Terror psicológico, racismo e ideias bizarras: CORRA!

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Se eu tivesse visto  o trailer de CORRA! ou mesmo algo a respeito eu confesso que jamais  teria ido ver este filme,  mas na semana passada uma amiga me chamou para ir ao cinema, e por conta do horário só nos restava o CORRA! 

Acabamos assistindo e até gostando do filme, mas minha nota para ele não  é algo maior do que 5 ( numa escala de 0 a 10 ), pois a  partir da metade o filme foi longe demais, misturando humor com terror psicológico e ultrapassando uma linha tênue entre terror e exagero.

Segue aqui a Sinopse: Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador. ( by : adorocinema )

E o trailer:

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Se pretende assistir , pare de ler aqui !

CONTÉM SPOILER :   Eu gostei bastante do início do filme, a primeira cena nos mostra um rapaz negro  sendo sequestrado  ( literalmente sendo jogado na traseira de um carro por um homem mascarado). Esse começo foi uma boa escolha para deixar a sala toda curiosa.

Mas de repente vemos Chris (o personagem principal) fazendo as malas para conhecer os pais de sua namorada, é quando o filme nos mostra o que será o foco principal da estória,  RACISMO

Chris teme não ser  bem aceito pelos pais da namorada branca, e durante a viagem para casa dos sogros um policial branco  chega a abordar Chris de maneira racista. E ao conhecer os pais de Rose, Chris percebe que esta sendo tratado com muita cordialidade o que chega a ser estranho, pra ajudar  a empregada e o caseiro são negros, o que faz com que Chris se sinta ainda pior. Mas não bastasse isso, sua sogra é psicologa e costuma tratar seus pacientes com hipnose e confronta Chris sobre ser fumante, o levando a ser hipnotizado. 

Até essa parte o filme é no minimo curioso e interessante, pois começa a  trazer um certo terror psicológico, nos fazendo pensar se Chris não está apenas enlouquecendo com toda a situação.Mas quando Chris encontra uma caixa de fotos de outros ”ex namorados” negros  de Rose , ele entende que ela é uma isca para levar negros até a casa de seus pais para serem hipnotizados por sua mãe, a ponto de serem manipulados e se tornarem escravos dos brancos, e então o filme fica extremamente bizarro! Com direito a cirurgias cerebrais ( pois o pai de Rose que é cirurgião mantem seus pais ”vivos” através do corpo da empregada e do caseiro). 

O personagem de Chris chega a questionar o homem que quer dominar sua mente dizendo ” Por que os negros! ” e o sujeito lhe responde ” Vai saber! ” , e o filme que a principio parecia fazer uma critica ao racismo, parece ter ficar totalmente racista na minha opinião. Sem contar que absurdamente sem sentido.

Corra! tinha tudo para ser um  bom filme de suspense/ terror psicológico mas optou por ser um filme bobo/idiota.

Instante

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Tentava segurar a vida nas mãos, mas tinha as mãos pequenas demais para segurar até mesmo o próprio coração
Desejava aquecer a todos, mas se sentia cada vez mais fria enquanto ardia em tentativas de sobreviver
Esqueceu o coração em algum lugar ou alguém, caminhou rumo ao sol enquanto congelava
Ficou presa em um pesadelo enquanto desejava sonhar
Viveu o oposto do que queria, encontrando os lugares de onde fugia
Sucumbiu no insante em que deveria nascer
Nunca foi alguém, era só o instante de sabe lá quem …

 

#abortoécrime

Resenha: A fera em mim

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Quem me acompanha no instagram sabe que esses dias li o livro A FERA EM MIM de Serena Valentino, e fiquei de fazer uma resenha do mesmo por aqui. Mas antes de começar a falar sobre o livro, eu vou dizer quem é Serena e que tipo de trabalho ela desenvolve.

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13765776_10154381928647938_260042759071089273_oSerena Valentino é conhecida por seu estilo único de contar histórias, trazendo seus leitores para mundos assustadores, beleza e extraordinárias protagonistas femininas. (palavras da Wikipédia sobre a autora)

C5xvbKfU4AAx4eiEla é autora de uma série de livros intitulada Os vilões da Disney , lançada pela editora Universo dos Livros, a série propõe contar aos fãs de contos de fadas um pouco sobre quem eram os personagens icônicos antes de se tornarem grandes vilões .

Confira aqui toda a coleção. <<

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RESENHA

Agora falando do volume (único que li desta coleção de livros da autora) A FERA EM MIM, que adquiri nas lojas Americanas, pensando realmente ser um livro que abordaria todo conto da visão da Fera, vamos a minhas primeiras impressões sobre:

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Devo salientar primeiramente que como sou fã deste conto de fadas, e pensei que seria interessante um livro que abordasse justamente o ponto de vista do príncipe amaldiçoado, ao invés de uma mera narrativa, como o conto fora contado e recontado pela Disney nos filmes.Tive certa presa em ler o livro, e fiz a leitura de suas 235 páginas em poucas horas dividas em dois dias. E após ler o livro pensei Apenas uma obra Disney contada com alguns personagens a mais, uma ou outra diferença da versão dos filmes e só ! Nada de pensamentos do príncipe a cerca de como era estar preso a uma maldição, ou mesmo sobre ter se apaixonado por uma garota tão diferente do tipo pelo qual costumava se atrair
Eu não teria comprado o livro se soubesse que Selena Valentino se baseia nos vilões da Disney , e como esses se apresentam nas histórias da própria produtora infantil Walt Disney Pictures.
De uma maneira bastante simples, beirando uma mediocridade na escrita, Selena apenas mostrou a fera tal como a vemos nos filmes. O que é contado sobre o príncipe ser arrogante,egocêntrico, mimado e obsessivo por beleza e perfeição é algo que todos nós já vimos, ou seja o príncipe aqui aparece exatamente como nas versões cinematográficas.

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A amizade do príncipe com Gaston 
Uma diferença bastante notória é amizade que ele tem com Gaston, nesta versão ambos são grandes amigos de infância, e Gaston chega até a salvar a  vida do príncipe. Com o passar dos anos a amizade de ambos se torna ainda maior. Porém Gaston começa a mostrar indícios de inveja, o que acaba gerando uma certa competitividade entre eles.

As pretendentes do príncipe 
Antes de ser amaldiçoado o príncipe se encanta pela beleza de Circe, uma moça de cabelos loiro claro, olhos azuis pálidos e delicadas sardas. Chega a ficar noivo da mesma, porém ao descobrir que essa era filha de um criador de porcos desmancha o noivado.  Circe porém é uma feiticeira, e neste caso a feiticeira que lança sobre ele a maldição que o transforma em fera. Sim, nesta versão é esta ex noiva a responsável pela maldição, que acontece pouco a pouco atormentando o príncipe dia após dia.

Mais tarde conhecemos  a princesa Tulipa Morningstar uma moça que embora bastante simpática e bonita, não é muito inteligente, e justamente por este motivo motivo Gaston a apresenta ao príncipe como um ótimo partido, e logo se torna a nova noiva do príncipe.  

Nesta parte a narrativa começa  a abordar  ( de maneira medíocre ) a questão de que naquela época as mulheres não liam ou estudavam , pois estas eram  vistas como atividades masculinas.

Bela é uma personagem que aparece pouco na narrativa, embora  apareça misteriosamente no decorrer da estória como uma moça que o príncipe nunca consegue ver de frente. Bela é justamente o perfil de garota pelo qual o príncipe jamais iria se interessar (antes da maldição), pois por ser uma apaixonada por livros, pensa de maneira  muito diferente das outras mulheres.

Era verdade: todo mundo no vilarejo pensava que ela era estranha por ler muito, já que não se comportava exatamente como as outras garotas. *** E dai que ela estava mais interessada em ler sobre princesas do que em ser uma? * Trecho da página 193🌷  

Não era um mostro completo, era? Se fosse, não a teria matado? Não teria se importado em quebrar o feitiço.Assim, precisava dela desesperadamente. Ela era sua última chance. Não tinha certeza se merecia uma chance , mas interpretou a chegada de Bela  como um sinal de que deveria tentar.* Trecho da página 194 🌷  

Livros! Livros a deixavam feliz.Ela não era como qualquer garota que ele conhecera,e ele pensou que talvez gostasse disso. Na verdade, ele tinha certeza de que gostava.
* Trecho da página 197🌷  

As bruxas
Circe a feiticeira ”boazinha”, é a irmã mais nova de 3 bruxas: Marhta, Ruby e Lucinda que odiosas pelo que o príncipe fez a ela, buscam  não dar a ele a opção de se livrar da maldição (conhecendo o amor verdadeiro). Essa foi a única parte da estória em que noto o esforço da autora em tornar este um conto ”assustador”, tanto na descrição da aparência das bruxas, ou até mesmo no comportamento delas  Serena tentou realmente trazer ao livro um ar mais pesado, mas sinceramente não conseguiu!

O desfecho da história é bastante parecida com o que todos conhecemos, não  é um livro que eu recomende, e deixo aqui meu porque.

A apelação mais do que sensacionalista do Netflix : Thirteen Reasons Why

A série sensação do momento  Thirteen Reasons Why é uma adaptação do  livro de mesmo titulo, que  fora publicado  em 2007, cujo autor é  Jay Asher.

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Nunca li o livro ( não perderia meu tempo! ), já perdi tempo demais assistindo a série. Mas faço questão de registrar aqui minha enorme repulsa pela mesma! 

Não vou me estender aqui sobre o blá blá que a sinopse dessa série apresenta, pois acredito que a maioria já tenha visto o bastante sobre, ou talvez assistido ao menos um episódio, mas é importante que este  post seja lido, pois essa série pode sim ser prejudicial …

Eis aqui meus 13 motivos para acha-la tão inútil  (okay na verdade apenas resumi meus mais de 13 motivos em três razões serias de porque detestei a série)! Mas antes, atenção nas palavras em vermelho :

O tema bullying é  sim um tema sério, merece sim ser abordado e tratado, abuso físico e psicológico pode sim causar depressão, e depressão pode  realmente levar ao suicídio.  Mas o que a  produção da Netflix fez foi apelar para o tema, fazendo com que se acreditasse que esta é uma série  para o publico adolescente, por abordar um tema infelizmente tão comum na fase escolar. 

Porém, na verdade essa série é adulta ( aborda violência, estrupo … morte!) ! Mas é claro que a Netflix precisa agradar a maioria dos seus espectadores, ou seja os jovens, e as garotinhas fãs de Selena Gomes (produtora da  série)! Por isso a série traz rostinhos bonitos e um estilo bem clichê adolescente,  onde a novata se apaixona pelo vampiro, ops! quer dizer pelo cara mala jogador do time da escola (que obviamente só quer transar com toda e qualquer garota, o que significa que logicamente a quer também *caso não esteja claro!)

A porcaria da série não irá apresentar soluções para os adolescentes que sofrem algum tipo de abuso, ela não oferece opções, não diz ” Fale com um adulto, ele pode ajudar! ” , pelo contrário ela diz ” É provável que seu conselheiro diga Siga em frente depois que você falar com ele sobre seu abuso, então nem conte a ele, seja rápida corte os pulsos!  O que você tem a perder amigos falsos, abusos ? Sua merda de vida? Vamos exaltar a morte, pois ela meninos (as)  é a única solução ! ”

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Motivo de inutilidade número 1 :   LANÇAR A CULPA SOBRE OS OUTROS

Como devem saber   a série  se inicia com Clay Jensen encontrando as fitas de Hanna Baker, onde a mesma irá contar a todos nós porque resolveu partir. Hanna faz isso de maneira bastante organizada, numera as fitas de 1 a 13, coloca Tony Padilla para ser uma espécie de guardião das mesmas, para se certificar de que todos saibam o que fizeram a ela ! 

Devem todos pagar?! Devem todos sofrer ?! Devem todos cortar os pulsos como ela ( e Alex) fizeram ?

Por que Hanna deixa as fitas ?

Sua preocupação não são seus pais, sua melhor amiga que se mudou de cidade ou qualquer outra pessoa, Hanna quer se eximir da culpa, quer  apontar o erro, ou falha de cada um para com ela, ela não se vê como culpada por ter feito escolhas ruins, ela apenas diz ” você falhou comigo, e é por sua CULPA que eu enfiei a navalha nos pulsos! ”

 Hanna é uma personagem jovem , e jovens costumam serem assim, impulsivos, péssimos em fazer escolhas,  suscetíveis a depressão quando tudo esta difícil, certo? 

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No momento em que se nota que a personagem da aos outros o poder de seu bem estar, parece justo que ela culpe os outros pela maneira como  é tratada. 

Mas quando ela pode fazer algo por si mesma o que ela faz? Ela desiste!  Ela entra numa banheira e corta os pulsos, e que se dane pai e mãe, o Clay,  e até mesmo sua melhor amiga  que se mudou, que se dane a vida !  

Muitos podem discordar de mim, mas eu não creio que a personagem pareça uma pessoa com depressão, ao longo da série vemos que Hanna  tem facilidade em fazer amigos,  é bonita, tem um emprego, chama a atenção dos garotos, inclusive de Clay que se apaixona realmente por ela.

Mas o que  sai errado?  Tudo começa com seu interesse por Justin Foley, e o que seria seu primeiro beijo acaba por se tornar  o inicio dos abusos que viria a sofrer. 

E então nos enquanto assistimos também culpamos Justin Folley por ser um abusador nojento, culpamos Jess/Jessica Davis por ser uma péssima amiga, Alex Standall pela lista quente, Zach Dempsey e  todos os demais por suas horríveis falhas. E somos levados a não culpar Hanna (pobre Hanna uma inocente suicida)! 

E então  acontece o estrupo da Jess ( o qual Hanna assiste, sem fazer nada é claro !), e depois acontece o estrupo com a própria e já fragilizada Hanna , o que torna a personagem ainda mais vitimizada, e  dessa vez por um motivo mais devastador.

As treze fitas, os treze motivos de Hanna, são sobre as atitudes de outras pessoas, logo para ela a culpa é do outro e somente do outro. Hanna vai mergulhando pouco a pouco na depressão, porque entrega o controle de sua vida aos seus abusadores, logo já não é mais tão fácil fazer amigos, nem mesmo o conselheiro da escola a ajuda, e então a solução parece  obvia ” se mate!

Para mim é inútil uma série que mostre ao jovem o que pode leva-lo ao suicídio, infelizmente é comum jovens  terem pensamentos suicidas hoje em dia, eles sabem muito bem o que os levam a te-los. Eles podem até se identificar com Hanna, e eu temo que se identifiquem com uma personagem tão fraca, tão pouco dona de si e de suas ações.  Vivemos sim , numa sociedade cheia de abusadores, ocorre abuso de crianças e jovens nos lares, nas escolhas, no trabalho, mas eles precisam aprender a lidar com isso evitando ao máximo se colocarem em risco, e a sempre buscarem ajuda, e compreender que  o ato de dor ao qual foram submetidos é sim culpa do outro, porém será somente culpa deles ( somente deles ) darem cabo da própria vida, se nem se quer tentarem realmente lutar pela vida.

Há quem diga que Hanna queria deixar uma lição através das fitas, mais  como a maioria de seus abusadores se sentiram perante elas?

  • Pouco culpados (ironicamente já que Hanna quis o tempo todo deixar claro a culpa e participação de cada um deles em sua decisão pelo suicídio!) , seguem com suas vidas, suas festas e jogos de basket, e o que vemos apenas é o mártir pelo medo de serem descobertos! Hanna deixa o Clay com o coração  tragicamente partido, colabora para o suicídio de Alex, arrasa seus pais  para sempre (que nem se quer tiveram a chance de ajuda-la!) 

Motivo de inutilidade número 2  :   Romancear o suicídio

Já temos músicas, filmes e outras séries que se apoiam sobre a depressão (ou que levam a agravar a  depressão), queremos nos divertir um pouco  através do Netflix, mas se for para assistir algo  que aborde assuntos sérios como abusos e suicídio, que isso por favor não  seja romanceado!  Porque o drama real   da depressão/abusos/suicídio não pode ser mensurado por uma série tão ridícula, que coloca foco nos pontos errados, e leva o adolescente suicida a parecer apenas alguém sem nenhuma escolha.

                                        Motivo de inutilidade número 3  :   Personagens Estereotipados

Não bastasse toda a apelação  em torno do tema ( que sempre causa na mídia e internet ), a série precisou realmente apelar para os esterótipos dos filmes  americanos sobre os adolescentes. Eu poderia falar aqui  sobre o qual inútil é a construção medíocre de cada personagem vazio, mas acho que qualquer um que tenha o minimo de percepção notou isso!

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Lição da série : Morrer parece ser  bem mais fácil do que evitar ser idiota, ou evitar  idiotas!

A série não nos mostra  que através da tortura que Hanna tentou provocar em seus abusadores com as fitas, eles tenham realmente aprendido algo, ou  deixado  de serem cruéis nos pontos em que a fizeram sofrer. Os personagens apenas seguem com suas vidas, deixando claro aos que sofrem os abusos  na vida real, que  se matar não levará ninguém a mudar, e que seu sofrimento mesmo que explicado através de um bilhete ou gravação é inútil, porque  tudo  permanece o mesmo ou pior …porque existem muitas outras vitimas para fazerem o papel de Hanna. 

Os personagens não sofrem , eles  apenas temem serem descobertos, Alex que se  sensibiliza demais com tudo se mata ( por culpa? ) …  ou para que tenha mais temporadas?  ( Pois quem sabe na Segunda Temporada alguém além de Clay e os pais de Hanna se sensibilizem realmente com a alguns dos  temas tão explorados) . 

A série não ajuda a tratar o bullyng ou o abuso ( seja ele físico ou emocional) , a série é ridícula, exalta a dor, a depressão e morte/suicídio  da personagem… nos leva no máximo a pensar que  já fomos ( ou somos ) vitimas , ou ”abusadores” de alguma maneira.
Não ensina os jovens a lidarem o tema, a pedirem ajuda,  ou mesmo a não serem os causadores de tanta dor para com seus conhecidos.

A série só diz  da maneira mais romanceada possível ” Hanna se matou ”. 

 

 

Bruxa de Blair (2016): Nada além de alguns sustos e um pouquinho de agonia

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Na semana passada fui  com alguns amigos ao cinema, conferir o mais novo filme da franquia BRUXA DE BLAIR

  The Woods: Blair Witch (titulo original ) segue o padrão dos dois primeiros filmes, com um estilo de  pseudodocumentário. É uma sequência direta do original The Blair Witch Project de 1999. O filme acompanha um grupo de universitários e guias locais que se aventuram no Black Hills Forest, para desvendar os mistérios do desaparecimento de Heather Donahue, a irmã do protagonista James Donahue ( interpretado por James allen McCune).

Apesar de ocasionar certa expectativa para um desenrolar da história, o filme apenas trabalha um suspense fraco ( o que deixa o espectador nervoso por nada acontecer- falo por mim!), que só é tolerado pelas cenas de susto e de agonia (que diga-se de passagem fizeram minha minha amiga gritar muito).

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Nota: 3

Romance e Chris Evans na direção

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Finalmente assisti Before We Go,  filme onde Chris Evans além de atuar estréia como diretor. 

Sinopse :  A personagem Brooke (Alice Eve) é uma mulher que busca voltar para casa o mais rápido possível ( * por um motivo bem particular), mas acaba se atrasando após ser assaltada. Sem dinheiro ou amigos, ela está perdida na noite de Nova York. Até que ela conhece ninguém menos que   o trompetista Nick (Chris Evans), que é por incrível que pareça um sujeito sem sorte com relacionamentos. A dupla começa a passear em torno da cidade e cresce um forte sentimento entre eles. Nick fica  atraído por Brooke, mas ela tenta não ver as coisas da mesma maneira, afinal de contas é uma mulher casada.

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Muita gente havia me recomendado esse filme dizendo que era lindo, que é  super romântico, e que provavelmente eu iria curtir.

Não achei fabuloso, não achei lindo, não achei super romântico, apenas gostei.

É um filme que por ser do gênero romance foge do clichê, do  comum estilo de romance americano onde tudo é perfeitinho. Tem ares de realismo, talvez pela maneira que foi feito, e pelos diálogos entre os personagens serem mais próximos de diálogos possíveis, entre um homem e uma mulher que acabaram de se conhecer por acaso.

Mas eu acho que o filme é uma tentativa de se aproximar da fabulosa Trilogia de “Antes do Amanhecer“, que é uma sequencia de três filmes  com uma história que realmente soa muito real, e ainda sim muito romântica.

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A comparação é inevitável pelo fato de serem personagens que se conhecem por acaso e acabam se vendo atraídas uma pelo outra. Mas eu ainda fico com Antes do Amanhecer, por achar que há mais sensibilidade na interpretação, e por ver mais conteúdo nas personagens.

O personagem Nick é aparentemente melancólico, músico apaixonado por jazz , ainda refém de suas  desilusões amorosas e sem muita perspectiva de vida.

Enquanto Brooke é uma mulher confusa e sem muita personalidade, com um casamento desmoronando. 

São personagens entediantes que tiram a ”emoção” que faz com que quem assista torça pelo casal.  E isso deixa o filme muito morno!

MINHA NOTA DE 0 A 10 :   Um morno 7 

É PODERIA SER MELHOR CHRIS! ACHO QUE TRABALHO MUITO NA DIREÇÃO E NÃO ATUOU , MAS TE PERDOO SE APARECER NO MEU CAMINHO QUANDO ESTIVER ESPERANDO UM TREM RSRSRS!

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