Algum renovo depois de tanta ansiedade

Oi insólitos (as) !
Me perdoem pela falta de atualizações por aqui. Muita coisa tem acontecido na minha insólita vida, e sim eu gostaria de escrever sobre a maioria delas.

tumblr_nixr3hufcw1t625dco1_500
Há bastante tempo não me sentia assim, reflexiva sobre o presente.
Na maior parte do tempo estava com a mente no futuro ou no passado,mas nunca no agora. Por algum motivo evitava estar realmente na realidade do hoje.

Tenho vivido com presa,contando as horas,os dias,os meses,os anos.Como se estivesse esperando por algo,que não sei o que é.
Me sinto sempre atrasada e exausta, como se precisasse do amanhã o mais rápido possível para que ele pudesse me livrar do hoje.
Entendem o que quero dizer?

Há quem diga que não sou a única, e que esse é o mau do século. DESEJAMOS TÃO ARDENTEMENTE O AMANHÃ QUE NÃO APROVEITAMOS O HOJE,NÃO VIVEMOS SOMENTE CORREMOS COMO LOUCOS ATRÁS DA PRÓPRIA MORTE AFIM DE ALCANÇAR ALGUM DESCANSO.

Por sorte adoecemos antes de desperdiçar toda a vida de maneira tão tola.E então despertamos e passamos a chance de mudar os hábitos, concertar os parafusos frouxos e viver de verdade.
Aparentemente tudo estava bem,eu estava num trabalho, fazia faculdade e passava o fim de semana com meu namorado.
Mas a verdade é que estava suportando nove horas diárias de tédio corporativo,fazendo o que detesto (quem me segue sabe que tenho dificuldade em estar em trabalhos que restringem minha criatividade em 4 paredes e muitas regras) . E sim eu havia voltado a contar as horas para ir embora,durante todas as árduas semanas e meses .Dia após dia sentia mais e mais presa,sentia se a ansiedade me consumisse e ainda tinha as tarefas da faculdade as exaustivas aulas teóricas em inglês. E não me levem a mau ey amo estudar, mas não teve um só dia desde que comecei o curso de Letras Inglês em que odiei menos o idioma, e sempre que ouvia em sala me perguntava o porquê de estar me torturando tanto.

Por que nos torturamos? Por que o trabalho mais longe e mais diferente da nossa personalidade? Por que o curso que vai custar anos de estudo para nos ensinar algo que odiamos? Por que ?

Por que eu nunca faço o que quero e apenas o que acho que devo?

Talvez a resposta seja uma justificativa: eu escolho com presa,pois tenho 26 anos e me sinto estupida por não ter uma droga diploma ou uma carreira.
Mas o mais louco é que quando recobro a consciência,eu realmente não me importo com nada disso. Eu só quero viver,viver bem e sem presa. SEM A ANGUSTIA DE ACOMPANHAR PONTEIROS TEMOROSA … APENAS VIVENDO.

Então eu tentei outro trabalho,resolvi deixar a faculdade (embora eu apenas tenha a trancado não pretendo voltar para o estudo do mesmo idioma). Enfim eu voltei ao início de novo!
Lembram quando comecei esse blog eu estava doente, depressiva e recém saída de um relacionamento toxico? Sem trabalho e sem condições de outra atividade se não escrever… eu estava começando do zero.

Eu tive uns três empregos desde então. Eu me apaixonei duas vezes,eu conheci pessoas incríveis, lugares novos,enfim tive insólitas experiências boas (e confesso algumas ruins, mas até isso foi bom pois aprendi com elas!) , e tudo isso me levou ao agora e a esses pensamentos de recomeço a partir daqui.

Eu fui abençoada em ter nascido na família em que nasci,apesar de tudo o que vi e vivi desde a minha infância,eu não trocaria minha família por nenhuma outra.

***Nota: eu deletei ao postagem onde falava sobre e explico a respeito aqui * Nas palavras em azul no fim da página deste post ***

Entre tantos revés amorosos da maneira inusitada possível num emprego em que estive por apenas 3 meses eu conheci o cara mais incrível do mundo.
Eu tenho poucas e insólitas amizades que tornam mesmo meus piores e mais difíceis dias em dias inesquecíveis!
Eu tenho aprendido a viver o hoje,o agora, esse momento único e precioso e isso tudo o que realmente preciso!

Dedico esse post a você Wen ,meu ex companheiro de sala de aula que também tem enfrentado a ansiedade : Admiro sua força de vontade e seu amor pelos os estudos! Nunca vou esquecer das palavras que me disse: AS VEZES É PRECISO MAIS FORÇA E CORAGEM PARA ABANDONAR ALGO DO QUE PARA CONTINUAR.
Agora eu entendo, e sei que recomeçar não é a saída mais fácil, por isso exige mais coragem de nós. MAS COMO MINHAS EXPERIÊNCIAS ANTERIORES ME MOSTRARAM RECOMEÇAR TRAZ O NOVO,ACRESCENTA A NOS O QUE REALMENTE É PRECISO.
E AGORA EU SEI,EU APENAS PRECISO VIVER.

Certa sem conseguir dormir me levantei de madrugada e escrevi uma postagem de desabafo sobre assuntos familiares com o título “papai é um no monstro” . Muitas pessoas se sensibilizaram com a narrativa e me enviaram emails. AGRADEÇO A TODOS (AS) QUE FIZERAM ISTO.
E digo a vocês qye tenho aprendido muito desde então,sobre tudo a liberar perdão.
Deletei o post em questão a menos de uma semana, e como voces se preocuparam comigo acho importante dizer o que levou a deleta-lo.
Nunca quis que esse blog fosse um lugar odioso,ou apenas um espaço onde deposito minhas dores e traumas . PELO CONTRÁRIO, EU SEMPRE QUIS AQUI COMPARTILHAR MINHAS EXPERIÊNCIAS E IDEIAS*sejam elas boas ou ruins,afim de desabafar sim,mas sobre tudo registrar meus aprendizados com meus próprios erros. NÃO quero daqui alguns anos olhar para esse blog e ver estupidez como a daquele post. QUERO VER OS REGISTROS DE COMO CRESCI,APRENDENDO A LIDAR E ACIMA DE TUDO A SUPERAR.
A vida se encarrega de dar a cada um o que merece, o que já é razão suficiente para não precisarmos guardar mágoa.
Perdoar é libertador,e é melhor do que vingança.

Em breve uma  enxurrada de postagens novas, porque eu estou de volta!

#STAG : Mais do que mera coincidência

stag-aquela-historiaEu fui convidada há algumas semanas pela Lua Andrade ( do blog cadernodalua.com ) para participar da hiper criativa TAG   ” #STAG Aquela História 

A tag é  uma nova proposta original do QG, com a temática:  #AquelaHistória,  acompanhados das Startups Swonkie e Vooozer, com  curadoria da Lua na elaboração de um  e-book.

Proposta temática:  #AquelaHistória, pode ser um relato muito engraçado q, ou aquela outra história de superação onde vencemos algo que nos amedrontava, uma amizade de anos, ou até mesmo aquela história do nosso primeiro amor que estamos com ele até hoje. 
Swonkie: Você gosta de apoiar pessoas e projetos certo? E se eu te contar que o QG fez uma “parceria” com a Startup Swonkie, e o motivo de estar em aspas é que não estamos fazendo isso para que seja algo momentâneo ou que seja uma troca de divulgação, e não isso não é algo patrocinado. O QG se importa com seus blogueiros e deseja sempre que cada vez mais eles possam estar se profissionalizando sem perder a essência, por isso queremos que a Swonkie esteja na jogada, a plataforma deles gera uma maior profissionalização para seus blogs, auxiliando na construção de post, na melhoria gigante em divulgação em redes sociais de modo simultâneo. 
https://swonkie.com/ (Se tiver alguma dúvida sobre a plataforma, pode entrar em contato pelo email qgdosblogueiros@gmail.com que estaremos respondendo ou no próprio site da Swonkie, pois a Andreia está sempre a disposição)   >> LEIA MAIS em QG dos Blogueiros stag-aquelahistoria

oeuinsolito.wordpress.com (2)

Agora sim, vamos a minha participação !

Mais do  que mera coincidência 

Eu já estava para contar essa história aqui desde de … Bom,desde que ela começou, mas talvez estivesse esperando que as coisas chegassem ao ponto em que chegaram.
*** E também devo dizer que essa tag me motivou muito a contar essa história ! ***
Mas é claro que não posso começar a contar do ponto em que está agora,então te convido a voltar comigo há uns meses atrás… como sabem estava muito infeliz no meu trabalho, e talvez tamanha infelicidade tenha sido notada por minha superior,tanto que não demorou muito para que eu fosse demitida. Por “sorte” (graças Deus na verdade),eu consegui outro trabalho dias depois da minha desejada, porém inesperada demissão rs.
Foi assim que passei a trabalhar para um Banco X, onde auxiliava em um departamento de liberação de empréstimos, em sua maioria para clientes que faziam investimentos e etc…
Quando estava prestes a completar dois meses neste trabalho (e confesso ainda com dificuldade para desempenhar minha função) um cliente surgiu em meu caminho…ou deveria dizer eu surgi no caminho dele por ossos do ofício?

IMG-20170428-WA0100
Enfim seja lá como queira compreender … eu tive de ligar para ele afim de falar sobre o empréstimo que o Banco X lhe disponibilizou, mas algo não estava certo, por um detalhe bastante importante,o tal cliente não tinha um perfil de investidor,não tinha empréstimo disponível e definitivamente não era um dos clientes seletos para estar no departamento.
Mesmo assim tentei verificar se o erro não era meu em estar ligando naquele número de celular,mas não, não era um erro meu ,era um erro do Banco … ou talvez algo que simplesmente devesse acontecer.
O tal cliente (com uma voz linda) foi super gentil quanto ao fato de que eu estava claramente atrapalhada, o que me deixou ainda mais constrangida quanto ao que estava acontecendo.
Foi quando olhei com mais clareza sua ficha onde estavam seus dados cadastrais, e vi algo interessante ali (Que não mudava em nada o fato dele ser um cliente no departamento errado … Mas enfim foi no que me atentei naquela hora, sua data de nascimento era dia 26/02/1991 . O que isso tem de interessante?
Foi o mesmo dia em que euzinha nasci!
Suspirei e contei a ele que aquela ligação teria sido um engano, gentil o rapaz me respondeu que estava tudo bem. Notei que ele era bastante tranquilo então achei legal comentar que nascemos no mesmo dia, e mais sem noção ainda comentei também que ele possuía o nome do meu ex namorado , ele comentou algo sobre, riu e nós despedimos.
Um amigo que me auxiliou a constatar que ele não deveria estar naquele departamento me disse “Fale com ele de novo! São muitas coincidências, ele era casado? Ou se pelo menos é de São Paulo? “
Eu respondi a verdade “Não! “
Então meu amigo anotou o número dele e vimos que ele era solteiro e do Rio de Janeiro.
Guardei o papel rindo da situação e decepcionada por não poder ouvir de novo a voz dele.
Provavelmente é apenas um carioca mulherengo -pensei.
Mas naquele dia quando estava na estação de metrô fui retirar minha passagem do bolso quando o papel caiu do meu bolso, e como todos ficaram olhando pra mim com olhar de repreensão, por eu deixar o papel no chão, eu o peguei. E pensei ” por que não o adiciono no Whatsapp e vejo como é o rosto do carioca de voz bonita? ”
*** Então vi a foto ( dele segurando um copo de plástico transparente com cerveja ) *** Ele não tem mais a foto, mas se tivesse eu postaria aqui ***
Percepções imediatas: 1-Ele é mesmo um carioca. 2-Ele é gordinho.3-Ele parece ser divertido, mas creduuu … (4-) ele curte cerveja, e eu odeio cerveja!
Mas a minha curiosidade é algo que não se contenta com a superficialidade de uma foto,então resolvi dizer oi .
E então aconteceu nossa primeira conversa (que foi bastante comica e gigantesca!)
Depois disso conversamos por pelo menos umas 5 horas, e mais horas no dia seguinte. E de novo e de novo… o que me fez virar algumas noites em claro mesmo tendo trabalho e faculdade no dia seguinte.
Algo importante na nossa primeira conversa que eu estava esquecendo de mencionar é que embora ele de fato fosse carioca estava em São Paulo haviam 17 dias (e eu fui a primeira pessoa o de São Paulo com que ele fizera amizade).

 

AGORA UMA PAUSA EM MEU RELATO PARA VERSÃO DO PRÓPRIO LEONARDO !

12376218_1094927477194424_5004417970657022322_n

Oi, eu sou o Leonardo, tudo bem?

Como conheci a insólita mais linda de todo o mundo?

Bom, foi mais ou menos assim.
Faziam poucas semanas que eu havia feito minha mudança para a grande São Paulo, não conhecia nada por aqui, a cozinha não tinha mesa ainda e eu estava dormindo em um cômodo vazio, computador e malas no chão, objetos pessoais encaixotados e tentando dormir em um colchão inflável gelado (entende-se iglu de ar e de pano…).

Era uma tarde desesperançosa pois havia passado dias e não aparecia uma entrevista de emprego decente, o dinheiro só saía, e eu havia juntado muito dinheiro suado para estar ali, não queria voltar para minha cidade natal tão cedo assim, para esfriar a cabeça decidi então tocar algumas musicas na minha velha companheira ( a Life sempre me ajudou a esvaziar a cabeça).

Em uma das musicas de um anime que curto muito o telefone tocou, um número estranho me indicava que alguma pessoa aleatória de São Paulo tinha meu numero e queria falar comigo, bom, vamos então por o papo em dia.

Atendi o telefone, ouvi a voz de uma moça, que parecia simpática, para minha não tão surpresa assim o banco, estava me ligando para falar de alguma suposta oferta, ela precisava confirmar meus dados mas na hora de me perguntar minha data de nascimento ela acabou a mencionando, e depois em um susto me falou que nascemos no mesmo dia (mundo pequeno u.u), depois disso ela acabou citando que eu tinha o mesmo nome do ex-namorado dela.

Comentei: -Puxa vida, aí não né!

Ela riu, lembro que eu iria comentar algo, porem parecia que não daria tempo. Depois disso ela retornou ao assunto principal, mas não sabia que oferta era essa, pois não aparecia nada no sistema dela, ela me pediu um momento e eu disse: -Tudo bem.

Enquanto ela estava fazendo algo que eu não entendia e o silêncio estava dominando a chamada, naquele pequeno instante decidi dedilhar algo em meu violão após colocar os fones no celular, pensei no momento que deveria ser algo haver com crédito ou empréstimo, eu já estava com a fala em mente pois não poderia efetuar nenhum dos dois naquele momento.

Demorou mais um pouquinho, ela voltou a linha e me disse que deveria haver algo de errado no sistema pois não havia nenhuma oferta pra mim.

Eu pensei comigo que nem o banco queria que eu ficasse nessa cidade…

Eu respondi: -Ah, tudo bem então.

 

No final da chamada me toquei em como a moça foi simpática o tempo todo e paciente, e pensei exatamente isso: -Poxa, bem que ela poderia pegar meu número, seria legal conhecer mais alguém daqui.

Mas isso não aconteceria por:

1- Regras empresariais
2- Mesmo nome do ex… que triste…
3- Mesma data de nascimento… que doideira…

Acabou que no fim da tarde eu recebi uma mensagem no Whatsapp de alguém daqui, falando sobre um dia na praia.

-Dia na praia??? Não vou a praia de dia e.e

Escrevi dessa forma, percebi que ficou uma certa pausa, pra deixar rolar algum papo eu coloquei em seguida:

-Olha, geralmente só vou a praia a noite, por causa dos luais que eu ia com uma ONG.

E isso fez a moça desenrolar o tal papo de que eu a conheci na praia, e que eu deveria ter esquecido dela “naquele dia”, eu olhei bem pra foto dela e ri, jamais teria esquecido um rosto como aquele, isso é fato.

13615201_295668134113731_8979582896943517315_n
*a tal foto 

Ela disse que estava triste e tal, e eu ainda não me lembrava, depois de muitas letras pressionadas em uma tela de led ela decidiu deixar uma pista de quem era de verdade e digitou:

26/02/1991

Seria isso o suficiente para eu saber do que se tratava?

LÓGICO QUE NÃO!

Me indaguei mais e mais sobre o que aquilo significava, pra mim era que ela sabia do meu aniversário, só isso.

Ela perguntou se eu agora sabia quem era, eu respondi que não somente mas por dentro eu queria ter escrito “deixa eu consultar aqui minha bola de cristal com fumacinha azul pra ver se isso pode dizer algo sobre o presente, passado ou futuro.” (na verdade eu cheguei a escrever algo parecido, porém apaguei, aprendam caros leitores, prudência na hora de teclar com estranhos…).
Depois disso ela gravou um áudio falando que nasceu nesse dia também…

Caros leitores, antes de prosseguir eu gostaria de deixar uma nota esclarecedora, nunca achem que por alguém ter falado com você por 10 ou 15 minutos tenha memorizado tudo que disse, pensou, ou até mesmo ouviu, também nunca obriguem a minha pessoa de tentar lembrar algo que normalmente não acontece nos meus pacatos dias de vida.
 Nota com amor e carinho…

Prosseguindo…

Acredito eu que ela tenha ficado pasma por eu não ter lembrado, eu mandei áudio a ela dizendo que eu não lembrava mesmo.

Sabe, Deus fez a minha cabeça como um computador a manivela, dê um comando e aguarde muito.

E do nada eu mando um áudio dizendo: -nããão… não pode ser…
Após alguns dias fomos nos encontrando, nos conhecendo, quando dei por mim estava encantado por uma moça tão maluquinha quanto eu já fui (ainda sou… acho…), percebi quanto somos parecidos e diferentes, e como nossos caminhos quase tiveram o mesmo rumo em várias etapas de nossas vidas.
Um sentimento cresceu entre nós, cresceu tanto que o dia 26/02 não vai mais servir somente para comemorar o nascimento de duas pessoas tão parecidas e distintas ao mesmo tempo.
Namoro? Isso seria impossível né?
Hoje em dia? Estamos ótimos, obrigado.

Bom, o restante da historia fica para outro dia.

Até mais. 🙂

…  t h e   e n d

Não sei se tem  algo haver com o fato de nós dois  sermos piscianos ( não deve ter porque embora nascidos no mesmo dia, e sendo tão parecidos em tantas coisas, não acreditamos nessa coisa de signos ), mas  vocês repararam  que nem um dos dois contou a história direito?! rsrsrs … Pois é, somos assim rsrsrsEm resumo ele me  beijou forçadamente em nosso primeiro encontro, e me mandou uma mensagem quando eu já estava a caminho de casa, dizendo que estava louco para me ver novamente. Eu jurava que a mim mesma que jamais o veria de novo, mas acredite nos vimos muito desde então ( toda essa história já possuí cerca de 8 meses),  inclusive em especial no nosso encontro de 26 de Fevereiro deste ano (2017) ele me pediu em namoro, e cá estamos: 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Foi um enorme prazer participar dessa tag (obrigada pelo convite Lua!) e compartilhar minha #lovestory com vocês !

Deixo aqui meu convite para:

Jeh  do ampulhetadossonhos.wordpress.com

Mael do deixecrescer.wordpress.com

Thiago do thiagoamazonasdemelo.wordpress.com

Jak ( minha chará ) do jkmonde.wordpress.com

Apoli do apoliland.wordpress.com

Agora borá me contar as insólitas histórias de vcs !

 

Quem eu fui se foi

logging-life-featured-photo

Retornei aos velhos escritos, e retomei a leitura das lamúrias do passado construído por ideias  de desesperança…

Sabe, é bom ver a vida daqui. Daqui onde já  não dói tanto relembrar, pois quase tudo esqueço, e mesmo relendo o passado me sinto longe dele. 

Tentei é verdade reconstruir as cenas, lembrar dos aromas, das vozes, das cores, mas já estava outro cenário. Cenário esse que fazia de mim nova personagem…

Mas quem eu fui?

Se foi . 

 

 

 

Resolução sobre os amores de outrora

large-12

Vivo esbarrando nos velhos amores

Amores de ontem, amores de outra fase 

De quando tinha  outro coração, o coração ingenuo de antes  das dores 

De antes de compreender o sentido daquela frase …

O ‘ Eu te amo ‘ se diluiu em lágrimas, se desfez assim o amor de outrora 

Outra história se fez, voltei a vida

Resplandeceu a aurora 

Reacendeu a chama ávida 

 

Vivo é verdade, esbarrando nos velhos amores

Eles me encontram nas estações de trem, nas menores livrarias da cidade, nos dias mais chuvosos, e até nos domingos de sol 

Os encontro até sem te-los por perto, pois continuam aqui, na memória

E devo confessar que cada um deles, fora único e inesquecível

Mas se foram!

Não partiram de todo é verdade, alguns nunca nem existiram 

São  só uns ”quases” que perambulam a hipótese do infinito inexistente 

Foram só olhares, gestos, palavras ao acaso …

Tentativas… erros… tentativas, nada mais do que tentativas !

Mas tenho certeza de que não eram pra ser 

Should I Stay Or Should I Go?

tumblr_ldfthwexqm1qclwmjo1_500

Depois de tanto tempo … voltei! \o/

E devo confessar o quanto tenho sentido falta de escrever (pra variar), não só aqui no blog, mas nos meus velhos cadernos, e até mesmo no bloco de notas do celular.
Não estar em contato com a escrita me faz mau, me faz realmente muito mau. Sinto que se não puder traduzir o que sinto/penso/vivo em palavras, é como se não existisse sentido em certas ações.
Sim, isso tem haver com crise existencial (o que ocorre com frequência como sabem)! E decorrente de todos os questionamentos trazidos por ela, aqui estou para tentar transcrever minhas razões de reflexão (e claro as reflexões sobre também!).
Mais do que nunca meu insólito eu perambula atormentado por memórias e questões complexas de existencialismo.

Continuar a faculdade? ( Isso é mesmo o que quero? Se quero, porque quero? )
Esperar o que do futuro próximo de 2017? ( Sair de uma vez por todas de 2015, e compreender 2016 até aqui )
Depois de tudo, o que é o amor para mim afinal? …

One day is fine, next is black …
This indecision’s bugging me
If you don’t want me, set me free
Exactly who’m I’m supposed to be
Don’t you know which clothes even fit me?
Come on and let me know
Should I cool it or should I blow?
Should I stay or should I go now?
If I go there will be trouble
And if I stay it will be double
So you gotta let me know
Should I cool it or should I blow?

Nunca sei exatamente como proceder, nunca sei lidar com essas coisas em volta e essas coisas de dentro…
Nunca sei se acabou realmente, nunca sei como teria sido se continuasse, mas também não sei como será …
Não argumento mais pelas razões corretas, nunca mais tenho tido certeza desde de …
Todas as minhas frases passaram a ter reticencias, todos meus amores passaram a ser páginas que vivo tentando reescrever. Toda minha vida tem sido a justifica que tento dar aos meus sonhos. Meus sonhos tem sido interrompidos por um despertador, minha mente tem sido adormecida pela realidade.
Flashes e escuridão. Luz e sombras, a miopia da alma. Viver tem me feito morrer.
Estou procurando não sei bem o que. Estou indo não sei por onde, para algum lugar que não quero.

Mas vivo me perguntando se devo ficar ou partir …

Se devo amar ou deixar …

Se devo continuar ou recomeçar …

Será que tudo pode um dia ser como sonho, ou simplesmente tudo irá permanecer a ser como é agora?

Será que em algum momento, músicas de punk rock irão parar de fazer sentido pra mim?

Ou será que um dia ei de encontrar o sentido por trás de cada coisa, e músicas serão só músicas, memórias apenas memórias?

Soneto de um amor em decomposição

tumblr_n063ut02dc1s2sl3oo1_500

Em memória do que vivemos eu te escrevi

Queria resumir numa carta o passado

Mas foi pouco que transcrevi

Por questão de segurança, relembrar demais é um ato recusado

Meu coração só suporta até certo ponto

Minha mente já não é mais assim tão sã

Eu te amei desde nosso primeiro encontro

Foi quando teve inicio a paixão malsã

E agora ai de mim

Que vivo morto assim

Relembrando que a felicidade escapou de nós por um triz

E foi assim que amor que partiu, me partiu o peito

E agora ai de mim que peno com o lembrança em estado putrefeito

Buscando no passado um amor que não me quis

 

Jaqueline Bastos

O sentido de um fim e as memórias que todos temos

Oi! 

Hoje eu vou resenhar a primeira leitura obrigatória da minha vida acadêmica como estudante de Letras, o livro O sentido de um fim ( título original : SENSE OF AN ENDING ), do autor inglês Julian Barnes.

20160912_174210

Iremos trabalhar o livro durante todo esse primeiro semestre,  na disciplina  Lingüística e Comunicação.

Confesso que comprei o livro há duas semanas, no entanto estava bem difícil dar continuidade a leitura do mesmo. Em parte por ler nas brechas de tempo no transporte público ( que convenhamos não é o que se pode considerar um bom lugar para leitura ), em parte por desinteresse na narrativa ( eu detestei o jeito esnobe como o narrador descreve  como eram seus  amigos colegiais, metidos a filósofos mo inicio do livro ) .

Mas ontem, ao me dar conta da quantidade de tarefas que tenho protelado, decidi ( e prometi a mim mesma )   começar o livro do primeiro paragrafo ( De novo!  Deixando de lado as primeiras e negativas impressões )  e ir até a última página  em poucas horas… acabei por adormecer as 2 AM deixando minha promessa se esvair em profundo sono.

Acordei atrasada para o trabalho, e quase esqueci de levar comigo r as 159 páginas do  senhor Barnes, mas  finalmente, finalmente terminei o livro! Então bora conferir minha resenha!

MINHAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A OBRA  

O livro é narrado em primeira pessoa por Anthony Webster ( ou Tony para os íntimos) , um  senhor de sessenta e poucos anos  que mergulha de cabeça nas memorias da juventude, afim de encontrar sentido para uma porção de questões que talvez não tenham tido um fim, ao menos não, com um  sentido claro. 

Durante anos você sobrevive com as mesmas sequencias, os mesmos fatos e emoções. Eu aperto um botão marcado Margaret ou Verônica, a fita corre, a mesma coisa de sempre aparece. Os eventos reconfirmam as emoções- ressentimento, uma sensação de injustiça, alívio-  vice -versa.

Não parece haver um jeito de acessar  outra coisa; o caso está encerrado. É por isso que você busca corroboração, mesmo que acabe sendo contradição. Mas e se, mesmo num período tardio, suas emoções acerca daqueles fatos  e pessoas do passado mudarem? 

Pag.  129

O tempo passa para todos, mas o que revela quem somos, nossa história, e tudo que vivemos é a nossa memória. Memória essa que com o tempo pode falhar, nos fazendo talvez nos perder de quem  fomos,  e assim consequentemente de quem deveríamos ser.

E hoje, quem somos? Sub produto do que vivemos,  ou o que pretendíamos realmente ser?

Quem era mesmo Adrian? Quem era mesmo Verônica?

Tony Webster busca responder a essas perguntas, enquanto acaba por perceber quem é, e sobre tudo quem foi. Numa reflexão nostálgica Tony procura compreender o passado, para encontrar sentido no presente. 

O livro traz fragmentos de muitas memórias da juventude do narrador, e suas impressões atuais sobre elas. 

Além de revelar fatos do presente como encontros com Margaret sua ex mulher, e uma serie de encontros com Verônica sua ex namorada da adolescência. 

Particularmente amo obras literárias que tratam do poder corrosivo do tempo,  e de  como os anos podem comprometer nossa memória a ponto de alterar o sentido de muitas ocasiões. 

Eu sei que o que vivi, com base em tudo que me lembro, mas se passo a esquecer o que vivi, fico confusa, não sei bem o que senti quanto estive lá ( no passado) , naquele lugar distante que é agora apenas uma memória nebulosa.  É assim que me sinto se por mais que me esforce esqueça do que fora outrora. 

Isso é humano! Esquecer é humano, afinal de contas quem de nós pode levar consigo a clareza de algo mais do que cabe em pequenos fragmentos de memória?

Eu não posso!

E por essa razão acabei por me identificar com Tony Webster, e talvez seja por isso que o livro tenha ganhado tanta repercussão  ( e vencido o premio MAN BOOK PRIZE 2011) . 

Se esqueço  o que vivi, logo esqueço o que senti, e  acabo por perder as lições por trás de tais sentimentos. Logo me perco de quem me tornei através dos episódios vividos, volto a estaca zero. Sem memoria de certos fatos, sem parte de mim…  Que sentido  tem o fim se nem me lembro do começo?

Embora não tenha me apegado tanto ao personagem em si, ou mesmo a construção dessa narrativa, gostei muito de como Julian Barnes  retratou a memória, e o que pode acomete-la com o passar do tempo. Fragmentos, nada além de fragmentos … algumas cenas, algumas coisas que nunca iremos esquecer, decepções, amigos que partem para sempre, o envelhecimento, a vida tomando novas formas depois de se tornar disforme. Esse livro faz uso da nostálgica analise de um personagem sobre sua  juventude, e acaba por levar o leitor a mergulhar nas suas próprias memórias. E refletindo nelas, nos perdemos um pouco de Tony, mas questionamos as mesmas coisas que ele. 


Sobre o livro *

O livro é dividido em duas partes, a primeira trás atona ao leitor as principais  memórias da juventude do narrador, Tony Webster. Já  na segunda parte Tony  está tentando encara-las mediante os fatos do presente ( 40 anos mais tarde ). 

O que leva Tony nesse profundo mar de nostalgia, é o fato de haver recebido como herança o diário de um de seus melhores amigos da juventude.   Tal inesperada herança  o leva a pensar não apenas Adrian ( seu amigo suicida, autor do diário), mas também em sua ex namorada Verônica.

A tentativa de recuperar mais memórias da juventude afim de compreender o atual estado de sua vida, o leva a muito remorso, e respostas que talvez não desejasse obter. 

Aos sessenta anos de idade, divorciado, pai e avó,  Tony conta com a ex mulher Magaret por um tempo, para tentar compreender certas coisas sobre si mesmo, mas logo fica por sua conta a compreensão nítida do que o passado fez do presente. Então Tony nota que passado não é apenas passado, é provavelmente o sentido que se esconde por trás do fim.