Resenha: A fera em mim

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Quem me acompanha no instagram sabe que esses dias li o livro A FERA EM MIM de Serena Valentino, e fiquei de fazer uma resenha do mesmo por aqui. Mas antes de começar a falar sobre o livro, eu vou dizer quem é Serena e que tipo de trabalho ela desenvolve.

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13765776_10154381928647938_260042759071089273_oSerena Valentino é conhecida por seu estilo único de contar histórias, trazendo seus leitores para mundos assustadores, beleza e extraordinárias protagonistas femininas. (palavras da Wikipédia sobre a autora)

C5xvbKfU4AAx4eiEla é autora de uma série de livros intitulada Os vilões da Disney , lançada pela editora Universo dos Livros, a série propõe contar aos fãs de contos de fadas um pouco sobre quem eram os personagens icônicos antes de se tornarem grandes vilões .

Confira aqui toda a coleção. <<

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RESENHA

Agora falando do volume (único que li desta coleção de livros da autora) A FERA EM MIM, que adquiri nas lojas Americanas, pensando realmente ser um livro que abordaria todo conto da visão da Fera, vamos a minhas primeiras impressões sobre:

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Devo salientar primeiramente que como sou fã deste conto de fadas, e pensei que seria interessante um livro que abordasse justamente o ponto de vista do príncipe amaldiçoado, ao invés de uma mera narrativa, como o conto fora contado e recontado pela Disney nos filmes.Tive certa presa em ler o livro, e fiz a leitura de suas 235 páginas em poucas horas dividas em dois dias. E após ler o livro pensei Apenas uma obra Disney contada com alguns personagens a mais, uma ou outra diferença da versão dos filmes e só ! Nada de pensamentos do príncipe a cerca de como era estar preso a uma maldição, ou mesmo sobre ter se apaixonado por uma garota tão diferente do tipo pelo qual costumava se atrair
Eu não teria comprado o livro se soubesse que Selena Valentino se baseia nos vilões da Disney , e como esses se apresentam nas histórias da própria produtora infantil Walt Disney Pictures.
De uma maneira bastante simples, beirando uma mediocridade na escrita, Selena apenas mostrou a fera tal como a vemos nos filmes. O que é contado sobre o príncipe ser arrogante,egocêntrico, mimado e obsessivo por beleza e perfeição é algo que todos nós já vimos, ou seja o príncipe aqui aparece exatamente como nas versões cinematográficas.

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A amizade do príncipe com Gaston 
Uma diferença bastante notória é amizade que ele tem com Gaston, nesta versão ambos são grandes amigos de infância, e Gaston chega até a salvar a  vida do príncipe. Com o passar dos anos a amizade de ambos se torna ainda maior. Porém Gaston começa a mostrar indícios de inveja, o que acaba gerando uma certa competitividade entre eles.

As pretendentes do príncipe 
Antes de ser amaldiçoado o príncipe se encanta pela beleza de Circe, uma moça de cabelos loiro claro, olhos azuis pálidos e delicadas sardas. Chega a ficar noivo da mesma, porém ao descobrir que essa era filha de um criador de porcos desmancha o noivado.  Circe porém é uma feiticeira, e neste caso a feiticeira que lança sobre ele a maldição que o transforma em fera. Sim, nesta versão é esta ex noiva a responsável pela maldição, que acontece pouco a pouco atormentando o príncipe dia após dia.

Mais tarde conhecemos  a princesa Tulipa Morningstar uma moça que embora bastante simpática e bonita, não é muito inteligente, e justamente por este motivo motivo Gaston a apresenta ao príncipe como um ótimo partido, e logo se torna a nova noiva do príncipe.  

Nesta parte a narrativa começa  a abordar  ( de maneira medíocre ) a questão de que naquela época as mulheres não liam ou estudavam , pois estas eram  vistas como atividades masculinas.

Bela é uma personagem que aparece pouco na narrativa, embora  apareça misteriosamente no decorrer da estória como uma moça que o príncipe nunca consegue ver de frente. Bela é justamente o perfil de garota pelo qual o príncipe jamais iria se interessar (antes da maldição), pois por ser uma apaixonada por livros, pensa de maneira  muito diferente das outras mulheres.

Era verdade: todo mundo no vilarejo pensava que ela era estranha por ler muito, já que não se comportava exatamente como as outras garotas. *** E dai que ela estava mais interessada em ler sobre princesas do que em ser uma? * Trecho da página 193🌷  

Não era um mostro completo, era? Se fosse, não a teria matado? Não teria se importado em quebrar o feitiço.Assim, precisava dela desesperadamente. Ela era sua última chance. Não tinha certeza se merecia uma chance , mas interpretou a chegada de Bela  como um sinal de que deveria tentar.* Trecho da página 194 🌷  

Livros! Livros a deixavam feliz.Ela não era como qualquer garota que ele conhecera,e ele pensou que talvez gostasse disso. Na verdade, ele tinha certeza de que gostava.
* Trecho da página 197🌷  

As bruxas
Circe a feiticeira ”boazinha”, é a irmã mais nova de 3 bruxas: Marhta, Ruby e Lucinda que odiosas pelo que o príncipe fez a ela, buscam  não dar a ele a opção de se livrar da maldição (conhecendo o amor verdadeiro). Essa foi a única parte da estória em que noto o esforço da autora em tornar este um conto ”assustador”, tanto na descrição da aparência das bruxas, ou até mesmo no comportamento delas  Serena tentou realmente trazer ao livro um ar mais pesado, mas sinceramente não conseguiu!

O desfecho da história é bastante parecida com o que todos conhecemos, não  é um livro que eu recomende, e deixo aqui meu porque.

Sobre a participação no CNNP ( O TERCEIRO CONCURSO DO ANO )

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Foi minha primeira participação no CNNP, e me sinto privilegiada por ter sido selecionada para fazer parte de mais uma Antologia Poética promovida pela Editora Vivara.

Deixo  aqui meu soneto que faz parte desse compilado de trabalho de novos poetas:

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Confissão

Tentei de tudo, mas ele não deixava meu pensamento

E então me tornei refém, sem ousar de novo outra tentativa de resistência

Me entreguei inteira ao sentimento

Que pedia de mim solucionar depressa a dor da ausência

E contra a vontade do amor não se luta

Padre o senhor a de me compreender, era um encanto

E já não sou mais uma mulher impoluta

E sabia que só encontraria nele meu acalanto

Havia de ser assim ou eu ia morrer

E eu só iria a óbito por amor, se ele fosse comigo

E então fomos pra não mais sofrer

Para onde vão os apaixonados sem noção de perigo

Fomos amar

Mas não vou pedir perdão por isso

Só queria mesmo era confessar não ter mantido meu sentimento remisso

Pois isso seria pecar


 

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Concurso 1 –  Soneto: Anjo Caído > ver aqui 

Concurso 2 – Soneto: Soneto de didático para Leonardo > ver aqui

É possível conferir outras participações AQUI << 

O sentido de um fim e as memórias que todos temos

Oi! 

Hoje eu vou resenhar a primeira leitura obrigatória da minha vida acadêmica como estudante de Letras, o livro O sentido de um fim ( título original : SENSE OF AN ENDING ), do autor inglês Julian Barnes.

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Iremos trabalhar o livro durante todo esse primeiro semestre,  na disciplina  Lingüística e Comunicação.

Confesso que comprei o livro há duas semanas, no entanto estava bem difícil dar continuidade a leitura do mesmo. Em parte por ler nas brechas de tempo no transporte público ( que convenhamos não é o que se pode considerar um bom lugar para leitura ), em parte por desinteresse na narrativa ( eu detestei o jeito esnobe como o narrador descreve  como eram seus  amigos colegiais, metidos a filósofos mo inicio do livro ) .

Mas ontem, ao me dar conta da quantidade de tarefas que tenho protelado, decidi ( e prometi a mim mesma )   começar o livro do primeiro paragrafo ( De novo!  Deixando de lado as primeiras e negativas impressões )  e ir até a última página  em poucas horas… acabei por adormecer as 2 AM deixando minha promessa se esvair em profundo sono.

Acordei atrasada para o trabalho, e quase esqueci de levar comigo r as 159 páginas do  senhor Barnes, mas  finalmente, finalmente terminei o livro! Então bora conferir minha resenha!

MINHAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A OBRA  

O livro é narrado em primeira pessoa por Anthony Webster ( ou Tony para os íntimos) , um  senhor de sessenta e poucos anos  que mergulha de cabeça nas memorias da juventude, afim de encontrar sentido para uma porção de questões que talvez não tenham tido um fim, ao menos não, com um  sentido claro. 

Durante anos você sobrevive com as mesmas sequencias, os mesmos fatos e emoções. Eu aperto um botão marcado Margaret ou Verônica, a fita corre, a mesma coisa de sempre aparece. Os eventos reconfirmam as emoções- ressentimento, uma sensação de injustiça, alívio-  vice -versa.

Não parece haver um jeito de acessar  outra coisa; o caso está encerrado. É por isso que você busca corroboração, mesmo que acabe sendo contradição. Mas e se, mesmo num período tardio, suas emoções acerca daqueles fatos  e pessoas do passado mudarem? 

Pag.  129

O tempo passa para todos, mas o que revela quem somos, nossa história, e tudo que vivemos é a nossa memória. Memória essa que com o tempo pode falhar, nos fazendo talvez nos perder de quem  fomos,  e assim consequentemente de quem deveríamos ser.

E hoje, quem somos? Sub produto do que vivemos,  ou o que pretendíamos realmente ser?

Quem era mesmo Adrian? Quem era mesmo Verônica?

Tony Webster busca responder a essas perguntas, enquanto acaba por perceber quem é, e sobre tudo quem foi. Numa reflexão nostálgica Tony procura compreender o passado, para encontrar sentido no presente. 

O livro traz fragmentos de muitas memórias da juventude do narrador, e suas impressões atuais sobre elas. 

Além de revelar fatos do presente como encontros com Margaret sua ex mulher, e uma serie de encontros com Verônica sua ex namorada da adolescência. 

Particularmente amo obras literárias que tratam do poder corrosivo do tempo,  e de  como os anos podem comprometer nossa memória a ponto de alterar o sentido de muitas ocasiões. 

Eu sei que o que vivi, com base em tudo que me lembro, mas se passo a esquecer o que vivi, fico confusa, não sei bem o que senti quanto estive lá ( no passado) , naquele lugar distante que é agora apenas uma memória nebulosa.  É assim que me sinto se por mais que me esforce esqueça do que fora outrora. 

Isso é humano! Esquecer é humano, afinal de contas quem de nós pode levar consigo a clareza de algo mais do que cabe em pequenos fragmentos de memória?

Eu não posso!

E por essa razão acabei por me identificar com Tony Webster, e talvez seja por isso que o livro tenha ganhado tanta repercussão  ( e vencido o premio MAN BOOK PRIZE 2011) . 

Se esqueço  o que vivi, logo esqueço o que senti, e  acabo por perder as lições por trás de tais sentimentos. Logo me perco de quem me tornei através dos episódios vividos, volto a estaca zero. Sem memoria de certos fatos, sem parte de mim…  Que sentido  tem o fim se nem me lembro do começo?

Embora não tenha me apegado tanto ao personagem em si, ou mesmo a construção dessa narrativa, gostei muito de como Julian Barnes  retratou a memória, e o que pode acomete-la com o passar do tempo. Fragmentos, nada além de fragmentos … algumas cenas, algumas coisas que nunca iremos esquecer, decepções, amigos que partem para sempre, o envelhecimento, a vida tomando novas formas depois de se tornar disforme. Esse livro faz uso da nostálgica analise de um personagem sobre sua  juventude, e acaba por levar o leitor a mergulhar nas suas próprias memórias. E refletindo nelas, nos perdemos um pouco de Tony, mas questionamos as mesmas coisas que ele. 


Sobre o livro *

O livro é dividido em duas partes, a primeira trás atona ao leitor as principais  memórias da juventude do narrador, Tony Webster. Já  na segunda parte Tony  está tentando encara-las mediante os fatos do presente ( 40 anos mais tarde ). 

O que leva Tony nesse profundo mar de nostalgia, é o fato de haver recebido como herança o diário de um de seus melhores amigos da juventude.   Tal inesperada herança  o leva a pensar não apenas Adrian ( seu amigo suicida, autor do diário), mas também em sua ex namorada Verônica.

A tentativa de recuperar mais memórias da juventude afim de compreender o atual estado de sua vida, o leva a muito remorso, e respostas que talvez não desejasse obter. 

Aos sessenta anos de idade, divorciado, pai e avó,  Tony conta com a ex mulher Magaret por um tempo, para tentar compreender certas coisas sobre si mesmo, mas logo fica por sua conta a compreensão nítida do que o passado fez do presente. Então Tony nota que passado não é apenas passado, é provavelmente o sentido que se esconde por trás do fim. 

 

 

 

Minha participação na Edição ANTOLOGIA POÉTICA SARAU BRASIL 2016

Cheguei  da faculdade há algumas horas, e tive a ótima notícia de que minha tão esperada correspondência  finalmente chegou!!!

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Se trata dos livros da  Edição ANTOLOGIA POÉTICA  do Sarau Brasil 2016, que reúne através de um Concurso Nacional  poesias de  novos poetas.

Esse ano entre as poesias  selecionadas está (na página 225) meu soneto :

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Soneto didático para Leonardo

Os teus olhos cansados diziam coisas que não pude ouvir
Me distraia com seus lábios perfeitos olhando pra mim
Sentia tua alma me tocar e o amor intervir
Sem pé nem cabeça, começou assim

Te juro que menti que não era amor
Era tão confuso que me roubou o direito de mentir
Mas já estava tão inteiramente roubada, que consenti ao rumor
E disse, seja lá o que disse só pra não discutir

É que eu te quis pra valer
Como tem gente que quer só porque o outro quis equivaler
Mais foi bonito, foi amor correspondido

Foi meio apocalíptico
Mas se virasse um livro, ia ser didático
Sobre um tipo de sentimento meio subentendido


Muito feliz de fazer parte de mais uma seleção de poesias que rendeu publicação! 

Não imaginei que seria esta minha poesia selecionada, uma vez que assim como os demais candidatos enviei duas …

Este soneto em especial é o registro de um romance vorazmente vivido/sentido/sofrido e superado, que fora capaz de me trazer grandes aprendizados, por tanto é de extremo valor que tenha ido parar num livro.

Fica ai O Soneto De Didático Para Leonardo em estima a todo aprendizado gerado através da minha tentativa de compreender tal paixão …

Caro Leo, paixão é só paixão.

Isso significa tudo, pode não ser nada …

Importa  é que vivemos…

Aprendemos …

Supondo estar nos amando …

Respondendo Tags

Oi !

Está meio raro conseguir arrumar um tempinho para manter isso aqui na ordem desordenada dos fatos de cada dia. Mas pelo menos as TAGS tenho de responder né *-* Obrigação rs! 

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Me perdoem , mas não pude resistir… tive mesmo de fazer essa montagem ridícula rsrs

Fui indicada pela Bia Perez do  Terceiro Ato  para responder a Tag 7 PECADOS LITERÁRIOS, e pelo Lucas Luciani  do Season Blog para  participar da Tag Top 7 … lá vou eu!

ps : obrigada pela indicação ❤ Bia e Lucas ❤


TAG Top 7  

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( Eu fiz de comida, mais cada um escolhe fazer do que quiser e indica 7 amigos para criar outros diferentes Top’s )

7-Salada de beterraba

6- Arroz a grega

5- Comida japonesa  …  muito amor ❤ rs!

4-Sorvete ( abacaxi ao vinho, flocos e todos mais rs!)

3- Esfiha de queijo do Habib’s ( preferencialmente com limão)

2- Pizza ( principalmente de portuguesa!)

1-Bolo de chocolate

  • Deixado de fora algumas paixões recentes como: O pão de mel com recheio de nozes da mãe da Ju, e o mil shake de morango do Bob’s 

Indicados para fazer um  Top 7 :

7- deixecrescer.wordpress.com

6- upendista.wordpress.com

5- oterceiroato.com

4- lendomuito.wordpress.com

3- inludere.wordpress.com

2- isabellacas.wordpress.com

1- inspiracaomclara.wordpress.com


TAG: 7 PECADOS CAPITAIS LITERÁRIOS!

Indicados para responder ( decentemente com fotos dos livros ou ao menos escrita sobre rs!)  :

Ismael do deixecrescer.wordpress.com

Apoli do apoliland.wordpress.com

O fascinado por livros Alex do lendomuito.wordpress.com


Ver tags similares em :

Tag: Livros e Adaptações  – aqui 

TAG: 25 FATOS LITERÁRIOS SOBRE MIMaqui 

 

 

 

Tag : Que livro você está lendo?

Essa tag é uma indicação do Di do diversosinfinit8s.wordpress.com e funciona da seguinte maneira: 

Você que foi marcado na publicação vai criar um post do livro que você está lendo ou de alguma obra que queira recomendar para alguém. Pode ser aquele livro que marcou sua vida ou simplesmente queira compartilhar leituras. Você vai inserir uma resenha do livro (pode ser simples) e indicar dois blognautas a lerem a obra, certo?

Então tá. As regras são simples.

  1. Inserir resenha do livro.
  2. Indicar dois blogs afins para que eles possam contar que livros leem ou indicam.
  3. Avisar ao blog que ele foi citado no post, lhe enviando o link do post.
  4. Avisar ao blog que te indicou lhe enviando o link em agradecimento.

Afinal a leitura é a forma mais eficaz de viajar sem sair do lugar.


Estou cheia de resenhas pra fazer,  e ainda tenho livros pra ler, lembram daquele post sobre as compras de Abril ? Pois é, ainda nem li tudo!

E atualmente não ando conseguindo me concentrar em nenhuma narrativa, estou vivendo uma fase bem maluca na minha própria história, e o máximo que tenho feito é lido poesia. 

E eu vou deixar a recomendação de :

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Onde está reunido os poemas mais significativos de Fernando Pessoa.

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa, in ‘Cancioneiro’


Recomendo a todos lerem esse livro!

E indico para responder a essa tag o viciado em leitura Alex e a Vi !

Livro Poesia Livre 2016 * Poesia : Anjo Caído

Boa Tardeeee!

É eu estou animadinha, e não  é pra menos, finalmente  é sábado! E como devem saber, sábado é meu dia favorito por diversas razões, e uma delas é ter tempo pra escrever aqui, e  como estive meio distante, acreditem, tenho muita coisa pra escrever! rs

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Vou começar contando pra você que o livro Poesia Livre 2016 finalmente chegou no dia 09/06 quinta-feira ! A demora se deu porque apontei dois endereços da Zona Lost de SP. Mas chegou !!!

E lá na página 203 tem a minha poesia  Anjo Caído, escrita em homenagem ao muso inspirador da serie de textos do blog intitulada Um Quase, Quase Amor (que você pode conferir inteirinha clicando aqui).

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Muita gente me perguntou sobre quem é o tal rapaz angelical-infernal,e  gente é o RAFA rs, e não ele não é meu namorado ainda, é um desses romances impossíveis que vira poesia, e que basta caber na página de um livro (ou nesse caso de 5 mil exemplares) . 

Se alguém avista-lo pelo alto do Ipiranga por favor digam a ele ‘A JAQUELINE FEZ VOCÊ VIRAR POESIA MOÇO! ‘

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Anjo caído

Ele sempre está lá
É meu par
As vezes chega atrasado, mas sempre chega lá
Lá onde o que nos importa é amar

Nosso amor estranho, mas belo
Contraditório e necessário
Partilhando de um destino paralelo
Nós, uma junção inesperada sem nenhum critério

Chegando ao céu, caindo ao chão
Lá e cá, no corpo, na alma, no coração
Cá entre nós, lá em casa

Me visita um anjo toda noite
E ele é meu deleite
Anjo caído de uma só asa

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Vale lembrar os lerdos que a linguagem é toda metafórica, e que meu eu lírico ainda encontra muita inspiração na barba dele, embora ele nem saiba disso rs!

O Concurso Nacional Novos Poetas acontece todo ano, e é promovido pela Editora Vivara. Cada participante (de qualquer Estado do Brasil) pode enviar duas poesias, e se uma delas for aceita pela comissão julgadora, você terá sua poesia publicada. Para ver mais a respeito, passa na minha página no menu do blog AQUI , onde estou tentando organizar alguns trabalhos.

Abaixo a Apresentação e a  contra capa do livro, falando um pouquinho sobre o Concurso:

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O Apoio para o Concurso vem da Academia de Letras do Brasil -Seção Minas Gerais, EBC Empresa Brasil de Comunicação , TV Brasil, TV Cultura entre outros.

A outra poesia que enviei além de Anjo Caído, foi  Desengano (e já que ela não ganhou espaço no livro, aqui está) :

Pensei que era mesmo ele
O ser a me libertar de estar exilada em mim
Não pensava haver outro abaixo daquela pele
Mas não foi assim

Fui consumida por minha própria ingenuidade
Enganada por meu próprio coração
Arrebatada de amor foi minha sanidade
E pelo crer cegamente, recebi minha punição

Sofri o castigo da descoberta
E por minhas próprias lágrimas fui liberta
Ainda presa mim, mas livre dele

Há um exílio do qual nunca se pode fugir
Mas de enganos sempre poderemos partir
Novamente pertenço a mim, e não a ele


Pra dar um pouquinho mais de emoção aos novos poetas, no final do livro vem poesias de alguns dos grandes poetas brasileiros:

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Agora posso dizer que estou no mesmo livro que Drummond =D rs!