Eu sou uma parte de tudo, tal como a hora é uma parte do dia. (Epicteto)

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O Carnaval de  noventa e um e as contrações da minha mãe, as canções do álbum Out of Time tocando  alto  quando nasci … estava tudo lá  enquanto eu passava a existir.

Madrugada, dia 26 de fevereiro, e desde então o tempo até aqui fora todo meu, minhas horas, minha existência, meus dias e anos permitindo que eu seja, seja lá o que queira ser. Concedendo a mim a chance de deixar fixado no agora qualquer coisa ou nada, que repita o ontem ou tente algo novo hoje, que use bem o tempo sabendo que o amanhã é incerto.

Por hora ainda sou uma parte de tudo como o as horas que fazem parte do dia, mas os ponteiros se movem, e os ossos enfraquecem, enquanto  a mente luta para ficar sã…

Um dia param de girar, deixo de existir mas continuo de alguma maneira fazendo ainda parte de tudo.

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A apelação mais do que sensacionalista do Netflix : Thirteen Reasons Why

A série sensação do momento  Thirteen Reasons Why é uma adaptação do  livro de mesmo titulo, que  fora publicado  em 2007, cujo autor é  Jay Asher.

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Nunca li o livro ( não perderia meu tempo! ), já perdi tempo demais assistindo a série. Mas faço questão de registrar aqui minha enorme repulsa pela mesma! 

Não vou me estender aqui sobre o blá blá que a sinopse dessa série apresenta, pois acredito que a maioria já tenha visto o bastante sobre, ou talvez assistido ao menos um episódio, mas é importante que este  post seja lido, pois essa série pode sim ser prejudicial …

Eis aqui meus 13 motivos para acha-la tão inútil  (okay na verdade apenas resumi meus mais de 13 motivos em três razões serias de porque detestei a série)! Mas antes, atenção nas palavras em vermelho :

O tema bullying é  sim um tema sério, merece sim ser abordado e tratado, abuso físico e psicológico pode sim causar depressão, e depressão pode  realmente levar ao suicídio.  Mas o que a  produção da Netflix fez foi apelar para o tema, fazendo com que se acreditasse que esta é uma série  para o publico adolescente, por abordar um tema infelizmente tão comum na fase escolar. 

Porém, na verdade essa série é adulta ( aborda violência, estrupo … morte!) ! Mas é claro que a Netflix precisa agradar a maioria dos seus espectadores, ou seja os jovens, e as garotinhas fãs de Selena Gomes (produtora da  série)! Por isso a série traz rostinhos bonitos e um estilo bem clichê adolescente,  onde a novata se apaixona pelo vampiro, ops! quer dizer pelo cara mala jogador do time da escola (que obviamente só quer transar com toda e qualquer garota, o que significa que logicamente a quer também *caso não esteja claro!)

A porcaria da série não irá apresentar soluções para os adolescentes que sofrem algum tipo de abuso, ela não oferece opções, não diz ” Fale com um adulto, ele pode ajudar! ” , pelo contrário ela diz ” É provável que seu conselheiro diga Siga em frente depois que você falar com ele sobre seu abuso, então nem conte a ele, seja rápida corte os pulsos!  O que você tem a perder amigos falsos, abusos ? Sua merda de vida? Vamos exaltar a morte, pois ela meninos (as)  é a única solução ! ”

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Motivo de inutilidade número 1 :   LANÇAR A CULPA SOBRE OS OUTROS

Como devem saber   a série  se inicia com Clay Jensen encontrando as fitas de Hanna Baker, onde a mesma irá contar a todos nós porque resolveu partir. Hanna faz isso de maneira bastante organizada, numera as fitas de 1 a 13, coloca Tony Padilla para ser uma espécie de guardião das mesmas, para se certificar de que todos saibam o que fizeram a ela ! 

Devem todos pagar?! Devem todos sofrer ?! Devem todos cortar os pulsos como ela ( e Alex) fizeram ?

Por que Hanna deixa as fitas ?

Sua preocupação não são seus pais, sua melhor amiga que se mudou de cidade ou qualquer outra pessoa, Hanna quer se eximir da culpa, quer  apontar o erro, ou falha de cada um para com ela, ela não se vê como culpada por ter feito escolhas ruins, ela apenas diz ” você falhou comigo, e é por sua CULPA que eu enfiei a navalha nos pulsos! ”

 Hanna é uma personagem jovem , e jovens costumam serem assim, impulsivos, péssimos em fazer escolhas,  suscetíveis a depressão quando tudo esta difícil, certo? 

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No momento em que se nota que a personagem da aos outros o poder de seu bem estar, parece justo que ela culpe os outros pela maneira como  é tratada. 

Mas quando ela pode fazer algo por si mesma o que ela faz? Ela desiste!  Ela entra numa banheira e corta os pulsos, e que se dane pai e mãe, o Clay,  e até mesmo sua melhor amiga  que se mudou, que se dane a vida !  

Muitos podem discordar de mim, mas eu não creio que a personagem pareça uma pessoa com depressão, ao longo da série vemos que Hanna  tem facilidade em fazer amigos,  é bonita, tem um emprego, chama a atenção dos garotos, inclusive de Clay que se apaixona realmente por ela.

Mas o que  sai errado?  Tudo começa com seu interesse por Justin Foley, e o que seria seu primeiro beijo acaba por se tornar  o inicio dos abusos que viria a sofrer. 

E então nos enquanto assistimos também culpamos Justin Folley por ser um abusador nojento, culpamos Jess/Jessica Davis por ser uma péssima amiga, Alex Standall pela lista quente, Zach Dempsey e  todos os demais por suas horríveis falhas. E somos levados a não culpar Hanna (pobre Hanna uma inocente suicida)! 

E então  acontece o estrupo da Jess ( o qual Hanna assiste, sem fazer nada é claro !), e depois acontece o estrupo com a própria e já fragilizada Hanna , o que torna a personagem ainda mais vitimizada, e  dessa vez por um motivo mais devastador.

As treze fitas, os treze motivos de Hanna, são sobre as atitudes de outras pessoas, logo para ela a culpa é do outro e somente do outro. Hanna vai mergulhando pouco a pouco na depressão, porque entrega o controle de sua vida aos seus abusadores, logo já não é mais tão fácil fazer amigos, nem mesmo o conselheiro da escola a ajuda, e então a solução parece  obvia ” se mate!

Para mim é inútil uma série que mostre ao jovem o que pode leva-lo ao suicídio, infelizmente é comum jovens  terem pensamentos suicidas hoje em dia, eles sabem muito bem o que os levam a te-los. Eles podem até se identificar com Hanna, e eu temo que se identifiquem com uma personagem tão fraca, tão pouco dona de si e de suas ações.  Vivemos sim , numa sociedade cheia de abusadores, ocorre abuso de crianças e jovens nos lares, nas escolhas, no trabalho, mas eles precisam aprender a lidar com isso evitando ao máximo se colocarem em risco, e a sempre buscarem ajuda, e compreender que  o ato de dor ao qual foram submetidos é sim culpa do outro, porém será somente culpa deles ( somente deles ) darem cabo da própria vida, se nem se quer tentarem realmente lutar pela vida.

Há quem diga que Hanna queria deixar uma lição através das fitas, mais  como a maioria de seus abusadores se sentiram perante elas?

  • Pouco culpados (ironicamente já que Hanna quis o tempo todo deixar claro a culpa e participação de cada um deles em sua decisão pelo suicídio!) , seguem com suas vidas, suas festas e jogos de basket, e o que vemos apenas é o mártir pelo medo de serem descobertos! Hanna deixa o Clay com o coração  tragicamente partido, colabora para o suicídio de Alex, arrasa seus pais  para sempre (que nem se quer tiveram a chance de ajuda-la!) 

Motivo de inutilidade número 2  :   Romancear o suicídio

Já temos músicas, filmes e outras séries que se apoiam sobre a depressão (ou que levam a agravar a  depressão), queremos nos divertir um pouco  através do Netflix, mas se for para assistir algo  que aborde assuntos sérios como abusos e suicídio, que isso por favor não  seja romanceado!  Porque o drama real   da depressão/abusos/suicídio não pode ser mensurado por uma série tão ridícula, que coloca foco nos pontos errados, e leva o adolescente suicida a parecer apenas alguém sem nenhuma escolha.

                                        Motivo de inutilidade número 3  :   Personagens Estereotipados

Não bastasse toda a apelação  em torno do tema ( que sempre causa na mídia e internet ), a série precisou realmente apelar para os esterótipos dos filmes  americanos sobre os adolescentes. Eu poderia falar aqui  sobre o qual inútil é a construção medíocre de cada personagem vazio, mas acho que qualquer um que tenha o minimo de percepção notou isso!

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Lição da série : Morrer parece ser  bem mais fácil do que evitar ser idiota, ou evitar  idiotas!

A série não nos mostra  que através da tortura que Hanna tentou provocar em seus abusadores com as fitas, eles tenham realmente aprendido algo, ou  deixado  de serem cruéis nos pontos em que a fizeram sofrer. Os personagens apenas seguem com suas vidas, deixando claro aos que sofrem os abusos  na vida real, que  se matar não levará ninguém a mudar, e que seu sofrimento mesmo que explicado através de um bilhete ou gravação é inútil, porque  tudo  permanece o mesmo ou pior …porque existem muitas outras vitimas para fazerem o papel de Hanna. 

Os personagens não sofrem , eles  apenas temem serem descobertos, Alex que se  sensibiliza demais com tudo se mata ( por culpa? ) …  ou para que tenha mais temporadas?  ( Pois quem sabe na Segunda Temporada alguém além de Clay e os pais de Hanna se sensibilizem realmente com a alguns dos  temas tão explorados) . 

A série não ajuda a tratar o bullyng ou o abuso ( seja ele físico ou emocional) , a série é ridícula, exalta a dor, a depressão e morte/suicídio  da personagem… nos leva no máximo a pensar que  já fomos ( ou somos ) vitimas , ou ”abusadores” de alguma maneira.
Não ensina os jovens a lidarem o tema, a pedirem ajuda,  ou mesmo a não serem os causadores de tanta dor para com seus conhecidos.

A série só diz  da maneira mais romanceada possível ” Hanna se matou ”. 

 

 

Diálogo sobre dor

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Falávamos sobre ausência quando notei seu olhar marejado, e então perguntei :

– Você está bem?

– Estou. Embora nunca feliz. 

– O que  quer dizer?

– Desde que ela faleceu nunca mais fui o mesmo, e sei que nunca mais serei feliz. Tenho bons momentos, momentos de alegria, mas felicidade não mais. A felicidade se foi com ela.

– Não acho que deveria pensar dessa forma.

– Não escolhi pensar assim, simplesmente é desse jeito. Porque é assim que sinto, e não se pode mudar o que é, o que se sente.

– Gostaria de poder ajuda-lo mais não sei o que dizer.

– Não diga nada. Sensibilidade doí mais é necessária. Só agora sentindo a ausência dela consigo compreender tudo o que significa pra mim, e consigo ama-la muito mais do que antes. Talvez seja isso …

– O que ?

– A morte  talvez seja algum tipo de lição para ensinar aos que ficam algo sobre o amor. Inevitavelmente numa constatação envolta em dor… Queria  apenas mais um por do sol perto dela, mais um almoço juntos, só mais um momento, uma lembrança a mais, mais um dia. Queria nunca sentir  essa falta, nunca aprender essa lição, mas por alguma razão sou eu quem permanece desse lado.

 

 

PS ‘ Conversa com um amigo que perdeu a mãe em 2014 . 

Bia, a morte e uma lição

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Conheci através do novo trabalho uma garota, que vou chamar aqui de Bia.

Minha primeira impressão a respeito dela deixou claro que somos demasiadamente diferentes, Bia ama Matemática ( eu odeio! ), adora beber ( eu só bebo chá rs! ), se envolve em relacionamentos abertos por diversão ( eu vivo no celibato rs! )…

Mas apesar das diferenças, Bia me pareceu ser uma garota legal, é inteligente, tem lindos olhos verdes que contrastam com sua pele morena , curte redes sociais, é viciada em series ( e fala muito sobre), apaixonada por mil e um atores (dos quais como uma adolescente fica admirando as fotos no celular). Demonstrou desde que a conheci demasiada preocupação com  a saúde da mãe, parece ter um lado maduro que cresceu depois de tanta dor. Bia perdeu o pai e o namorado no ano passado, e vinha falando muito sobre sua família ( ou que restou dela, sua irmã mais nova e um irmão casado que mora em outro estado). 

Bia disse que gostava muito de festas, mas desde que ficou desempregada ( á 6 meses atrás) deixou de frequenta-las e cortou laços com algumas pessoas. Sua irmã a motivou ficar em casa dizendo ‘ Se um dia a mãe falecer você será quem mais sentirá falta dela, pois nunca passa um tempo aqui! ‘ 

Passando a ficar em casa vendo series e na companhia da mãe, Bia  desfrutou mais da família, e talvez por essa razão vinha falando tanto sobre.

Na sexta-feira passada recebeu uma ligação de sua irmã dizendo que sua mãe estava no hospital, após demonstrar sérios problemas relacionados á pressão. 

Com os olhos cheios de lágrimas  e tremula Bia se despediu de mim e foi as pressas buscar a mãe.

Ontem( segunda-feira ) nos vimos novamente no trabalho, ela parecia estar feliz com a melhora mãe e disse aliviada ‘ Foi só um susto! Nem sei o que seria de mim sem ela!‘ 

Bia recebeu horas depois outra ligação de sua irmã, saiu as pressas nem se despediu …

Sua mãe faleceu.

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Sei que faz pouco tempo que a conheço, mas hoje fez  falta para todos a presença de Bia, principalmente porque todos nós sabemos que ela não está lá por sentir uma ausência maior.

Todo mundo se sentiu parecido com ela agora, todos também adorariam se as mães fossem eternas,  e  se nunca ligações de urgência  nos roubasse quem amamos.

Bia me ensinou uma lição valiosa. 

Eu não a conheci durante os seis meses próxima da mãe, talvez ela nem tenha aproveitado esse tempo o suficiente a julgar por agora, mas quem de nós saberá quanto tempo ainda temos para amar? 

Não temos nada se não o agora. 

Pra nunca mais ser a mesma

tumblr_m8yruoZUAz1rsjqsro1_500_zpsb2ebabf8Repentinamente ocorreu uma mudança drástica no tempo.A cidade toda congelou, e eu senti meu coração congelar também, enquanto uma ardência no rosto causada pelo forte vento frio, me lembrava de que as coisas já não eram mais as mesmas.
Não era só o clima e a paisagem que haviam mudado, era também outra estação dentro de mim.
Estava longe…longe do passado.Mas ainda não havia o esquecido, o que me fazia congelar inteiramente por dentro.
Passei a tarde toda caminhando naquele parque procurando um outro eu que se perdeu ali em algum verão.
Entre as árvores eu podia sentir os fantasmas das boas memorias insistentes em perambular por meus pensamentos.
Mas na vida tudo muda, e é por isso que temos de mudar também.
O existir é feito de fases, porque a vida é feita de fases, há noite e dia, calor e frio, há tempo de ser companhia e tempo de se estar só.
E eu não posso dizer que prefiro a noite ao dia, ou o frio ao calor,pois independente de qualquer fase era bom ter sua companhia.
No entanto, é necessário estar só, e ter este tempo para ver as coisas como elas são agora, diferentes.
Eu consigo perceber a importância que o tempo teve, e magia por traz de cada fase, que através do arrastar de horas e dias me trouxe até aqui.
E eu consegui mudar e evoluir, e eis então um dos grandes milagres da vida O ANTES e O DEPOIS, o passado e o presente.
O tempo muda tudo é verdade, mas só pode nos mudar se permitirmos isso.
Eu sei que amanhã não serei mais a mesma,porque não existe um dia igual ao outro,tudo a cada manhã se faz novo, e não importa quantos fantasmas do passado com o tempo passem a existir, eu escolho nascer com o dia, e deixar parte de mim morrer a cada noite, pra nunca mais ser a mesma.

Sobre a menina suicida

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Vão dizer que desistiu fácil demais

E com razão!

Porque permanecer  vivo  é para os fortes

O premio de consolação da vida é um dia após o outro

E quem é capaz de compreender a magia disto, vive ao invés de apenas sobreviver 

Não se entrega!

É triste ter de dizer, mas o  poder de mudança esteve nas  mãos dela o tempo todo, mas ela quis segurar uma navalha…

Ela não  sabia que ainda ia se apaixonar de verdade

Que ia  dançar nas nuvens desde o primeiro encontro com ele

Não sabia que ele ia  fazer transbordar de alegria seu coração

E mais do que isso, iria  ama-la!

Ia se casar  com ela  e lhe dar filhos lindos, e ela nunca mais ia se sentir sozinha de novo.

 

Ela não sabia que ia pra faculdade, que seria bem sucedida e que seria heroína dos seus filhos por conciliar  família e carreira tão sabiamente.

Um cartão com seu nome, um negocio próprio…

Ela não sabia que ia ter tanta história pra contar ou que iria colorir a vida de tanta gente.

Ela não  sabia que o mundo precisava dela 

Não sabia que sem ela o mundo não  seria mais o mesmo.

 

Ela não presumiu a falta que faria …

 

Ah menina, se eu pudesse impedir a corda  no seu pescoço enforcando teus sonhos, a navalha na sua mão e todas as suas ideias de morte …

Ah menina, se esse frasco de remédios estivesse bem no alto, onde a desistência de viver num alcança…

Ah menina! Se você soubesse os planos que a vida tinha pra você… 

Caveiras mexicanas

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Coloridas, cheias de desenhos (em sua maioria flores), motivo de objetos de decoração, celebrações  e até tatuagens…  Mas  o que significam? Eu nunca sabia explicar direito ( mas resolvi pesquisar a respeito) então, borá  lá …

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Os povos pré colombianos guardavam o crânio de seus ancestrais e o consideravam um troféu, uma lembrança boa do falecido, visto que a cabeça para eles, era a parte mais importante do corpo, aquela que carrega as memórias.

Já  as caveiras mexicanas  são  estilizadas (coloridas e decoradas) *foto abaixo:

Essas  caveiras  são muito  utilizadas no Día de los Muertos data de origem indígena, no México, que celebra a morte. Acreditam que essas caveiras afastavam os maus espíritos.

Os mexicanos acreditam que  os  que partiram retornam para  visitar os vivos, e durante  31 de outubro até 02 de novembro a celebração  do Día de los Muertos simboliza a renovação, a aceitação da morte como parte da vida.

Na crença original desta celebração acreditasse que  na meia noite do dia 31 os portões do céu são abertos para que os espíritos de crianças passem o dia com suas famílias.E os espíritos adultos,retornariam à terra para aproveitar os banquetes no dia 2. E acreditam que, ao receber os espíritos com alegria, comilança e enfeites, eles ficarão felizes e retribuirão as famílias com proteção.

Fonte * aqui 

No nosso  02 de Novembro, aqui no Brasil  é Dia de Finados ( e é quase a mesma data para os mexicanos, no entanto por questões culturais para eles o contexto  está  envolto em uma celebração dos vivos em homenagem aos que partiram)

Eles festejam com muita  comida e doces, existem até  caveiras de açúcar dadas as crianças.

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A data reuni  famílias  separadas pela distância, as quais  se reúnem  em volta dos seus mortos para celebração.

La Catrina  é  a imagem de um esqueleto  de  mulher da alta sociedade utilizando um chapéu, com intuito de lembrar que as diferenças não significam nada, diante da morte.

Tatuagens

Em maioria  as  tatuagens de caveira  mexicana significam : Renascimento; Espiritualidade; Transição; Alegria; Proteção; Morte; Boa sorte; Lembrança, Saudade.

Mas algumas  podem ter significados específicos, como por exemplo  a tatuagem  de  Caveira Guerreiro Mexicano  que simboliza um combatente imortal.

Nos objetos elas não  costumam ter grande  representatividade,mais assim como  nas estampas são  sempre bem vindas.