Quem eu era, quem tenho sido ou quem vou me tornar ?

08ec2fa7ee2f6f5b0c14cc76a3bd209cE. E. Cummings escreveu    Não ser ninguém – além – de – você – mesmo num mundo que está fazendo de tudo, noite e dia, para transformar você em outra pessoa – significa travar a batalha mais difícil que qualquer ser humano pode travar; e nunca parar de lutar. E ele também escreveu É preciso coragem para crescer e tornar-se o que você realmente é. E são  com essas  duas frases que eu estou de  volta depois do hiato de alguns meses, sem escrever nada por aqui. 

Sobre  estes meses ausente, o que dizer ?

Conto sobre ter feito  a  minha primeira tatuagem, sobre os quilos que  ganhei , sobre meu pesadelos  ou sobre alguns sonhos se realizando ?

O que realmente importa? Quem eu era, quem tenho sido  ou quem vou me tornar ?

Porque, bem , quem eu  era errava bastante, quem tenho sido também erra (mesmo que tentando concertar velhos erros), e eu não sei se por hábito ou ”destino”, ou pelo simples fato de ser humana vou  continuar a cometer erros. 

E por mim tudo bem, tudo bem seja lá o que esteja por vir, contanto que eu volte aqui e me de conta de que o meu eu, essa parte grande insólita sobre quem eu sou continue viva, mesmo diante de todo esforço que o mundo faz para me tornar outra pessoa, matando quem eu realmente sou. 

Se  há  alguém que ainda acompanha, ou eventualmente lê esse blog, bom eu estou de volta!  E peço desculpas  a minha  dúzia de emails de  vocês  leitores  insólitos que ficaram sem respostas por tanto tempo. 

O que posso  dizer é  que foram meses bem insólitos e decisivos.  Houveram risos, lágrimas, espanto e surpresas agradáveis, e aos poucos   irei contando se não tudo, boa parte  do que aconteceu. 

Com toda minha insólita mente

Jaque Bastos

 

 

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Poesia sobre o íntimo: Outros Jeitos De Usar a Boca de Rupi Kaur

5Não é sempre (pelo menos não na atualidade) que um livro de poesias chama tanto atenção a ponto de  ocupar o primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times.  Mas isto aconteceu com OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA,  livro que reuni poemas e gravuras da escritora e artista Rupi Kaur.

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Rupi  é uma imigrante da Índia, e foi justamente por ter dificuldade em falar inglês quando criança  que se dedicou  a desenhar (hobby que herdou da mãe) e a ler.

E então aos dezessete anos (em 2009) passou a se dedicar a escrita, e ficou famosa nas redes sociais pela temática abordada em sua arte, que carrega uma forte expressão poética de sobrevivência e femilidade. 

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Atualmente Rupi vive em  Toronto , no Canadá, e Milk and Honey– editado por aqui como OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA é seu primeiro livro publicado. 

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Minha historinha com o livro:  O livro já havia a bastante tempo me despertado interesse, tanto pelo fato de se tratar de poesia (como sabem eu me interesso/e escrevo  poesia), e principalmente por esta estar relacionado ao tema MULHER/femilinidade. 

Não sou feminista, e por essa razão mesmo tendo bastante interesse na abordagem da mulher através da escrita, sou bastante criteriosa, e acabo tendo dificuldade em encontrar um bom livro  que trate a respeito.  

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Mas Rupi uniu o que procurava a um livro com excelentes gravuras (as quais admirei muito!). E então quando  recebi o livro de presente do meu namorado, o devorei em poucas horas! (Embora eu ache que este seja o tipo de livro que se deva ler vagarosamente, buscando refletir a respeito). 

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Embora já tenha lido a um certo tempo (quem me acompanha do instagram deve ter visto os diversos trechos que compartilhei por lá),  eu queria ter tempo suficiente para falar desse livro por aqui. E finalmente esse dia chegou, rs!

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Como mulher acredito que é  de suma importância  transmitir  o nosso ponto de vista  em relação o cotidiano no que diz respeito a violência, preconceito, relacionamento familiar/e afetivo, perdas e etc.  { Por isso recomendo este livro, a todas as mulheres (sem exceção), e  aos homens sábios,  para que estes através das palavras de Rupi possam ver um pouco melhor  como muitas vezes nos sentimos em relação a estes temas. } 

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Neste livro, que é   dividido em quatro partes, que são :  A DOR,  O AMOR, A  RUPTURA E A  CURA

O livro se inicia pela DOR onde Rupi nos conta um pouco sobre os abusos sofridos durante  sua infância e  ao que tudo indica inicio da adolescência. 

Chamando atenção para o tema estrupo, abusos psicológicos, e relação familiar de opressão. Rupi também nos leva a  reflexão, sobre como podemos ser ocupadas/os por educar as mulheres  para serem de certa forma passivas em relação a estes desacatos.  

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Na parte AMOR,  é abordado a importância do amor próprio, e como este pode tornar muito mais saudável nossos relacionamentos. 

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 Minha parte favorita foi  A RUPTURA onde Rupi parece nos passar com ainda mais força toda revolta do seu íntimo em relação a toda opressão, seja da sociedade, da família ou mesmo de relacionamentos tóxicos e abusivos.

( clique nas imagens para ve-las em tamanho maior )

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E então depois de toda poesia de sobrevivência gritada, chegasse a última parte intitulada A CURA,  onde a autora escreve “A questão sobre escrever é que/ eu não sei se vou acabar me curando/ ou me destruindo” — Rupi Kaur

É  A PARTE DO LIVRO ONDE MAIS SE DESTACA A IMPORTÂNCIA DO AMOR PRÓPRIO,COMO LIDAR COM AS PERCAS E SOBRE TUDO COMO TRANSFORMAR EM POESIA/ ALGO POSITIVO   TODA DOR DAS EXPERIENCIAS AMARGAS

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  • EDITORA:  Editora Planeta do Brasil, 2017  –  204  páginas 
  • Não deixei de ler este livro, e repassa-lo as mulheres que conhece, pois elas com certeza irão em algum ponto se identificar e se sentirem reconfortadas por esta leitura. 
  • Se eu não destaquei muito bem os motivos pelos quais este livro deve ser lido, não deixe de ver o post feito pelo SUPER INTERESSANTE a respeito do mesmo. 

 

 

Sobre a participação no CNNP ( O TERCEIRO CONCURSO DO ANO )

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Foi minha primeira participação no CNNP, e me sinto privilegiada por ter sido selecionada para fazer parte de mais uma Antologia Poética promovida pela Editora Vivara.

Deixo  aqui meu soneto que faz parte desse compilado de trabalho de novos poetas:

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Confissão

Tentei de tudo, mas ele não deixava meu pensamento

E então me tornei refém, sem ousar de novo outra tentativa de resistência

Me entreguei inteira ao sentimento

Que pedia de mim solucionar depressa a dor da ausência

E contra a vontade do amor não se luta

Padre o senhor a de me compreender, era um encanto

E já não sou mais uma mulher impoluta

E sabia que só encontraria nele meu acalanto

Havia de ser assim ou eu ia morrer

E eu só iria a óbito por amor, se ele fosse comigo

E então fomos pra não mais sofrer

Para onde vão os apaixonados sem noção de perigo

Fomos amar

Mas não vou pedir perdão por isso

Só queria mesmo era confessar não ter mantido meu sentimento remisso

Pois isso seria pecar


 

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Concurso 1 –  Soneto: Anjo Caído > ver aqui 

Concurso 2 – Soneto: Soneto de didático para Leonardo > ver aqui

É possível conferir outras participações AQUI << 

Soneto de um amor em decomposição

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Em memória do que vivemos eu te escrevi

Queria resumir numa carta o passado

Mas foi pouco que transcrevi

Por questão de segurança, relembrar demais é um ato recusado

Meu coração só suporta até certo ponto

Minha mente já não é mais assim tão sã

Eu te amei desde nosso primeiro encontro

Foi quando teve inicio a paixão malsã

E agora ai de mim

Que vivo morto assim

Relembrando que a felicidade escapou de nós por um triz

E foi assim que amor que partiu, me partiu o peito

E agora ai de mim que peno com o lembrança em estado putrefeito

Buscando no passado um amor que não me quis

 

Jaqueline Bastos

Desengano

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Pensei que era mesmo ele
O ser a me libertar de estar exilada em mim
Não pensava haver outro abaixo daquela pele
Mas não foi assim

Fui consumida por minha própria ingenuidade
Enganada por meu próprio coração
Arrebatada de amor foi minha sanidade
E pelo crer cegamente recebi minha punição

Sofri o castigo da descoberta
E por minhas próprias lágrimas fui liberta
Ainda presa mim, mas livre dele

Há um exilio do qual nunca se pode fugir
Mas de enganos sempre poderemos partir
Novamente pertenço a mim, e não a ele

Jaqueline Bastos

Um filho de Deus

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Por onde quer que eu fosse sempre via pelo caminho um menino, desses que você se desvia porque considera ser só mais um menino de rua

E todo menino me parecia sempre o mesmo, sem brilho no olhar, sem calçados nos pés

Mas certa vez um deles me roubou a atenção, pois de uma maneira apaixonada fitava a lua

Ou talvez ele olhasse para cima buscando uma resposta, algo que pudesse lhe explicar o porque de sua vida revés

E temi que a lua lhe dissesse que estava fadado a não ter o mesmo direito que os outros

Que seria sempre assim

Uma vida de frio, fome, admirando o céu sobre escombros

Era só um menino, e como todo menino apenas gostaria que a vida lhe dissesse sim

Ao menos uma vez

Ele tinha esse direito

Porque todos temos de desfrutar da vivez

Por isso sei que ele queria ser mais que um qualquer, chamado garoto de rua

Queria receber da sociedade ao menos respeito

E a certeza de também ser um filho de Deus ao contemplar a lua

 

Jaqueline Bastos

Tag : Que livro você está lendo?

Essa tag é uma indicação do Di do diversosinfinit8s.wordpress.com e funciona da seguinte maneira: 

Você que foi marcado na publicação vai criar um post do livro que você está lendo ou de alguma obra que queira recomendar para alguém. Pode ser aquele livro que marcou sua vida ou simplesmente queira compartilhar leituras. Você vai inserir uma resenha do livro (pode ser simples) e indicar dois blognautas a lerem a obra, certo?

Então tá. As regras são simples.

  1. Inserir resenha do livro.
  2. Indicar dois blogs afins para que eles possam contar que livros leem ou indicam.
  3. Avisar ao blog que ele foi citado no post, lhe enviando o link do post.
  4. Avisar ao blog que te indicou lhe enviando o link em agradecimento.

Afinal a leitura é a forma mais eficaz de viajar sem sair do lugar.


Estou cheia de resenhas pra fazer,  e ainda tenho livros pra ler, lembram daquele post sobre as compras de Abril ? Pois é, ainda nem li tudo!

E atualmente não ando conseguindo me concentrar em nenhuma narrativa, estou vivendo uma fase bem maluca na minha própria história, e o máximo que tenho feito é lido poesia. 

E eu vou deixar a recomendação de :

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Onde está reunido os poemas mais significativos de Fernando Pessoa.

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa, in ‘Cancioneiro’


Recomendo a todos lerem esse livro!

E indico para responder a essa tag o viciado em leitura Alex e a Vi !