Paradoxo da desilusão amorosa

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Não sabíamos que não sabíamos amar.

Mas bem que agente (eu) quis…

Talvez apenas não tentamos como deveríamos.

Era muito desejo pra pouca entrega.

Muitas ideias sobre amor, e zero experiencias a respeito.

Mesmo assim nossa expectativa de um começo foi uma grande história.

Não exatamente uma boa história, mais extensa o suficiente pra fazer agente ( ou só eu) sofrer.

Nunca vou esquecer, embora até pretenda…

Fez de mim quem sou hoje, mudou um bilhão de coisas em mim, e eu tenho muito a te agradecer por isso. Mas  é também  necessário culpa-lo por tamanha  dor  que talvez nem fosse tão necessária assim … eu acho que poderia ter aprendido de outro jeito tudo que aprendi com a grande desilusão  amorosa que me causou.

Isso tudo é tão dolorido tanto quanto é confuso, faz agente morrer aos poucos e continuar vivo…vivo pra aprender lições e eternizar decepções.

É aconteceu, mas nem foi de verdade

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Não  era um bom momento para  se começar uma relação. Foi algo ingênuo e imaturo, eu não sabia dos riscos  que envolvem  se lançar numa paixão, e creio que ele também não sabia.

Afinal  nem sabíamos quem éramos, não sabíamos se quer  lidar com a simples existência.E mesmo sem se conhecer, jurávamos tolamente conhecer um ao outro, o suficiente para dizer que era amor o que provavelmente não era nada além de desejo,carência ou mera paixão passageira.

Parecíamos aqueles  casais  que se casam cedo demais pensando que é fácil constituir família, e assim casávamos nossas loucas ideias  crendo que era demasiadamente fácil viver um absurdo romântico.

Não é  atoa que nem fomos tão longe na realidade, vivemos mais no imaginário, onde tudo era bem mais fácil. É aconteceu, mas nem foi de verdade!

Devaneios demais, foi o principio do nosso erro. Desejo demais foi a consumação perfeita de um equivoco.

Quisemos tanto um ao outro  que nos negamos nos entregar. Temíamos nos perder, e acabamos nos perdendo do que devia ser real.

Quisemos  tanto todas as partes boas do amor que até nos esquecemos de que somos imperfeitos, e é isso faz com que  amor seja um tanto quanto difícil  na maioria das  vezes.

Talvez se nos amassemos mesmo, nos perdoaríamos mais facilmente, e saberíamos nos encontrar quando nos perdesse um do outro.

Mas eu não sei que nome dar isto … quisemos os sorrisos e desprezamos as lágrimas, quisemos a verdade mas nos baseamos em mentiras, mentimos um para o outro. Mentimos quando dissemos que era amor, mentimos quando dissemos que seria para sempre. Mais não foi!

Por tanto, agora só nos resta concluir que eramos dois hipócritas, dois idiotas brincando de amar.

Mas como nem tudo é mau, creio que ambos guardamos a parte boa do erro, a lembrança benéfica ainda que ilusória.

Tolo romance, quase bonito, duas crianças em baixo de uma árvore que sonhavam serem adultos no topo de uma montanha.

 

 

Errando e Aprendendo

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Falamos tudo da boca pra fora.
Juras estupidas de amor, reflexo de uma paixão doentia.
Fizemos tudo sem pensar.
E agora carregamos o fardo pesado da inconsequência.

Falamos das outras pessoas, sem se quer nos conhecer.
Fizemos julgamentos precipitados, sem perder que isso nos puniria com o tempo.

Falamos de sonhos e medos.
Mas temíamos sonhar.
Fizemos planos , dos quais nunca nos predispomos a cumprir.

Falamos e não fizemos.
E quando fizemos algo, foi  oposto ao que havíamos dito.

O tempo não volta para que possamos evitar o erro, mas o tempo passa o tempo todo, sem parar, para que possamos aprender com os erros.