Tudo passa ! – E isso é mais do que a metáfora

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Fico me lembrando involuntariamente dos dias ruins, não porque goste de caminhar pelo passado,  porque definitivamente não gosto, mas como disse é involuntário. E as vezes as memórias ruins se esforçam em me deixar pra baixo. 

Um dia ruim, uma fase ruim, querem voltar e  atormentar nosso presente como se fossem  fantasmas.Mas uma vez ouvi de uma grande mulher ‘ Ninguém escolhe ter sido uma vitima, mas cabe a nós  decidir se seremos sempre vitimas  ! ‘ , é uma questão de escolha CRESCER/APRENDER com o passado ou se condenar a ser apenas o resultado negativo do que ele lhe causou. 

Relembrar os problemas passados e é uma maneira revive-los, mas olhar para o que está lá trás como um ponte perigosa que você  atravessou, pode ser muito encorajador!

E se o presente não estiver tão bom, a boa notícia é que ele passa, tudo passa!

Mais vale a lembrar que é tudo mesmo! Inclusive os momentos bons, como na metáfora: 

Havia um rei muito poderoso que tinha tudo na vida, mas sentia-se confuso. Resolveu consultar os sábios do reino e disse-lhes:

– Não sei por que me sinto estranho e preciso ter paz de espírito. Preciso de algo que me faça alegre quando estiver triste e que me faça triste quando estiver alegre.

Os sábios resolveram dar um anel ao rei, desde que o rei seguisse certas condições:

Debaixo do anel existe uma mensagem, mas o rei só deverá abrir o anel quando ele estiver num momento intolerável. Se abrir só por curiosidade, a mensagem perderá o seu significado. Quando TUDO estiver perdido, a confusão for total, acontecer a agonia e nada mais puder ser feito, aí o rei deve abrir o anel.

O rei seguiu o conselho. Um dia o país entrou em guerra e perdeu. Houve vários momentos em que a situação ficou terrível, mas o rei não abriu o anel porque ainda não era o fim. O reino estava perdido, mas ainda podia recuperá-lo. Fugiu do reino para se salvar. O inimigo o seguiu, mas o rei cavalgou até que perdeu os companheiros e o cavalo.

Seguiu a pé, sozinho, e os inimigos atrás; era possível ouvir o ruído dos cavalos. Os pés sangravam, mas tinha que continuar a correr. O inimigo se aproxima e o rei, quase desmaiado, chega à beira de um precipício. Os inimigos estão cada vez mais perto e não há saída, mas o rei ainda pensa:

– Estou vivo, talvez o inimigo mude de direção. Ainda não é o momento de ler a mensagem…

Olha o abismo e vê leões lá embaixo, não tem mais jeito. Os inimigos estão muito próximos, e aí o rei abre o anel e lê a mensagem: “Isto também passará”.

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De súbito, o rei relaxa. Isto também passará e, naturalmente, o inimigo mudou de direção. O rei volta e tempo depois reúne seus exércitos e reconquista seu país. Há uma grande festa, o povo dança nas ruas e o rei está felicíssimo, chora de tanta alegria e, de repente, se lembra do anel, abre-o e lê a mensagem: “Isto também passará”. Novamente ele relaxa, e assim obtém a sabedoria e a paz de espírito.

Mas para além da metáfora, a vida é mesmo assim sempre em movimento, e é por isso que não podemos nos congelar  no ontem , e nem mesmo no hoje, pois o futuro a de mudar tudo de novo!

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Abstrata

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Como foi que pôde me deixar assim?

Aqui sozinha, sem um argumento cabível pra enfrentar sua ausência

Trancafiada numa liberdade que massacra meu livre arbítrio

Como foi que pôde me despertar o amor e adormecer?

Me fazer gritar em silencio

E transcender a realidade

Me diluindo em falsas esperanças 

 

Como foi que pôde resumir meu sentimento a uma metáfora?

Dizendo que sou abstrata, e que sinto o intangível

 

Não posso crer que me veja assim, porque é assim que sou

E não quero crer que não goste do abstrato em mim

Pois foi o abstrato em você que me cativou