Algum renovo depois de tanta ansiedade

Oi insólitos (as) !
Me perdoem pela falta de atualizações por aqui. Muita coisa tem acontecido na minha insólita vida, e sim eu gostaria de escrever sobre a maioria delas.

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Há bastante tempo não me sentia assim, reflexiva sobre o presente.
Na maior parte do tempo estava com a mente no futuro ou no passado,mas nunca no agora. Por algum motivo evitava estar realmente na realidade do hoje.

Tenho vivido com presa,contando as horas,os dias,os meses,os anos.Como se estivesse esperando por algo,que não sei o que é.
Me sinto sempre atrasada e exausta, como se precisasse do amanhã o mais rápido possível para que ele pudesse me livrar do hoje.
Entendem o que quero dizer?

Há quem diga que não sou a única, e que esse é o mau do século. DESEJAMOS TÃO ARDENTEMENTE O AMANHÃ QUE NÃO APROVEITAMOS O HOJE,NÃO VIVEMOS SOMENTE CORREMOS COMO LOUCOS ATRÁS DA PRÓPRIA MORTE AFIM DE ALCANÇAR ALGUM DESCANSO.

Por sorte adoecemos antes de desperdiçar toda a vida de maneira tão tola.E então despertamos e passamos a chance de mudar os hábitos, concertar os parafusos frouxos e viver de verdade.
Aparentemente tudo estava bem,eu estava num trabalho, fazia faculdade e passava o fim de semana com meu namorado.
Mas a verdade é que estava suportando nove horas diárias de tédio corporativo,fazendo o que detesto (quem me segue sabe que tenho dificuldade em estar em trabalhos que restringem minha criatividade em 4 paredes e muitas regras) . E sim eu havia voltado a contar as horas para ir embora,durante todas as árduas semanas e meses .Dia após dia sentia mais e mais presa,sentia se a ansiedade me consumisse e ainda tinha as tarefas da faculdade as exaustivas aulas teóricas em inglês. E não me levem a mau ey amo estudar, mas não teve um só dia desde que comecei o curso de Letras Inglês em que odiei menos o idioma, e sempre que ouvia em sala me perguntava o porquê de estar me torturando tanto.

Por que nos torturamos? Por que o trabalho mais longe e mais diferente da nossa personalidade? Por que o curso que vai custar anos de estudo para nos ensinar algo que odiamos? Por que ?

Por que eu nunca faço o que quero e apenas o que acho que devo?

Talvez a resposta seja uma justificativa: eu escolho com presa,pois tenho 26 anos e me sinto estupida por não ter uma droga diploma ou uma carreira.
Mas o mais louco é que quando recobro a consciência,eu realmente não me importo com nada disso. Eu só quero viver,viver bem e sem presa. SEM A ANGUSTIA DE ACOMPANHAR PONTEIROS TEMOROSA … APENAS VIVENDO.

Então eu tentei outro trabalho,resolvi deixar a faculdade (embora eu apenas tenha a trancado não pretendo voltar para o estudo do mesmo idioma). Enfim eu voltei ao início de novo!
Lembram quando comecei esse blog eu estava doente, depressiva e recém saída de um relacionamento toxico? Sem trabalho e sem condições de outra atividade se não escrever… eu estava começando do zero.

Eu tive uns três empregos desde então. Eu me apaixonei duas vezes,eu conheci pessoas incríveis, lugares novos,enfim tive insólitas experiências boas (e confesso algumas ruins, mas até isso foi bom pois aprendi com elas!) , e tudo isso me levou ao agora e a esses pensamentos de recomeço a partir daqui.

Eu fui abençoada em ter nascido na família em que nasci,apesar de tudo o que vi e vivi desde a minha infância,eu não trocaria minha família por nenhuma outra.

***Nota: eu deletei ao postagem onde falava sobre e explico a respeito aqui * Nas palavras em azul no fim da página deste post ***

Entre tantos revés amorosos da maneira inusitada possível num emprego em que estive por apenas 3 meses eu conheci o cara mais incrível do mundo.
Eu tenho poucas e insólitas amizades que tornam mesmo meus piores e mais difíceis dias em dias inesquecíveis!
Eu tenho aprendido a viver o hoje,o agora, esse momento único e precioso e isso tudo o que realmente preciso!

Dedico esse post a você Wen ,meu ex companheiro de sala de aula que também tem enfrentado a ansiedade : Admiro sua força de vontade e seu amor pelos os estudos! Nunca vou esquecer das palavras que me disse: AS VEZES É PRECISO MAIS FORÇA E CORAGEM PARA ABANDONAR ALGO DO QUE PARA CONTINUAR.
Agora eu entendo, e sei que recomeçar não é a saída mais fácil, por isso exige mais coragem de nós. MAS COMO MINHAS EXPERIÊNCIAS ANTERIORES ME MOSTRARAM RECOMEÇAR TRAZ O NOVO,ACRESCENTA A NOS O QUE REALMENTE É PRECISO.
E AGORA EU SEI,EU APENAS PRECISO VIVER.

Certa sem conseguir dormir me levantei de madrugada e escrevi uma postagem de desabafo sobre assuntos familiares com o título “papai é um no monstro” . Muitas pessoas se sensibilizaram com a narrativa e me enviaram emails. AGRADEÇO A TODOS (AS) QUE FIZERAM ISTO.
E digo a vocês qye tenho aprendido muito desde então,sobre tudo a liberar perdão.
Deletei o post em questão a menos de uma semana, e como voces se preocuparam comigo acho importante dizer o que levou a deleta-lo.
Nunca quis que esse blog fosse um lugar odioso,ou apenas um espaço onde deposito minhas dores e traumas . PELO CONTRÁRIO, EU SEMPRE QUIS AQUI COMPARTILHAR MINHAS EXPERIÊNCIAS E IDEIAS*sejam elas boas ou ruins,afim de desabafar sim,mas sobre tudo registrar meus aprendizados com meus próprios erros. NÃO quero daqui alguns anos olhar para esse blog e ver estupidez como a daquele post. QUERO VER OS REGISTROS DE COMO CRESCI,APRENDENDO A LIDAR E ACIMA DE TUDO A SUPERAR.
A vida se encarrega de dar a cada um o que merece, o que já é razão suficiente para não precisarmos guardar mágoa.
Perdoar é libertador,e é melhor do que vingança.

Em breve uma  enxurrada de postagens novas, porque eu estou de volta!

V A C A T I O N

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A vida de universitária foi mais agitada do que imaginava,isso porque diziam que Letras é um curso fácil! E embora seja fácil absorver o conteúdo (com exceção das diferentes e mirabolantes regras gramaticais da língua inglesa) houveram trabalhos e provas que exigiram demasiado tempo de estudo/ elaboração , o que ocasionou meu total sumiço,não podendo dar a continuidade correta a serie de posts sobre minha exaustiva vidinha de universitária.
Mas finalmente estou aqui;finalmente de férias, fazem uns quatro dias que a Universidade onde estudo decidiu finalmente publicar as notas/ media das disciplinas do semestre

E incrivelmente (gracas a Deus! ) eu passei sem nenhuma dp \o/ !!! O que para mim é motivo de imensa felicidade ! Até compartilhei a alegria no Instagram rs ...

Vou ficar devendo muito do que vimos neste semestre (que finalmente está concluído) ! \o/
Mas prometo passar mas para cá,no segundo semestre do curso.
AGORA borá aproveitar as férias de verdade!

O sentido de um fim e as memórias que todos temos

Oi! 

Hoje eu vou resenhar a primeira leitura obrigatória da minha vida acadêmica como estudante de Letras, o livro O sentido de um fim ( título original : SENSE OF AN ENDING ), do autor inglês Julian Barnes.

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Iremos trabalhar o livro durante todo esse primeiro semestre,  na disciplina  Lingüística e Comunicação.

Confesso que comprei o livro há duas semanas, no entanto estava bem difícil dar continuidade a leitura do mesmo. Em parte por ler nas brechas de tempo no transporte público ( que convenhamos não é o que se pode considerar um bom lugar para leitura ), em parte por desinteresse na narrativa ( eu detestei o jeito esnobe como o narrador descreve  como eram seus  amigos colegiais, metidos a filósofos mo inicio do livro ) .

Mas ontem, ao me dar conta da quantidade de tarefas que tenho protelado, decidi ( e prometi a mim mesma )   começar o livro do primeiro paragrafo ( De novo!  Deixando de lado as primeiras e negativas impressões )  e ir até a última página  em poucas horas… acabei por adormecer as 2 AM deixando minha promessa se esvair em profundo sono.

Acordei atrasada para o trabalho, e quase esqueci de levar comigo r as 159 páginas do  senhor Barnes, mas  finalmente, finalmente terminei o livro! Então bora conferir minha resenha!

MINHAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A OBRA  

O livro é narrado em primeira pessoa por Anthony Webster ( ou Tony para os íntimos) , um  senhor de sessenta e poucos anos  que mergulha de cabeça nas memorias da juventude, afim de encontrar sentido para uma porção de questões que talvez não tenham tido um fim, ao menos não, com um  sentido claro. 

Durante anos você sobrevive com as mesmas sequencias, os mesmos fatos e emoções. Eu aperto um botão marcado Margaret ou Verônica, a fita corre, a mesma coisa de sempre aparece. Os eventos reconfirmam as emoções- ressentimento, uma sensação de injustiça, alívio-  vice -versa.

Não parece haver um jeito de acessar  outra coisa; o caso está encerrado. É por isso que você busca corroboração, mesmo que acabe sendo contradição. Mas e se, mesmo num período tardio, suas emoções acerca daqueles fatos  e pessoas do passado mudarem? 

Pag.  129

O tempo passa para todos, mas o que revela quem somos, nossa história, e tudo que vivemos é a nossa memória. Memória essa que com o tempo pode falhar, nos fazendo talvez nos perder de quem  fomos,  e assim consequentemente de quem deveríamos ser.

E hoje, quem somos? Sub produto do que vivemos,  ou o que pretendíamos realmente ser?

Quem era mesmo Adrian? Quem era mesmo Verônica?

Tony Webster busca responder a essas perguntas, enquanto acaba por perceber quem é, e sobre tudo quem foi. Numa reflexão nostálgica Tony procura compreender o passado, para encontrar sentido no presente. 

O livro traz fragmentos de muitas memórias da juventude do narrador, e suas impressões atuais sobre elas. 

Além de revelar fatos do presente como encontros com Margaret sua ex mulher, e uma serie de encontros com Verônica sua ex namorada da adolescência. 

Particularmente amo obras literárias que tratam do poder corrosivo do tempo,  e de  como os anos podem comprometer nossa memória a ponto de alterar o sentido de muitas ocasiões. 

Eu sei que o que vivi, com base em tudo que me lembro, mas se passo a esquecer o que vivi, fico confusa, não sei bem o que senti quanto estive lá ( no passado) , naquele lugar distante que é agora apenas uma memória nebulosa.  É assim que me sinto se por mais que me esforce esqueça do que fora outrora. 

Isso é humano! Esquecer é humano, afinal de contas quem de nós pode levar consigo a clareza de algo mais do que cabe em pequenos fragmentos de memória?

Eu não posso!

E por essa razão acabei por me identificar com Tony Webster, e talvez seja por isso que o livro tenha ganhado tanta repercussão  ( e vencido o premio MAN BOOK PRIZE 2011) . 

Se esqueço  o que vivi, logo esqueço o que senti, e  acabo por perder as lições por trás de tais sentimentos. Logo me perco de quem me tornei através dos episódios vividos, volto a estaca zero. Sem memoria de certos fatos, sem parte de mim…  Que sentido  tem o fim se nem me lembro do começo?

Embora não tenha me apegado tanto ao personagem em si, ou mesmo a construção dessa narrativa, gostei muito de como Julian Barnes  retratou a memória, e o que pode acomete-la com o passar do tempo. Fragmentos, nada além de fragmentos … algumas cenas, algumas coisas que nunca iremos esquecer, decepções, amigos que partem para sempre, o envelhecimento, a vida tomando novas formas depois de se tornar disforme. Esse livro faz uso da nostálgica analise de um personagem sobre sua  juventude, e acaba por levar o leitor a mergulhar nas suas próprias memórias. E refletindo nelas, nos perdemos um pouco de Tony, mas questionamos as mesmas coisas que ele. 


Sobre o livro *

O livro é dividido em duas partes, a primeira trás atona ao leitor as principais  memórias da juventude do narrador, Tony Webster. Já  na segunda parte Tony  está tentando encara-las mediante os fatos do presente ( 40 anos mais tarde ). 

O que leva Tony nesse profundo mar de nostalgia, é o fato de haver recebido como herança o diário de um de seus melhores amigos da juventude.   Tal inesperada herança  o leva a pensar não apenas Adrian ( seu amigo suicida, autor do diário), mas também em sua ex namorada Verônica.

A tentativa de recuperar mais memórias da juventude afim de compreender o atual estado de sua vida, o leva a muito remorso, e respostas que talvez não desejasse obter. 

Aos sessenta anos de idade, divorciado, pai e avó,  Tony conta com a ex mulher Magaret por um tempo, para tentar compreender certas coisas sobre si mesmo, mas logo fica por sua conta a compreensão nítida do que o passado fez do presente. Então Tony nota que passado não é apenas passado, é provavelmente o sentido que se esconde por trás do fim. 

 

 

 

Meu sumiço, minha gripe e as novidades

Depois de O que a garotinha vai estudar afinal ? e O que eu quero afinal?  FINALMENTEEEEEE um desfecho rsrsrs!

1315999512Detesto mesmo estar ausente do blog, já se tornou rotina manter contato com o mundo por aqui rsrs … Mas a vida andou repleta de surpresas ( surpresas boas! )  e na busca por aproveita-las da melhor maneira e digerir os últimos fatos, acabei por ficar sem tempo para registrar os ocorridos. Mas em plena tarde de domingo ( totalmente gripada, sem voz, sem energia e com cólica ) aqui estou !

A falta de tempo se deu porque resolvi parar de protelar o retorno aos estudos, e eu confesso que tentei com muita garra minha bolsa para  o curso de Automação Industrial, e por nove (NOVEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!) pessoas na minha frente eu perdi essa chance!

Mas eu nem tive tempo para lamentar e comecei a elaborar um Plano B, e antes mesmo que esse se fizesse necessário uma excelente oportunidade surgiu \o/ !

E agora a insólita que escreve aqui está matriculada em uma Universidade para cursar Letras-Inglês ( Plano inicial da vida, desde a pré adolescência como já  falado por aqui).

  • Finalmente meu Português será adequado!  ( Mas se possível continuem me corrigindo! )
  • Vou poder dar aulas *______*#sonhodevidaapesardaexperienciaruimcomPedagogia
  • Vou aprender Inglês ( o que vai melhorar minhas chances com James Franco rs! ou não … ) 
  • Vou ficar melhor nessa coisa de escrever! rsrsrs …

Sabe o que dizem ?  Se uma porta se fecha …

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As aulas começaram em breve e eu pretendo registrar o máximo possível sobre  por aqui ( acesse O Parágrafo Universidade espaço criado para compartilhar as experiencias por lá ).  E por falar em novidades criei também um espaço aqui no blog para tentar organizar meus terrorismos artísticos,  por hora está vazio, mas logo terá bombas coisas em  Ateliê Metafórico .


Estou super feliz  e  empolgada, mas realista de que vai ser uma tarefa e tanto conciliar trabalho, projetos pessoais, ONG ( conto mais sobre em breve ) e a faculdade, mas como sabem eu sou quase a mulher maravilha ‘

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Okay, eu estou longe de ser  a mulher maravilha, mas a vida tem sido maravilhosa então o mínimo que posso fazer é me esforçar para estar  no ritmo das surpresas que andam surgindo.

Meta número um no momento  > sarar dessa gripe e me livrar das bolhas de febre no meu rosto ( estou me sentindo demasiadamente esquisita com elas! )… Se conseguir me livrar delas antes das aulas vou me sentir com uma heroína ( heroína da minha própria imagem ) !

O que eu quero afinal?

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Eu sempre pensei que sabia o que  iria estudar, com a ideia de me profissionalizar na área da educação. Meu pai é professor, e eu não sei se é coisa de família, mas também gosto muito de ensinar. Sonhava cursar LETRAS (para ser professora e redatora), e acabei por iniciar no curso que ganhei bolsa, PEDAGOGIA, e tendo trabalhado em uma cheche e depois em  um colégio infantil descobri que não era nessa parte da educação que gostaria de atuar.

Na postagem do dia 3 DE OUTUBRO DE 2015  intitulado ‘ O que a garotinha vai estudar ‘ eu contei sobre os sonhos que tive desde a infância de ser professora ( entre outras profissões), e disse que havia pensado em outras duas  áreas diferentes.

A primeira delas seria SOCIOLOGIA , na faculdade FESPSP ( pois a maioria das faculdades que  fornece o Curso Superior de Sociologia é  em EAD ). E a segunda e inusitada  (pasmem!) seria Automação Industrial (Curso promovido pelo SENAI e outras escolas de de nível técnico de São Paulo).

A sociologia me veio como uma outra maneira de atuar também com a escrita, e porque não investir em sem professora da área – pensei . 

Pra quem não sabe, meu interesse por sociologia, começou desde que tive a matéria no colegial, mas foi quando me deparei com livros do Bauman , em especial este aqui : 

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Que então eu pensei  ‘ Eu preciso entrar nessa de fazer a sociedade compreender o qual liquida ela tem sido, e encontrar meios de mudar esse  cenário ( um oceano onde se afunda a humanidade)! ‘  Mas convenhamos que isso é muito utópico né  rsrsrs.

Cheguei a fazer minha inscrição e nem aparecer na Faculdade FESPSP. Após fazer trabalhos de Sociologia para alguns amigos, refleti melhor se valeria mesmo apena iniciar este curso. 

Já a Automação Industrial é uma área que considero linda, serio LINDA ! rs

Eu amo essa coisa de criar ( vocês sabem !) , e por trás de toda criação existe um projeto, uma elaboração técnica. E eu amo ver homens fazendo isso! rs

Mas calma lá, não é só pra ver barbudos que optei por acrescentar esse curso em minha lista de possibilidades profissionais.  A Automação Industrial é uma área muito interessante, visa entre outras coisas maximizar a produção com o menor consumo de energia e/ou matérias primas, e menor emissão de resíduos de qualquer espécie, o que envolve  BUSCAR POR SOLUÇÕES CRIATIVAS ( E QUE PROTEJAM O MEIO AMBIENTE).

Por ser uma área  largamente aplicada nas mais variadas áreas de produção industrial, o mercado de trabalho para o profissional em automação industrial é gigantesco, o que iria me proporcionar muitas  possibilidade de trabalho.

Além de que através de cargos do ramo, eu teria mais condições financeiras para realizar outros projetos pessoais.

Mas não se trata apenas de admirar a área e deslumbrar as possibilidades através da  mesma, eu já quis cursar Eletrônica e fui muito bombardeada por desejar uma área normalmente optada pelos homens. E acho que o meu sexo é o que menos importa nessa escolha, embora homens possam ter mais facilidade com essas coisas, eu me garanto rs!

Ter exercido recentemente um trabalho que envolvia visitas em muitas industrias ( de diferentes segmentos) daqui de SP, me  colocou em contato mais próximo com o que seria este curso, e eu gostei muito!

Tenho pensado muito desde então  em atuar mesmo nesta área, o que seria uma total  mudança de tudo que imaginei sobre meu futuro, mas seria um desafio que gostaria de encarar como uma maneira de desenvolver mais as partes ainda não exploradas da minha cachola! rs 

Tudo caminhava para isto (  já estou tentando uma bolsa ) … Até que ontem me deparei com o comentário da leitora Apoli do fantástico mundo de apoliland.wordpress.com , me sugerindo o curso de Estudos Literários.  E eu confesso que não me lembro de ter tido conhecimento de um curso com essa nomenclatura, então fui pesquisar sobre, e acabei descobrindo que esse bendito, engloba muito do quero  (com exceção é claro, do meu sonho de vestir um macacão e trabalhar em industrias rsrs).

Se trata de uma área científica que cuida da crítica, da reflexão e da pesquisa dos vários gêneros literários.Focado em pesquisa literária, o curso prepara o aluno para a crítica teórica e a produção de textos. O bacharel em Estudos Literários é um profissional especialista em literatura, com pleno domínio do processo de produção e crítica teórica e da história da literatura. A formação do profissional inclui bases sólidas de conhecimento da cultura brasileira, de historiografia literária e de literatura comparada, além de outras áreas de conhecimento ligadas às ciências humanas, como sociologia, antropologia e linguística. A reflexão sobre a produção literária contemporânea é fortemente presente na proposta do curso, que tem um caráter específico, mas também abre uma porta generalista de conhecimento, devido à variedade de disciplinas optativas que oferta.

O curso abrange vários aspectos que envolvem a literatura, como a produção de textos em diversas modalidades (poesia, prosa e outros gêneros literários) e o estímulo à capacidade de formação de uma visão crítica sobre a produção literária e a história da literatura. A base curricular do curso se firma em disciplinas que envolvem o estudo da literatura brasileira, de teoria literária, de história da literatura, de língua portuguesa e outros idiomas e, ainda, na prática da pesquisa científica, com metodologia de pesquisa em diversos temas e fontes.

Senti que inventaram este curso pra mim, pelo menos nele encontro quase tudo do que sempre quis pra mim:

  • Atuar com a escrita (meio editorial, jornalismo/redação, poesia e outros gêneros) 
  • Atuar com a educação (pois a maioria dos alunos do curso tem sucesso investindo na carreira acadêmica) 
  • Lidar com Literatura e  Cultura
  • Estar envolvida com ciências humanas, incluindo sociologia 

Sem contar que iria me capacitar para o que mais amo fazer ( até como necessidade de desabafo da alma rs) ESCREVER!

E como frisei no post O que a garotinha vai estudar, preciso fazer o que me permiti estar de bem com a vida, e as vezes sinto que encontraria isto fazendo o que a garotinha que ainda habita em alguma parte de mim sonhou desde a infância. Pois afinal de contas o que eu quero mesmo é estar feliz com o que quer que decida fazer! 

Porque esperar passar das 17:59 para ser feliz, não é a vida que eu quis. 

É MINHA QUERIDA LEITORA Apoli, você realmente leu em mim as ideias que tenho para o futuro, e agora me abriu uma outra grande possibilidade. Muito obrigada por isto!

O que a garotinha vai estudar afinal ?

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A escolha da carreira é uma daquelas coisas que ocupam nossos pensamentos desde a infância. Um bilhão de vezes bombardeados com a pergunta aparentemente inocente ‘ O que você vai ser quando crescer ? ‘ a maioria responde baseada no que gosta , ou no que acha que deve gostar por indução dos pais ou responsáveis.

Eu quando criança queria ser professora , mas depois quis outras coisas , quis ser escritora de livros gigantescos de capas de couro ( não sei explicar porque rs!) , depois quis ser ilustradora de livros infantis ( eu amo a ilustração de livros infantis !) , depois eu assisti Rocky Balboa e quis ser lutadora ( eu achava que poderia ser interessante ganhar pra socar alguém , pode dar uma boa grana e aliviar meus nervos – pensei) …

Mas no geral sempre pensei em atuar na área da educação e /ou da escrita.
Escrevi muita coisa , isso é diários , contos , cronicas , livros bizarros , mas achei que essa coisa de ser escritora pudesse ficar pra mais tarde , pra quando o talento chegasse e minha gramatica melhorasse depois dos estudos .
Entrei na faculdade de Pedagogia , gostei de estudar Historia da Educação ,Filosofia da Educação , Antropologia da comunicação , e até amei as aulas de Psicologia Infantil embora tivesse medo do professor.
Estava tudo bem com os estudos , mas foi só trabalhar na área pra me sentir um mega peixe fora d’água ! Claro que ensinar de maneira lúdica para crianças de 2 , 3 , 4 anos é muito diferente de ensinar de repente para crianças de 10 ou mesmo adolescentes. Mas eu realmente me senti demasiadamente inadequada fosse no berçário , na creche ou na pré escola ( é eu já tive muitos empregos rs!)
Enfim , adeus Pedagogia disse a voz do bom senso dentro de mim .
Então eu pensei LETRAS , LETRASSSSSSSSSSSSSSSSS o curso que sempre quis , poder dar aulas , aprender finalmente o Português como devo para me tornar escritora .
MASSSS … mas a vida faz agente mudar tanto .
Vou prestar o vestibular no final desse ano , e o curso da minha atual escolha é uma surpresa pra mim mesma , não foge tanto a LETRAS e área da educação , mas é SURPRISE rs!
Na verdade vou tentar duas áreas distintas ( bem distintas eu diria!) , a segunda opção é bem insana – talvez eu até tema precisar dela , rs .

O que nos ajuda muito a fazer qualquer tipo de escolha na vida é nos conhecer . Pode parecer um papo filosofico esse , mas se questionar , se questionar e se questionar , pode evitar grandes equivocos na vida.
Perguntas como : Por que quero essa profissão ? O que me atrai nessa aréa , minha paixão por ela , o dinheiro que proporcionará , ou só vou atuar nela porque é que esperam de mim ?
Como me vejo daqui alguns anos envolvido com isto ? Qual o mercado de trabalho para essa área – e será que me encaixo nele em termos de idade e etc ?
A percepção dos nossos reais quando somados ao conhecimento da atuação da profissão escolhida no mercado , mais a noção do retorno financeiro do mesmo pode nos garantir segurança de pelos surpresas menos desagradáveis no futuro.

Por isso meu pai ( pasmem PROFESSOR rs!) sempre me aconselhou a buscar por uma área onde tivesse multiplas escolhas de atuação .
Em umas pesquisas que fiz sobre o assunto , li um conselho do psicologo Fabiano Fonseca da Silva da USP que dizia ” A escolha da carreira não deve ser vista como um casamento que nunca será desfeito ”
E esse é um conselho que poderia ajudar muito aqueles (as) absolutamente infelizes com suas profissões , mas que nem cogitam deixa-la , por muitos fatores , a perda financeira investida na capacitação , a perca de tempo que levou para se tornar de fato um profissional da area , e principalmente pelo famoso ‘ O QUE VÃO PENSAR DE MIM? ‘

Não faz muito tempo eu vi uma matéria de pessoas chamadas de CORAJOSAS por abrirem mão de suas promissoras carreiras para fazerem o que realmente amam . Médicos , advogados , administradores de empresa que acabaram trocando essas áreas por gastronomia , educação física , e até profissões autônomas .
Eu admirei a coragem deles(as) , e me identifico  mas com a CORAGEM PARA MUDANÇA . do que a ”CORAGEM” em persistir no que vejo que não me faz feliz.
É um pensamento medíocre para muitos , mas eu não estou nem ai para o Universo do Bussines , ou mesmo pra $$$ , eu  só quero realizar os sonhos daquela garotinha que brincava de escolinha com os irmãos , deu aulas de reforço durante a adolescência , ganhou concursos de poesia , bolsa de estudos pra Pedagogia …
Ela merece mais que um diploma , ela merece ser feliz !