Instante

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Tentava segurar a vida nas mãos, mas tinha as mãos pequenas demais para segurar até mesmo o próprio coração
Desejava aquecer a todos, mas se sentia cada vez mais fria enquanto ardia em tentativas de sobreviver
Esqueceu o coração em algum lugar ou alguém, caminhou rumo ao sol enquanto congelava
Ficou presa em um pesadelo enquanto desejava sonhar
Viveu o oposto do que queria, encontrando os lugares de onde fugia
Sucumbiu no insante em que deveria nascer
Nunca foi alguém, era só o instante de sabe lá quem …

 

#abortoécrime

Algum renovo depois de tanta ansiedade

Oi insólitos (as) !
Me perdoem pela falta de atualizações por aqui. Muita coisa tem acontecido na minha insólita vida, e sim eu gostaria de escrever sobre a maioria delas.

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Há bastante tempo não me sentia assim, reflexiva sobre o presente.
Na maior parte do tempo estava com a mente no futuro ou no passado,mas nunca no agora. Por algum motivo evitava estar realmente na realidade do hoje.

Tenho vivido com presa,contando as horas,os dias,os meses,os anos.Como se estivesse esperando por algo,que não sei o que é.
Me sinto sempre atrasada e exausta, como se precisasse do amanhã o mais rápido possível para que ele pudesse me livrar do hoje.
Entendem o que quero dizer?

Há quem diga que não sou a única, e que esse é o mau do século. DESEJAMOS TÃO ARDENTEMENTE O AMANHÃ QUE NÃO APROVEITAMOS O HOJE,NÃO VIVEMOS SOMENTE CORREMOS COMO LOUCOS ATRÁS DA PRÓPRIA MORTE AFIM DE ALCANÇAR ALGUM DESCANSO.

Por sorte adoecemos antes de desperdiçar toda a vida de maneira tão tola.E então despertamos e passamos a chance de mudar os hábitos, concertar os parafusos frouxos e viver de verdade.
Aparentemente tudo estava bem,eu estava num trabalho, fazia faculdade e passava o fim de semana com meu namorado.
Mas a verdade é que estava suportando nove horas diárias de tédio corporativo,fazendo o que detesto (quem me segue sabe que tenho dificuldade em estar em trabalhos que restringem minha criatividade em 4 paredes e muitas regras) . E sim eu havia voltado a contar as horas para ir embora,durante todas as árduas semanas e meses .Dia após dia sentia mais e mais presa,sentia se a ansiedade me consumisse e ainda tinha as tarefas da faculdade as exaustivas aulas teóricas em inglês. E não me levem a mau ey amo estudar, mas não teve um só dia desde que comecei o curso de Letras Inglês em que odiei menos o idioma, e sempre que ouvia em sala me perguntava o porquê de estar me torturando tanto.

Por que nos torturamos? Por que o trabalho mais longe e mais diferente da nossa personalidade? Por que o curso que vai custar anos de estudo para nos ensinar algo que odiamos? Por que ?

Por que eu nunca faço o que quero e apenas o que acho que devo?

Talvez a resposta seja uma justificativa: eu escolho com presa,pois tenho 26 anos e me sinto estupida por não ter uma droga diploma ou uma carreira.
Mas o mais louco é que quando recobro a consciência,eu realmente não me importo com nada disso. Eu só quero viver,viver bem e sem presa. SEM A ANGUSTIA DE ACOMPANHAR PONTEIROS TEMOROSA … APENAS VIVENDO.

Então eu tentei outro trabalho,resolvi deixar a faculdade (embora eu apenas tenha a trancado não pretendo voltar para o estudo do mesmo idioma). Enfim eu voltei ao início de novo!
Lembram quando comecei esse blog eu estava doente, depressiva e recém saída de um relacionamento toxico? Sem trabalho e sem condições de outra atividade se não escrever… eu estava começando do zero.

Eu tive uns três empregos desde então. Eu me apaixonei duas vezes,eu conheci pessoas incríveis, lugares novos,enfim tive insólitas experiências boas (e confesso algumas ruins, mas até isso foi bom pois aprendi com elas!) , e tudo isso me levou ao agora e a esses pensamentos de recomeço a partir daqui.

Eu fui abençoada em ter nascido na família em que nasci,apesar de tudo o que vi e vivi desde a minha infância,eu não trocaria minha família por nenhuma outra.

***Nota: eu deletei ao postagem onde falava sobre e explico a respeito aqui * Nas palavras em azul no fim da página deste post ***

Entre tantos revés amorosos da maneira inusitada possível num emprego em que estive por apenas 3 meses eu conheci o cara mais incrível do mundo.
Eu tenho poucas e insólitas amizades que tornam mesmo meus piores e mais difíceis dias em dias inesquecíveis!
Eu tenho aprendido a viver o hoje,o agora, esse momento único e precioso e isso tudo o que realmente preciso!

Dedico esse post a você Wen ,meu ex companheiro de sala de aula que também tem enfrentado a ansiedade : Admiro sua força de vontade e seu amor pelos os estudos! Nunca vou esquecer das palavras que me disse: AS VEZES É PRECISO MAIS FORÇA E CORAGEM PARA ABANDONAR ALGO DO QUE PARA CONTINUAR.
Agora eu entendo, e sei que recomeçar não é a saída mais fácil, por isso exige mais coragem de nós. MAS COMO MINHAS EXPERIÊNCIAS ANTERIORES ME MOSTRARAM RECOMEÇAR TRAZ O NOVO,ACRESCENTA A NOS O QUE REALMENTE É PRECISO.
E AGORA EU SEI,EU APENAS PRECISO VIVER.

Certa sem conseguir dormir me levantei de madrugada e escrevi uma postagem de desabafo sobre assuntos familiares com o título “papai é um no monstro” . Muitas pessoas se sensibilizaram com a narrativa e me enviaram emails. AGRADEÇO A TODOS (AS) QUE FIZERAM ISTO.
E digo a vocês qye tenho aprendido muito desde então,sobre tudo a liberar perdão.
Deletei o post em questão a menos de uma semana, e como voces se preocuparam comigo acho importante dizer o que levou a deleta-lo.
Nunca quis que esse blog fosse um lugar odioso,ou apenas um espaço onde deposito minhas dores e traumas . PELO CONTRÁRIO, EU SEMPRE QUIS AQUI COMPARTILHAR MINHAS EXPERIÊNCIAS E IDEIAS*sejam elas boas ou ruins,afim de desabafar sim,mas sobre tudo registrar meus aprendizados com meus próprios erros. NÃO quero daqui alguns anos olhar para esse blog e ver estupidez como a daquele post. QUERO VER OS REGISTROS DE COMO CRESCI,APRENDENDO A LIDAR E ACIMA DE TUDO A SUPERAR.
A vida se encarrega de dar a cada um o que merece, o que já é razão suficiente para não precisarmos guardar mágoa.
Perdoar é libertador,e é melhor do que vingança.

Em breve uma  enxurrada de postagens novas, porque eu estou de volta!

Silêncio

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O grave da minha voz poderia incomodar
Mas o que quero realmente, é ensurdecer a alma dos desavisados  
Os que não sabem para que, ou pelo que vale apena gritar
Eu vim pra que houvesse dor
Pois a dor que em mim doeu primeiro, me ensinou o que todos deveriam aprender
Que o grito vem e morre, mas o silencio há de perdurar

Fazendo do silencio meu mais estrondoso grito 

Eu ainda ouço os pensamentos  mudos ao redor
Ameaço um grito , mas a frieza  me cala
Sou só silêncio afogada nos gritos que nunca saíram do peito

Porque me calo?
O que dizer ?
Se digo apago a ideia ao invés de acende-la, e assim eu causo o incêndio
Eu  mesmo coloco fogo e recolho as cinzas 
Vou embora sem dizer nada , nem uma só palavra

Fecho a porta
Pulo da janela
Eu me  arrependo

Quebrei a ponte que usei para chegar até aqui 

Eram palavras, agora é só silencio 

O ABSURDO

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Olá!
Eu finalmente resolvi voltar!
Como mostra minha primeira postagem por aqui este ano, as coisas não vão muito bem. E por isso tenho sentido que minha resiliência chegou ao seu momento delicado, momento este em que percebo que já estou afetada negativamente por muitas coisas.
Mas apesar de tudo, coisas legais tem acontecido e venho tentado me concentrar nelas, apesar dos pesares. Quem acompanha o blog/ou me conhece sabe o quanto luto para transformar cada situação ruim em aprendizado, e usar cada aprendizado para evoluir cada vez mais. No entanto estou cansada de aprender com o erro de outros, pois tenho visto que a maioria dos últimos fatos ocorridos em minha vida mais me feriram do que me ensinado.
Quando tenho de aprender com meus erros é difícil mas é a consequência dos meus atos.Mas pagar pelo erro dos outros é absurdo.

Bem no inicio deste ano ( no dia 2 de Janeiro para ser mais exata ) uma forte chuva que prejudicou de um modo ou de outro a maioria das casas na vizinhança, levou embora boa parte do teto do meu quarto, e quase me machucou. Foi uma maneira bem inusitada de começar o ano. ”Concertaram” o teto deixando boas infiltrações e goteiras enormes, ficou assim por um tempo até que concertaram de verdade, e eu pude voltar antes das aulas começarem. É as aulas voltaram! Segundo semestre … não sei muito oque dizer sobre, a Faculdade ainda esta uma bagunça, e nosso horário está confuso, pois nem mesmo a coordenação sabe dizer que aulas teremos em cada dia da semana.

Sobre meu trabalho, prefiro não comentar ( antes que passe nervoso só de lembrar! ), mas okay, nem tudo é uma droga. Eu ainda tenho os finais de semana, e algumas distrações que me salvam do absurdo da vida.Tenho mergulhado em sétima arte, e absorvendo tutano dos grandes clássicos, graças a influencia da minha professora de Literatura. 

Tenho valorizado mais do que nunca as amizades, pois essas são a verdadeira  família que se pode encontrar nesse mundo todo ao contrario em que vivemos. 

Sobre o fato de ser cristã e estar diante de tudo o que tem acontecido, não tenho muito a dizer, se não que não sou mais o que se pode chamar de cristã. No entanto preciso ainda desesperadamente de Cristo. 

Não tenho lido muitos livros, mas ando relendo minha vida até aqui, e o final ainda é um mistério, mas diria que estes são os capítulos mais chatos e cheio de achismos.

Não pretendo participar de nenhum Concurso de escrita este ano, mas estou colocando fim ao hiato por aqui, porque mesmo que ninguém leia mais este blog, ele continua servindo para o que foi criado. Para ser um registro do absurdo, do insólito, do meu eu que muda tanto, sem perder a essência da loucura de tentar apesar de tudo, sobreviver. 

Sobre a participação no CNNP ( O TERCEIRO CONCURSO DO ANO )

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Foi minha primeira participação no CNNP, e me sinto privilegiada por ter sido selecionada para fazer parte de mais uma Antologia Poética promovida pela Editora Vivara.

Deixo  aqui meu soneto que faz parte desse compilado de trabalho de novos poetas:

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Confissão

Tentei de tudo, mas ele não deixava meu pensamento

E então me tornei refém, sem ousar de novo outra tentativa de resistência

Me entreguei inteira ao sentimento

Que pedia de mim solucionar depressa a dor da ausência

E contra a vontade do amor não se luta

Padre o senhor a de me compreender, era um encanto

E já não sou mais uma mulher impoluta

E sabia que só encontraria nele meu acalanto

Havia de ser assim ou eu ia morrer

E eu só iria a óbito por amor, se ele fosse comigo

E então fomos pra não mais sofrer

Para onde vão os apaixonados sem noção de perigo

Fomos amar

Mas não vou pedir perdão por isso

Só queria mesmo era confessar não ter mantido meu sentimento remisso

Pois isso seria pecar


 

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Concurso 1 –  Soneto: Anjo Caído > ver aqui 

Concurso 2 – Soneto: Soneto de didático para Leonardo > ver aqui

É possível conferir outras participações AQUI << 

Quem eu fui se foi

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Retornei aos velhos escritos, e retomei a leitura das lamúrias do passado construído por ideias  de desesperança…

Sabe, é bom ver a vida daqui. Daqui onde já  não dói tanto relembrar, pois quase tudo esqueço, e mesmo relendo o passado me sinto longe dele. 

Tentei é verdade reconstruir as cenas, lembrar dos aromas, das vozes, das cores, mas já estava outro cenário. Cenário esse que fazia de mim nova personagem…

Mas quem eu fui?

Se foi .