Solidão pós-moderna por Idalia Candelas

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Solidão pós-moderna  é  o nome da serie de trabalhos da ilustradora Idalia Candelas ( que eu particularmente amei! ) .

Todo trabalho foi feito  com lápis e aquarela,  e são inspirados  na fase em que a artista   viveu sozinha na Cidade do México.

O tema da solidão vem sendo bem recorrente em meus desenhos. Eu gosto de mostrar mulheres que estão sozinhas mas não sofrem. Elas não estão depressivas ou chorando – muito pelo contrário: estão aproveitando suas próprias companhias” – Idalia Candelas

Um pouco de tédio talvez, mas existe  uma liberdade presente na solidão  que não tem preço! Em certas fases da vida   a solidão é uma companhia  muito necessária !

Essas figuras são tão ( eu rs )  meu estado atual  que eu precisava as colocar aqui. REPETINDO RSRS E sobre tudo amei o estilo da ilustradora !

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Como  diria  Clarice Lispector  ” Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.

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Um quase, quase amor : Momentos de nada

Não sei se esse quase amor merecia de fato uma série de textos aqui no blog, mas o fato é que essa série necessitava de um quase amor pra existir, por tanto aqui estou, rs.

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Por alguma razão que desconheço ele surgiu, estava lá cruzando repentinamente meu caminho. Desde então ele está lá toda noite, na parte insuspeita da minha viagem nessa vida. 

Toda, toda noite! E isso antes me bastava.

Ve-lo era o momento alegre do meu dia, o momento da minha breve contemplação do destino perfeito pro meu fim ( ou talvez meu ,melhor começo ), mas agora tudo sobre ele me perturba, e nossos momentos me torturam.

Toda noite minha necessidade e meu desejo disputam por um instante á mais, mas o momento é breve, finda.

Toda noite ele vem, e nada acontece. Ele parte, leva consigo as chances, me derruba de volta pro mundo da ausência dele. Um mundo meio vazio.

Ele me deixa com o nada, o nada áspero e triste que há entre nós, e quer que eu sobreviva assim… não sei se posso.

Ele não pede meu telefone, não me chama pra sair, não diz nada estúpido sobre o clima ou apenas um oi sem graça.Ele é uma estatua viva ( me apaixonei por uma estatua viva! )…

Vida ? Será que de fato existe vida ali, congelado na carícia da própria barba apenas olhando pra mim?

É  a figura mais linda que já vi, mas é só uma figura, não passa de uma figura muda enfeitando as cenas de todas as noites ( tolo, assexuado,sem percepção! )

O mundo abaixo da minha pele já não esconde a verdade obvia, meu silencio grita, eu o quero.

Penso que nós dois deveríamos parar de desperdiçar o tempo raro que temos (momentos) com essa partida sem fim de paquera, porque esse é um jogo em que nós dois perdemos.

Devíamos ter a minima coragem de viver. Um aceno, um gesto qualquer, uma palavra, qualquer coisa além do nada.