brigar por um pouquinho de atenção. E daí eu pergunto, quer atenção pra que ? Pra enfatizar o corpo e enaltecer a própria cachola vazia?

Tenho medo da resposta .

Mas deixo aqui meus sinceros agradecimentos a garota que viu o que fora feito pela mulher mais velha. 

Obrigada, o mundo precisa de mais pessoas como você! Sobretudo mais mulheres que se indignem diante da patética guerra do sexo frágil emocional.

Antes dos trinta: Meus fios brancos

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O normal seria os primeiros fios grisalhos aparecem lá pelos 30 anos de idade nos homens e aos 35 anos nas mulheres. Mas … Essas fotos eu tirei hoje pela manhã, e sim ,esse cabelo repleto de fios brancos é meu (infelizmente)!

Meu irmão começou a ter fios brancos aos 19, e dizem que isso está muito ligado ao DNA, e eu acho que foi castigo de tanto fazer piada com ele rsrs, porque os meus surgiram quando fiz 21 anos, e hoje em dia (aos 25) o número de fios brancos parece terem triplicado.

O processo chamado apoptose, que é a morte da célula que produz a melanina – pigmento que dá a cor aos pêlos e à pele,varia de acordo a genética de cada um, e por isso  algumas pessoas assim como eu e meu irmão, vivenciam esse processo antes dos trinta anos.

Mas de acordo alguns estudos a respeito, o número de pessoas com o surgimento de fios brancos antes dos trinta vem aumentado. 

Algumas razões são apontadas  :

  • Pode ser uma carência de vitamina B, principalmente das do complexo B5 e de ácido pantotenico.  O que entra na justifica de que nossa maneira de levar a vida e a alimentação tem piorado, o que influencia diretamente  nossa saúde.
  • Não está comprovado cientificamente, mas há  suspeita de que o estresse auxilia na queima da melanina.
  • Segundo Adriano Almeida, dermatologista e tricologista, diretor da Sociedade Brasileira do Cabelo, da capital paulista,os fios envelhecem de maneira cronológica ou por agentes externos, como poluição, sol, cigarro e tratamentos químicos, afetando assim a coloração das madeixas. “O sol é um grande vilão, pois destrói o cabelo, que é feito basicamente por proteínas (melanina e queratina). Com o tempo, a agressão diária do sol oferece uma fragilidade na haste capilar”. Ele lembrou também que, a cada geração, a canície (branqueamento dos cabelos) tem se iniciado mais cedo entre o grupo de pessoas que transfere, geneticamente, esta tendência aos descendentes, o que pode estar relacionado ao estilo de vida que levamos.

tingidoE somos nós  mulheres as maiores vítimas da canície – perda da coloração dos fios. Pois para nós não tem charme nenhum  ter uns grisalhosTalvez tivesse se eu fosse a Maria Antonieta, mais eu não sou! kkkkkkkkkkkkk!!!

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A solução mais uma  vez foi  tingir, o que é bem chato porque comecei a tingir meu cabelo muito cedo (aos onze anos), e agora que  finalmente aprendi o quanto tinturas podem ser prejudiciais e não quero mais tingir, me vejo obrigada a fazer uso das tinturas como uma medida paliativa.

Tingi da cor natural do meu cabelo, castanho escuro, e o resultado foi este da foto.

Amava tingir meu cabelo das cores mais bizarras possíveis, e olhe pra mim agora tingindo de castanho *____* … é talvez não sejam só por causa dos fios brancos, mais eu mudei .


 

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Segundo  a lenda os cabelos de Maria Antonieta ficaram brancos na noite anterior ao seu encontro com a guilhotina. Aparentemente, o estresse da decapitação iminente fez com que seus cachos perdessem a cor em questão de horas. Muito provavelmente, isso não passa de um mito mas, segundo os cientistas, o estresse pode exercer um papel em um processo mais gradual de branqueamento dos cabelos.Ou é mais provável que tenha ocorrido uma queda abrupta dos cabelos decorrente de estresse, e como os fios brancos recentes são mais resistentes, só eles lhe sobraram em sua cabeça.

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Outras explicações possíveis: A rainha pode ter sofrido um ataque repentino de Alopecia areata, uma doença auto-imune que ataca cabelos com pigmento, causando sua queda, mas deixa os fios brancos intocados. Ou então o estresse da situação poderia ter gerado uma multidão de radicais livres em seus folículos capilares, que viajaram pela haste dos fios, destruindo o pigmento e produzindo um efeito branqueador. Ou talvez ela tenha parado de usar suas perucas – revelando que seus cabelos já eram brancos há muito tempo.

 

Fale Claudia

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Ela arrumou o cabelo e pintou as unhas, se maquiou e ficou sobre saltos caros, se sentia pronta para um outro encontro, mas só estava mesmo se antecipando para outra decepção.

Fim de noite tranquilo, ele mentiu e ela agiu como se acreditasse em tudo.Onde não há questionamentos não há confusão, romances aparentemente perfeitos não tem diálogos ou muita expressão, só ocupam o tempo, e são bons nisso.

Mas um dia Claudia ousou ser ela mesma, e dessa vez de cara limpa, apressada e de cabelo bagunçado quebrou o silencio antes quebrassem seu coração.

O que eu penso sobre maternidade

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Eu gosto muito de crianças, e quem me conhece sabe o quanto amo meus sobrinhos ( Sofia e Davi * ver essa fofurinha aqui ), e sabe também o quanto botei fé em Pedagogia por gostar da companhia das crianças (Vamos concordar  que elas são extremamente sinceras e espontâneas, e  existem poucas pessoas adultas assim!) .

Mas minha vida profissional atuando como berçarista e professora de ensino básico foi bastante curta, porque realmente encontrei muita dificuldade em levar como um trabalho algo que é tão  bom, como é  cuidar de criança. Eu sei, parece contraditório dizer isso, mas acontece que eu  tenho um lado viciado em trabalho  que necessita que trabalho  seja extremamente profissional, sério e com certa pressão  (coisa de quem está acostumada com vendas e trabalhos administrativos burocráticos). Enfim, percebi através  da faculdade de Pedagogia, e das curtas experiencias na área que misturar meu amor por crianças e trabalho não  tinha nada haver.

E resolvi  desde então  demonstrar  esse amor por crianças, depositando mais atenção e carinho nos meus sobrinhos, afinal  de contas ainda não  tenho filhos.

É, eu disse  AINDA, porque pretendo sim te-los!

Com certeza não  agora, por muitas razões ( Ainda não  me apaixonei o  suficiente por alguém para cogitar casamento, quando acontecer vou ter de amar muito essa pessoa, e o tal terá de me amar ainda mais, daí em comum acordo*  e só me caso com quem concordar  em ter filhos rs … daí  sim, meus babys!), mas sim pretendo mesmo  os ter!

Sou  de uma  família grande (6 irmãos), e amo casa cheia rs!

Não teria tantos quanto minha mãe, mais até  uns três ou quatro seria ótimo! 

Mas o mundo parece estar querendo me fazer desistir do sonho da maternidade, digo isso por alguns acontecimentos recentes…

Acompanhei minha mãe ao hospital há  alguns dias, e do meu lado sentou uma senhora que aguardava pelo atendimento ( que como sabemos  no hospital público demora uma eternidade)  e resolveu me dar conselhos sobre me manter longe da maternidade.

Primeiro a senhora perguntou  se eu era mãe, ou pretendia ser. Ao ouvir minha resposta disse  ‘  Esqueça  sua ideia  sobre ter filhos!  Eles roubam seu tempo, sua paz, exigem atenção,  dinheiro, desgastam sua saúde,  roubam sua beleza, deformam seu corpo! Crescem rápido e logo  vão  te dar ainda mais trabalho, te responder, te aborrecer! Sem contar que quando for  velha assim como eu e doente precisar de algum deles, eles ainda te deixam na mão! …  ‘ 

Ela não  parava de falar  sobre o quanto era ruim ter filhos, e queria  de todas as maneiras que eu concordasse com ela,  e eu confesso que parte de mim compreendia o que  ela dizia, e até concordava acerca  da enorme responsabilidade que envolve a maternidade.

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No  entanto  sobre o grande arrependimento daquela mulher  em ser mãe, eu não consegui assimilar suas razões, porque elas não  retiram da MATERNIDADE  o belo, o sagrado, o milagre de gerar uma vida.

E durante a conversa  ela falava sobre como  um aborto  poderia ter a ”salvo”  de uma vida infeliz (  será ? ).  Eu sou ABSOLUTAMENTE CONTRA O ABORDO ! Sou  muito contra mesmo, e não consigo  compreender a defesa para o mesmo  vinda de uma mulher  (e ainda mais de  uma mulher que é  mãe).

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Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; decidindo quem deve viver e quem deve morrer. 

Madre Teresa de Calcutá

O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito.

Mario Quintana

Dito isso não  vou me estender sobre a questão  do aborto, que pra mim é crime/pecado e ponto final! Ato brutal, cruel e  INADMISSÍVEL de gente sem humanismo!

Mas gostaria  de falar sobre outra coisa muito  importante em relação  a maternidade, família!

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Infelizmente a sociedade  vive  uma época em que o elo mais valioso de cada pessoa, que deveria ser  sua família está sendo tratado como nada.

O padrão  do que é  família mudou muito pra maioria!  Já  não  parece  estar ligado a matrimonio e maternidade.  Hoje  em dia  morar  junto  para muitos é casamento, e ter filho  com alguém  com quem dormiu depois  de uma balada é  considerado ” normal ”.

Acredito até  que é  justamente essa visão  equivocada de família que fez com que muitas mulheres passassem a considerar a maternidade um fardo.

É  CLARO QUE GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA É  UM FARDO ( UMA CRIANÇA NÃO ESTÁ PREPARADA PSICOLOGICAMENTE  PARA CUIDAR DE OUTRA!)

É CLARO  QUE UM BEBE FRUTO DE UMA RELAÇÃO CASUAL   NÃO  ERA ESPERADO … Mas caso seja  sua situação não  faça disso sua razão  para proclamar que  maternidade é  um inferno. 

Por que  se sua  mãe  pensasse  dessa maneira  você poderia nem estar aqui lendo isso! 

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Além  de estar ouvindo muitas queixas das mulheres ao meu redor que tem como lema   a Não Maternidade, ontem uma moça de vinte seis anos  (mãe de um filho de um ano)  falava pra mim sobre o arrependimento de ter tido seu filho * Nota:  Ele fora fruto de relação sexual enquanto ela estava bêbada  numa festa. Desde o nascimento do bebe mora com pai  e super desacredita em matrimonio e família. *

Ela desabafou que não  leva nenhum jeito pra maternidade e que pra ela não há  nada de belo e sagrado nisso.

Por tanto eu devo concordar  que sim, MATERNIDADE é  uma escolha !

Por isso se colocar  em situações que podem a  colocar  no ”risco” dela, também é uma escolha!   Mas não  sendo mulher suficiente pra  lidar com suas escolhas, repito não  saia por ai dizendo que maternidade é  um inferno! 

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Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão.
Salmos 127:3

Filhos  são  uma benção  ( mas você pode  ousar discordar de Deus se quiser, mas pense bem se filhos não são  uma benção  você é  o que? Afinal de contas você é filho de alguém né rs! )

Eu vejo a maternidade como  algo sagrado  tanto quanto família, aliás é algo que completa de fato uma família (homem e mulher!)  Até  respeito  a opinião de cada um sobre  desde que ela não  seja  ilógica como a ideia de aborto! Abdicar do milagre da maternidade okay!  Tirar de alguém o direito a vida, não!

AUTO-RESPEITO ESTÁ FORA DE MODA? (Parte 2)

”Ain Jaqueline você é tão… tão estranha! Não mostra uma nada de pele! Até parece que … bom… os meninos andam dizendo que você deve ser lésbica.”

Mais ou menos da maneira escrita acima, uma ”amiga” chamada Danielle me abordou no banheiro da escola na sexta série e disse essas coisas. Ela era linda, a moça negra mais linda que eu já vi, era alta e embora aos treze anos parecia ser uma mulher.

Um dos rapazes mais cobiçados da nossa sala de aula certa vez disse ” A Dani é gostosa, pena que é negra, e eu não fico com meninas negras! ”. Ele disse isso em alto e bom som, a sala toda ouviu, e a Dani também. Desde então ela passou a se vestir como uma mega piriguete (embora esse termo nem fosse usado na época) . Ela chegou a me dizer que ia ”provocar ” ele, até ele mudar de ideia e topar ficar com ela.

Eu não conseguia entender porque ela queria o garoto racista…aos treze anos tinha muitas coisas que não entendia.

Não sei se entendo hoje, mas suponho que ela desejava tanto ser aceita por ele, que para isso se submetia a  utilizar de qualquer artificio, inclusive seu corpo ( ironicamente corpo esse do qual ele rejeitava a cor).

Dos treze até aqui tenho visto tantas e tantas outras Danis suplicarem por atenção, se humilharem para serem aceitas (independente de suas cores de pele, peso ou altura), e eu juro que ainda me pergunto onde terá ido parar o auto-respeito e amor próprio dessas mulheres.

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Quando foi que sensualidade virou sinônimo de vulgaridade?

Por que é tão estranho fazer uso do auto-respeito?

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Em resposta aos boatos que corriam pelos  corredores da sexta série naquele ano, eu devo dizer que continuo sendo a mesma hétero sexual estranha de sempre.

Eu acho incrível, e lindo ser mulher ( apesar dos pesares), não confundo sensualidade com vulgaridade. Há em ser mulher uma sensualidade natural, e essa quando muito exposta é vulgaridade, é o que eu penso.

E considero toda essa demasiada  exposição  desnecessária, principalmente quando acomete o auto-respeito * o amor próprio.

Pra que isso Dani, pra ser aceita pelo cara popular?

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