A apelação mais do que sensacionalista do Netflix : Thirteen Reasons Why

A série sensação do momento  Thirteen Reasons Why é uma adaptação do  livro de mesmo titulo, que  fora publicado  em 2007, cujo autor é  Jay Asher.

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Nunca li o livro ( não perderia meu tempo! ), já perdi tempo demais assistindo a série. Mas faço questão de registrar aqui minha enorme repulsa pela mesma! 

Não vou me estender aqui sobre o blá blá que a sinopse dessa série apresenta, pois acredito que a maioria já tenha visto o bastante sobre, ou talvez assistido ao menos um episódio, mas é importante que este  post seja lido, pois essa série pode sim ser prejudicial …

Eis aqui meus 13 motivos para acha-la tão inútil  (okay na verdade apenas resumi meus mais de 13 motivos em três razões serias de porque detestei a série)! Mas antes, atenção nas palavras em vermelho :

O tema bullying é  sim um tema sério, merece sim ser abordado e tratado, abuso físico e psicológico pode sim causar depressão, e depressão pode  realmente levar ao suicídio.  Mas o que a  produção da Netflix fez foi apelar para o tema, fazendo com que se acreditasse que esta é uma série  para o publico adolescente, por abordar um tema infelizmente tão comum na fase escolar. 

Porém, na verdade essa série é adulta ( aborda violência, estrupo … morte!) ! Mas é claro que a Netflix precisa agradar a maioria dos seus espectadores, ou seja os jovens, e as garotinhas fãs de Selena Gomes (produtora da  série)! Por isso a série traz rostinhos bonitos e um estilo bem clichê adolescente,  onde a novata se apaixona pelo vampiro, ops! quer dizer pelo cara mala jogador do time da escola (que obviamente só quer transar com toda e qualquer garota, o que significa que logicamente a quer também *caso não esteja claro!)

A porcaria da série não irá apresentar soluções para os adolescentes que sofrem algum tipo de abuso, ela não oferece opções, não diz ” Fale com um adulto, ele pode ajudar! ” , pelo contrário ela diz ” É provável que seu conselheiro diga Siga em frente depois que você falar com ele sobre seu abuso, então nem conte a ele, seja rápida corte os pulsos!  O que você tem a perder amigos falsos, abusos ? Sua merda de vida? Vamos exaltar a morte, pois ela meninos (as)  é a única solução ! ”

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Motivo de inutilidade número 1 :   LANÇAR A CULPA SOBRE OS OUTROS

Como devem saber   a série  se inicia com Clay Jensen encontrando as fitas de Hanna Baker, onde a mesma irá contar a todos nós porque resolveu partir. Hanna faz isso de maneira bastante organizada, numera as fitas de 1 a 13, coloca Tony Padilla para ser uma espécie de guardião das mesmas, para se certificar de que todos saibam o que fizeram a ela ! 

Devem todos pagar?! Devem todos sofrer ?! Devem todos cortar os pulsos como ela ( e Alex) fizeram ?

Por que Hanna deixa as fitas ?

Sua preocupação não são seus pais, sua melhor amiga que se mudou de cidade ou qualquer outra pessoa, Hanna quer se eximir da culpa, quer  apontar o erro, ou falha de cada um para com ela, ela não se vê como culpada por ter feito escolhas ruins, ela apenas diz ” você falhou comigo, e é por sua CULPA que eu enfiei a navalha nos pulsos! ”

 Hanna é uma personagem jovem , e jovens costumam serem assim, impulsivos, péssimos em fazer escolhas,  suscetíveis a depressão quando tudo esta difícil, certo? 

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No momento em que se nota que a personagem da aos outros o poder de seu bem estar, parece justo que ela culpe os outros pela maneira como  é tratada. 

Mas quando ela pode fazer algo por si mesma o que ela faz? Ela desiste!  Ela entra numa banheira e corta os pulsos, e que se dane pai e mãe, o Clay,  e até mesmo sua melhor amiga  que se mudou, que se dane a vida !  

Muitos podem discordar de mim, mas eu não creio que a personagem pareça uma pessoa com depressão, ao longo da série vemos que Hanna  tem facilidade em fazer amigos,  é bonita, tem um emprego, chama a atenção dos garotos, inclusive de Clay que se apaixona realmente por ela.

Mas o que  sai errado?  Tudo começa com seu interesse por Justin Foley, e o que seria seu primeiro beijo acaba por se tornar  o inicio dos abusos que viria a sofrer. 

E então nos enquanto assistimos também culpamos Justin Folley por ser um abusador nojento, culpamos Jess/Jessica Davis por ser uma péssima amiga, Alex Standall pela lista quente, Zach Dempsey e  todos os demais por suas horríveis falhas. E somos levados a não culpar Hanna (pobre Hanna uma inocente suicida)! 

E então  acontece o estrupo da Jess ( o qual Hanna assiste, sem fazer nada é claro !), e depois acontece o estrupo com a própria e já fragilizada Hanna , o que torna a personagem ainda mais vitimizada, e  dessa vez por um motivo mais devastador.

As treze fitas, os treze motivos de Hanna, são sobre as atitudes de outras pessoas, logo para ela a culpa é do outro e somente do outro. Hanna vai mergulhando pouco a pouco na depressão, porque entrega o controle de sua vida aos seus abusadores, logo já não é mais tão fácil fazer amigos, nem mesmo o conselheiro da escola a ajuda, e então a solução parece  obvia ” se mate!

Para mim é inútil uma série que mostre ao jovem o que pode leva-lo ao suicídio, infelizmente é comum jovens  terem pensamentos suicidas hoje em dia, eles sabem muito bem o que os levam a te-los. Eles podem até se identificar com Hanna, e eu temo que se identifiquem com uma personagem tão fraca, tão pouco dona de si e de suas ações.  Vivemos sim , numa sociedade cheia de abusadores, ocorre abuso de crianças e jovens nos lares, nas escolhas, no trabalho, mas eles precisam aprender a lidar com isso evitando ao máximo se colocarem em risco, e a sempre buscarem ajuda, e compreender que  o ato de dor ao qual foram submetidos é sim culpa do outro, porém será somente culpa deles ( somente deles ) darem cabo da própria vida, se nem se quer tentarem realmente lutar pela vida.

Há quem diga que Hanna queria deixar uma lição através das fitas, mais  como a maioria de seus abusadores se sentiram perante elas?

  • Pouco culpados (ironicamente já que Hanna quis o tempo todo deixar claro a culpa e participação de cada um deles em sua decisão pelo suicídio!) , seguem com suas vidas, suas festas e jogos de basket, e o que vemos apenas é o mártir pelo medo de serem descobertos! Hanna deixa o Clay com o coração  tragicamente partido, colabora para o suicídio de Alex, arrasa seus pais  para sempre (que nem se quer tiveram a chance de ajuda-la!) 

Motivo de inutilidade número 2  :   Romancear o suicídio

Já temos músicas, filmes e outras séries que se apoiam sobre a depressão (ou que levam a agravar a  depressão), queremos nos divertir um pouco  através do Netflix, mas se for para assistir algo  que aborde assuntos sérios como abusos e suicídio, que isso por favor não  seja romanceado!  Porque o drama real   da depressão/abusos/suicídio não pode ser mensurado por uma série tão ridícula, que coloca foco nos pontos errados, e leva o adolescente suicida a parecer apenas alguém sem nenhuma escolha.

                                        Motivo de inutilidade número 3  :   Personagens Estereotipados

Não bastasse toda a apelação  em torno do tema ( que sempre causa na mídia e internet ), a série precisou realmente apelar para os esterótipos dos filmes  americanos sobre os adolescentes. Eu poderia falar aqui  sobre o qual inútil é a construção medíocre de cada personagem vazio, mas acho que qualquer um que tenha o minimo de percepção notou isso!

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Lição da série : Morrer parece ser  bem mais fácil do que evitar ser idiota, ou evitar  idiotas!

A série não nos mostra  que através da tortura que Hanna tentou provocar em seus abusadores com as fitas, eles tenham realmente aprendido algo, ou  deixado  de serem cruéis nos pontos em que a fizeram sofrer. Os personagens apenas seguem com suas vidas, deixando claro aos que sofrem os abusos  na vida real, que  se matar não levará ninguém a mudar, e que seu sofrimento mesmo que explicado através de um bilhete ou gravação é inútil, porque  tudo  permanece o mesmo ou pior …porque existem muitas outras vitimas para fazerem o papel de Hanna. 

Os personagens não sofrem , eles  apenas temem serem descobertos, Alex que se  sensibiliza demais com tudo se mata ( por culpa? ) …  ou para que tenha mais temporadas?  ( Pois quem sabe na Segunda Temporada alguém além de Clay e os pais de Hanna se sensibilizem realmente com a alguns dos  temas tão explorados) . 

A série não ajuda a tratar o bullyng ou o abuso ( seja ele físico ou emocional) , a série é ridícula, exalta a dor, a depressão e morte/suicídio  da personagem… nos leva no máximo a pensar que  já fomos ( ou somos ) vitimas , ou ”abusadores” de alguma maneira.
Não ensina os jovens a lidarem o tema, a pedirem ajuda,  ou mesmo a não serem os causadores de tanta dor para com seus conhecidos.

A série só diz  da maneira mais romanceada possível ” Hanna se matou ”. 

 

 

Sobre meu retorno, e algo sobre falsidade e reais amizades

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Olá !
Faz bastante que não passo por aqui, e isso claro não é por nada além do que falta de tempo.
Estou novamente mergulhada em obrigações, trabalho, faculdade e vida pessoal,tudo parece ter se aglomerado numa enorme bola de deveres,que mais parece um novelo gigante, onde tudo esta entrelaçado e eu nunca sei por onde começar.
Talvez essa analogia bizarra explique minhas faltas na faculdade, simplesmente para ter tempo de dormir mais do que 5 horas por noite.
Enfim eu resolvi me organizar esse fim de semana para passar por aqui e agradecer a todos (as) que ainda mantem contato comigo através do email e pelas redes sociais.
A página criada para este blog, está mais abandonada do que nunca, mas ainda tá ! rs

Obrigada a todos (as) pelas palavras de apoio e sinceros desejos de melhora.

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Apesar as correria da minha vida atualmente, essa tem sido uma especial fase de aprendizado árduo e necessário.Cada dia tem sido um grande e diferente desafio.
Estou por essa razão me focando mais nas coisas e nas pessoas que realmente importam, e passando a deixar de lado coisas supérfluas e pessoas insinceras que se diziam minhas amigas.
Amizade de verdade é algo realmente raro,e muitas vezes pensamos a ter encontrado pelo simples fato de termos vividos momentos felizes ou até fases dificies com alguém.
Mas algo realmente importante que aprendi, é que amigos de verdade não disputam nada (muito menos bobagens ridículas tipicas do universo abobalhado e feminino) . Aliás mulheres adultas com o minimo de cérebro não fazem isto, sejam amigas ou não.
Enfim amigos(as) de verdade não invejam, não torcem contra e muito menos desrespeitam um ao outro (a)
Considero que pessoas que nomeiam como AMIZADE qualquer coisa contraria a isto, esteja demasiadamente enganada, ou simplesmente se negue a ver o obvio.
E quanto aos que agem assim para com o outro, apenas meu desprezo á tanta inveja e mediocridade. Que um dia o real AMOR de uma AMIZADE possa preencher corações tão amargurados e vazios!

Mas como devem saber, não é a primeira vez que me deparo com pessoas desse tipo .
Por tanto valorizo ainda mais cada um de vocês que mesmo não fazendo parte do meu dia a dia através de um contato pessoal, me escutam ( através dessas palavras),me respeitam e dispensam parte de seu precioso tempo para me escrever ,me apoiando e me motivando a continuar .
Diante de tanto ódio, obrigada por me fazerem ainda ver amor nas pessoas.
Diante de tanto rancor, obrigada por me mostrarem o caminho do perdão.
Continuo com bravura enfrentando os desafios

Já diria meu Rapper do coraçãoAmigo de verdade se alegra com você
Tudo que você faz ele torce por você
Até de longe você sabe quando é sincero
Trairagem é mato, eu falo sério
A inveja é lamentável mas me fortalece
Só assim eu tô ligado em quem que me merece

Ainda há gente de bom ❤ nesse mundo, e muitas delas dei a sorte de encontrar por aqui !

Obrigada blogueiros (as) , insólitos e insólitas ❤

PS: Já faz um tempo que o Whats do blog está ”fora do ar” , em breve eu volto a manter contato com vocês por lá também.

Mais do mesmo em linha reta

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  • Mais do mesmo :  Sobre não ser uma ‘’blogueira’’,  Geração Panico e  revolucionários de poltrona

Eu demorei muito pra criar um perfil no Facebook ( na verdade quem fez um pra mim foi minha irmã), e demorou mais ainda pra mim ter um acesso frequente no perfil criado. E quando passei a  usa-lo de fato achei uma droga e  deletei imediatamente ( o que foi a primeira tentativa de evita-lo), mas depois de um mais ou menos dois anos  eu voltei , deletei de novo e depois adivinhem, voltei!

Hoje em dia cumprindo a promessa de fazer uma página quando o blog chegasse aos 1.000 seguidores, tenho até uma página bobinha por lá  com meia dúzia de curtidas.

Já sendo mais tolerante rs,  compreendo que o  problema não é o Facebook, a ferramenta  é muito boa, e pode ser uma maneira muito eficaz de comunicação se bem utilizada.

Eu já falei por aqui antes sobre  o comum mau uso dessa rede social e como isso tem afetado algumas pessoas: 

Mas hoje eu gostaria de falar sobre  outras questões a respeito que andem notando, algo além do que apenas o mau uso, se trata dos indivíduos   por trás disso tudo, se resumindo em  postagens de foto  com frases de impacto,  propagando o sensacionalismo, ridicularizando qualquer um a troco de um like, ou expondo sua ‘’felicidade’’ pra se sentir gente.

O  Facebook assim como qualquer outra rede social é um reflexo  da sociedade, e se acha que eu estou exagerando, pense bem !

Seu Facebook é um resumo sobre quem é  você ( se é que você é  realmente você por lá ), seu perfil online com informações suas descritas através de sua s postagens. Compreende-se que o conteúdo delas deva ser  o reflexo da sua personalidade, o que gosta, o que talvez não goste, suas fotos, seu  registro  de algo que considera importante, suas palavras, por fim um pouquinho de você!

Mas o que vemos?

Mais do mesmo!

Eu acho que existe uma expressão que resume bem esse ‘ MESMO ‘, eu  poderia dizer que essa é  a geração liquida a qual Zygmunt Bauman se refere em seus livros, mas prefiro usar meu termo chulo ( que creio fará total sentido pra muita gente)  Geração Panico Na Tv !

O programa é   péssimo, mais deve dar audiência, digo isso porque o comportamento de muita gente é baseado nele.

  Humor pobre (A geração Panico na Tv ) e outras misérias

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Personalidade! Se você tem por favor use!

Foi se o tempo em que seu cabelo, sua roupa, seu óculos, seu tênis era uma maneira de se vestir demonstrando sua personalidade. Hoje em dia  a maioria quer ter o corpo, o cabelo, as unhas, a roupa, a vida de uma panicat !

E quem não pode? Tenta, tenta pelo menos no Facebook ser assim.

O que explica aquele monte de fotos iguais, de ‘’vidas’’ tão similares e vazias.

Opinião!  Se tiver use adequadamente ( e pelo motivo certo) !

É só esperar um tema bem polemico e sensacionalista pra tratar de fazer seu post opinião, recheado de argumentos falidos de quem nem leu uma matéria ( viu na tv ou na UOL um vídeo sobre e olhe lá !) .

E depois esperar por likes !

Mais se você nem quiser ter o trabalho de escrever, é só esperar por uma foto com  alguma frase de impacto sobre e daí com um click você COMPARTILHA!

A ideia que não é sua, mais serve ! Afinal de contas expressa bem o que você quer dizer!

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Tem umas três  semanas  que participei de uma reunião de trabalho, onde a gerente tentava expressar a ideia de que os colaboradores da empresa precisavam se valorizar, ter mais alto  confiança,  e consequentemente mais garra.  Mas ela não conseguia dizer isso, ela tentou mais não conseguia mesmo!

Então disse ‘  Alguém aqui já viu aquela foto no Facebook de um gatinho se olhando no espelho se vendo um leão? É  isso que estou tentando dizer, vocês precisam se ver um leão !’

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Quando  as frases prontas do Facebook começam a expressas suas ideias/sentimentos/opiniões  mais do que você mesmo conseguiria , isso é muito serio!

Até quando vão deixar  que te roubem  sua expressão/voz,  sua personalidade/individualidade?

O perfil é seu, seja você!

Você de verdade não mais um tentando se enquadrar na massa,  trocando sua essência por uma porcaria de um like!

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Que se danem os likes! São apenas cliques, não significam nada, absolutamente nada!

Essa carência de reconhecimento, essa necessidade de  alto afirmação, o desespero por fazer parte de  algum  padrão, isso é o que mais vemos nas redes sociais/NA SOCIEDADE ATUAL.

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Esse humor pobre sobre tudo e todos, onde pessoas são expostas, ofendidas e ridicularizadas porque alguém achou conveniente publicar/compartilhar um foto, é mais do que simplesmente cruel, é medíocre!

É igualzinho o tipo de humor do programa Panico, sem sentido, sem noção do que é desrespeito, e pior sem graça!

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Algumas pessoas me perguntam por e-mail se não tenho medo de expor minha opinião., se sou de verdade rsrs ou se meu blog é de uma personagem ( igual a outros tantos personagens na internet).

E não eu não tenho medo de expor minha opinião, mais teria medo de não ter uma opinião.

Não acho que minha personalidade seja das melhores ( estou sempre encontrando coisas pra melhorar em mim), mais fico feliz de ter uma personalidade seja ela como for.

Porque faz com que eu não seja mais do mesmo!

Quando escrevi o post Mundo tóxico, estupro coletivo e a audiência da dor alheia , algumas pessoas comentaram aqui no blog e outras por email, dizendo que vi a situação por uma ótica bem diferente.

Mas eu pensei ‘ Todo mundo tem uma ótica própria ( e era obvio que o assunto se iniciou com o estrupo sendo propagado na internet), se a maioria está vendo tudo da mesma perspectiva significa que todos estão  realmente ficando iguais. ‘

E eu realmente não entendo!

Não entendo porque fazer parte da  geração panico, quando  você poderia ser apenas você,insolitamente você mesmo(a) !

O sujeito que assume que perde as vezes ao invés de sempre ganhar. Que num é perfeito, mais é humano, e sendo humano tem sua identidade nesse mundo! E não precisa ser príncipe ou princesa, rei ou rainha dos likes, só precisa ser você mesmo!

De modo que agregue ao mundo seus pontos de vista,  sua percepção da vida, ou ao menos ser quem colore os cenários em preto e branco da mesmice  com a  atuação seu  do verdadeiro eu.

Pra que fazer parte da repetição do inútil, se você  ( só você ) consegue a  qualquer momento ( se quiser ) revolucionar seu mundo, e com isso mudar algo de fato através de atitudes?

Como alguém que usa parte do tempo para compartilhar algo na internet, eu fico muito feliz quando uma postagem ( uma mera frase) com alguma uma experiencia minha  proporciona a alguém uma minima reflexão sobre algo. Sabe, pode ser que pouquíssimas pessoas me leiam e das que leem só duas ou três prestem realmente atenção, mas vale apena, ser  eu mesma mesmo sabendo que isso não da ibope rsrs!’

Algumas pessoas me sugerem ser  ‘’Blogueira’’ falar sobre outras coisas, assuntos menos chatos do que sobre como contorno meus problemas,  ou pensamentos utópicos sobre uma sociedade menos liquida. Mas eu não sei evitar ser a garota sem likes, eu comemoro  as visitas nas postagens de resenhas de livros que eu achava que só eu tinha lido rs, e se recebo um email estranho sobre algum ( dos vários) post excêntricos, eu penso  ‘ Não estou na geração panico, não agrado os revolucionários de poltrona ( já que posto experiencias ) , sou provavelmente só mais uma estranha na minoria’

E quando a maioria é  droga,  é mais do que nunca um grande  prazer, ser  apenas eu.


Facebook é reflexo da sociedade, diz pesquisadora da UFMT

A SOCIEDADE DO FACEBOOK QUE ANDA EM LINHA RETA

Que tal se conectar um pouco com a realidade?

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O filtro da felicidade só existe no instagram, gente curtindo o status de relacionamento do outro é uma coisa comum no facebook, onde sua vida vira vitrine e seus ”sentimentos” idem  até podem curtir com eles .

Mas a verdade é que quem realmente curti a vida não precisa de curtidas, não precisa nem mesmo expor sua ”felicidade”. E as fotos nem precisam de tanto filtro, só precisam mesmo é serem reflexo da realidade ao invés de cenários montados.

E você só precisa viver um pouco mais conectado a realidade ao invés de tentar parecer quem não é .

Pode até ser que você curta, viver pra variar!

 

 

Por que você fica mau com a felicidade alheia?

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Uma colega de trabalho descobriu que a outra colega de trabalho ganha mais que ela e quase aconteceu uma catástrofe no mundo … Acontece que ambas exercem a mesma atividade, mas uma ganha mais por ter mais experiencia que a outra.Mesmo assim a moça ficou muito chateada, e com muita raiva, e quando  veio me contar também considerei um pouco injusto e fiquei com raiva por ela também. Daí comentei o ocorrido com uma pessoa mais madura ( do que eu e a tal colega de trabalho ) e a pessoa me disse :

Ela estava feliz e de acordo com o salario certo?

Certo! Se não  nem teria entrado pra vaga.

Mais foi só saber que a outra ganhava mais pra se sentir inferiorizada! Não ficou chateada por  receber menos, ficou chateada por sentir que seu trabalho foi considerado inferior.E a maioria das pessoas se incomoda com o que o outro tem porque isso as fazem se sentir inferiores em alguma coisa. Ninguém gosta de se sentir inferior, é por isso que todo mundo  fica disputando quem é mais feliz nas redes sociais.

E por mais ridículo que isso seja, a verdade é que a  felicidade alheia incomoda muita gente, porque todo mundo quer ”ganhar mais” só pra não ser o que se senti inferiorizado.

 

A vida social de quem não vive

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Um pensamento  que tive esses dias …

Se  eu fosse responder a todos os e-mails, retornar as todas as ligações, acompanhar as notícias, atualizar minhas redes sociais, atualizar esse blog … cheguei a conclusão de que precisaria de umas 12 horas online.

Uso  dez  com o  trabalho (que também requer que eu esteja ON), me sobrariam duas horas offline, mas provavelmente teria medo de desligar o Smartphone com receio de perder algo importante acontecendo.

Sem horas  de sono, sem tempo para me alimentar adequadamente longe da tela do computador … Provavelmente  minha saúde estaria em off ! 

Mas eu teria uma boa vida virtual ^^

Com um certo risco de não  estar viva.

C o m u ni c a ç ã o de verdade

 

Bem no início do blog fiz  algumas postagens apontando o quanto a comunicação através da internet, criada para ser uma excelente ferramenta  em nossa vida, acabou por se tornar um mecanismo de  banalização, ofensas, crimes  e etc.

Mas claro que a culpa disso  é que de quem faz mau uso da internet, de quem faz mau uso da comunicação de modo geral!  

Passei meu domingo resfriada na internet  e é como se eu tivesse ido ao show da minha banda favorita, viajado para Londres, conhecido povos indígenas, testemunhado o passado grotesco do Dinho Ouro Preto  nos primórdios do Capital Inicial , e tudo isso  sem sair do meu quarto, ah eu amo a internet!  Ela me possibilita ler, assistir, ouvir, conversar, aprender, me divertir !

E claro  me possibilita  estar aqui, agora ( ou pra sempre *  seja lá quanto tempo este blog fique ON ) falando  com você !

É COM VOCÊ!   VOCÊ, QUE NEM SABIA QUE EU EXISTIA, ATÉ VIR PARAR NESSE BLOG !

E hoje  eu quero falar sobre comunicação de verdade !

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Está  cada vez mais raro ter uma conversa boa de verdade, nos permitir (sem smartphones ou outras tecnologias)  ouvir o outro, comunicar ao outro de maneira clara quem somos e o que sentimos. 

E por isso vou compartilhar  mais uma vez por aqui uma curta mais super interessante  palestra, dessa vez sobre algo que  pode melhorar nossa comunicação:

Dez regras para conversar melhor

— TED Talk

Para os  que estão sem tempo de ver o vídeo impacientes e loucos para ver as atualizações no Facebook, ou mensagens no Whatsapp   segue  abaixo as dez dicas de Celeste Headlee :

1-  Não  ser multi-tarefa  * de modo a nunca prestar atenção no outro

2- Não  dar lição * bancar o sabichão/o analista, como quem conversa com ares de superioridade, sempre julgando nunca ter nada a aprender e tudo a ensinar.

3- Faça perguntas abertas * que não insinuem possáveis respostas

4- Deixe fluir *  ao invés de estar programado para  o  que  irá dizer 

5- Se não sabe algo assuma que não sabe

6- Não compare suas experiencias a do outro

7- Não repita as mesmas coisas 

8- Não detalhe demais 

9- Ouça * com atenção 

10- Seja breve 

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O mais bonito nessa palestra, é que foi destacado a importância de buscar conhecer a surpresa que há no  outro.

É porque eu identifico imediatamente uma semelhança entre meu corpo e o do outro que se opera uma transferência de sentido:  eu vivo como corpo; vejo um outro corpo como o meu; este outro corpo deve ser habitado por um outro eu.

Se  o valor é atribuído por um sujeito que  observa, o mundo não percebido é indiferente Não vale. Equivale a todo resto também não percebido. A percepção é, portanto, condição do valor. Sua atribuição depende de contemplação do mundo, recepção e emissão. Em suma de comunicação

Trecho do livro  Comunicação do Eu .