Sobre o espetáculo Anne – O Diário de Anne Frank no teatro FAAP

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460356_569No dia  16/11/17 (quinta-feira passada) a insólita que vos escreve não pode deixar de comparecer a única apresentação  em São Paulo de  Anne – O Diário de Anne Frank no teatro FAAP. E agora não posso deixar de registrar por aqui a importância deste espetáculo, pois considero demasiadamente necessário que as novas gerações tenham conhecimento da  célebre história de ‘Anne’, a menina judia que durante a Segunda Guerra Mundial, teve de  se esconder em um sótão juntamente com mais sete pessoas por dois anos, antes de ser levada para o campo de concentração de Berg-Belsem.

O espetáculo não foi nem um pouco sensacionalista, não enfatizou aqueles detalhes tão tristes do diário de Anne (como temos acesso no livro), não utilizou-se dos fatos tristes em torno dos registros da jovem para causar pena a plateia. Arrancou sim lágrimas de alguns (afinal de conta se trata um sofrimento causado pela estupidez e crueldade, e tudo por conta da intolerância e o antissemitismo).

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Com nuances de humor em certos momentos, o espetáculo enalteceu não as dores de Anne  embora essas também tenham sido mostradas na medida correta, mas o tempo todo o foco estava nos textos de seu diário que nos mostram o como amar a vida é importante, em toda e qualquer situação. 

E creio que seja unanime na opinião de quem já assistiu ao espetáculo, que  o mesmo tenha o poder de fazer com que amemos ainda mais a extraordinária visão de Anne a respeito da vida, e da raça humana. Pois apesar de tudo ao qual fora submetida Anne amou viver. 

Com duração de 75 minutos o espetáculo conseguiu  mostrar isso, e merece muito ser visto por muitas e muitas pessoas!  

Parabéns elenco e direção!

Elenco / Direção

Direção: Gilson Filho.

O elenco: Camila Deleigo, David Berestinas, Marina Salles, Paula Lucisano, Bruno Mariotti, Marília Marcucci e Shaul Borsari.

Participação Especial: Amilton Monteiro. Ator Convidado: Mazzarini Filho.


 Foi meu primeiro espetáculo no Teatro FAAP, e confesso que gostei muito, o lugar é lindo, tanto por dentro quanto por fora, vale muito apena a visita.  Conta com 500 lugares,  e fica na Rua Alagoas, 903 (Higienópolis). Aqui alguns registros que fiz por lá: 
Teatro – Centro atuante de cultura

Nos últimos cinco anos, passaram pelo palco do Teatro FAAP as personagens de Peter Handke, Maria Adelaide Amaral, Ionesco, Pirandello, Tckekhov, Antonio Ermírio de Moraes, Maria Clara Machado, Alfred Jarry, Margaret Edson, David Auburn, Marta Góes. Nomes famosos como o de Raul Cortez, Marília Pera (que recebeu diversos prêmios por sua atuação na peça “Mademoiselle Chanel”), Christiane Torloni, Irene Ravache, Cecil Thiré, Beatriz Segall, Adriane Galisteu, Débora Bloch, Ana Paula Arósio, Jonas Bloch, Paulo Autran (que atuou cinco vezes na FAAP, em temporadas diferentes).

Hoje, a Fundação Armando Alvares Penteado é referencia na educação e na cultura do país, e o seu teatro faz parte desta história.

FONTE: AQUI

 

 

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União feminina   x Mulheres odiosas

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Bom dia insólitos (as)!  

É com imenso desprazer que venho tratar de um desses assuntos chatos sobre ser mulher, e acredite desta vez não tem nada a ver com homens rsrs…

Mas tem  tudo a ver com nós, M U L H E R E S  !

Vou falar da quase extinta União Feminina  e o grande mar de ódio das  Invejosas / Mau amadas / Recalcadas  ou como dizem as funkeiras AS INIMIGAS !

Ontem me ocorreu uma situação bastante chata que demonstra bem que existem mulheres boas e mulheres más.

Estava na plataforma do metro, e usava um vestido um pouco aberto na parte de cima das costas, o que podia fazer com que sem querer deixasse meu sutiã á mostra.

Do meu lado havia uma mulher de uns trinta anos, alta, bonita, usando um vestido longo, e  que por alguma razão me olhava muito.  Até que de repente ela veio rindo até mim e disse ‘’ MOÇA SEU SUTIÃ ESTA APARECENDO, E PIOR ELE ABRIU! DEIXA EU ARRUMAR PRA VOCÊ!  ‘’

Eu agradeci, e ingenuamente permiti que ela arrumasse o que estava errado. Entrei no metro, e veio até mim uma moça (de uns vinte anos no máximo), de estatura mediana, gordinha, e também muito bonita e disse revoltada ( enquanto encarava a tal moça alta e “prestativa”  )  

 “ Moça seu sutiã está colocado errado e está totalmente para fora !

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Meu sutiã já havia dado o que falar, e acabou virando uma anedota sobre a miséria feminina, então vesti minha jaqueta e esperei até chegar ao trabalho para ver quem estava dizendo a verdade. E para minha surpresa a mulher mais jovem estava certa, a criatura de trinta e poucos tentará me ridicularizar, a troco de que não se sabe ao certo, mas pode ser que os motivos ultrapassem a compreensão humana. 

O tempo todo mulheres se digladiam para serem as mais bonitas, as mais isso ou aquilo, mesmo que para isso precisem humilhar ou sabotar umas as outras. E mesmo quem assim  como eu, não tem interesse nessa guerrinha ridícula, acaba por ser “vitima” dessas atitudes estupidas.  

Como se ser mulher na sociedade atual já não fosse difícil, ao invés de se unirem  essa massa de idiotas ainda querem brigar por um pouquinho de atenção. E daí eu pergunto, quer atenção pra que ? Pra enfatizar o corpo e enaltecer a própria cachola vazia?

Tenho medo da resposta .

Mas deixo aqui meus sinceros agradecimentos a garota que viu o que fora feito pela mulher mais velha. 

Obrigada, o mundo precisa de mais pessoas como você! Sobretudo mais mulheres que se indignem diante da patética guerra do sexo frágil emocional.

Expresso do Amanhã, distrações  e alguns  dos meus piores micos

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Antes de contar á vocês  o fato bizarro de hoje, vale lembrar que mergulho  em filmes, séries  e livros. Mas principalmente em filmes! Sou uma pessoa totalmente visual, tanto em relação  ao que diz respeito a aprendizado como para entretenimento. 

Dito isto, acredito que todas nós  mulheres,  concordamos que  o Chris Evans   tem uma dessas belezas únicas, capazes de  nos arrebatar para outra dimensão.

Ou talvez seja apenas eu com essa paixonite platônica  pelo loiro (duvido muito!), mas o caso é  que  hoje  estava assistindo EXPRESSO DO AMANHÃ, um filme que traz o galã  como protagonista, afim de ter ânimo  para enfrentar a segundona. Mas  ter começado a assistir  o filme estando dentro do metrô a caminho  do trabalho foi uma péssima escolha, uma vez que tentando não  surtar com a péssima  história  da humanidade ou o que resta dela em um expresso percorrendo  a terra toda congelada, eu acabei ficando presa dentro do metrô, literalmente!

Eu estava tão “presa” a um dos piores filmes que já  vi na vida, que  acabei ficando presa justamente  dentro de um trem (uma das piores ironias da minha vida nestes vinte e seis anos de existência!), onde não  havia nem ricos, nem pobres (Como no péssimo  longa do diretor Joon-Ho Bong) nada de Chris Evans, apenas eu sozinha enquanto o trem ia para  o que deveria ser as garagens dos trens, e eu finalmente deixava assim  EXPRESSO DO AMANHÃ de lado e me preocupava com a vida real. 

Eu via paredes  cinzas dos dois  lados das janelas, enquanto o trem ia rapidamente sabe se lá  para onde, até  que finalmente o metrô  parou, as luzes se apagaram e um pânico tomou conta de mim, minhas mãos e os pés  temiam feito  cara verde. Eu pensei em ligar para o meu namorado  ( que com certeza iria rir muito da situação) , mas a verdade é  que não  era se quer  capaz de  segurar  o celular. No momento eu não  pensei em pressionar  o botão  de emergência, não  pensei em gritar e pedir ajuda apenas tremia, andando de um lado para o outro no vagão  vazio. 

Fico imaginando o quanto a cena   não  deve ter causado  milhares de risos a quem me via  pelas câmeras.

O trem finalmente parou, as luzes, o relógio e a TV do trem se apagaram e fim do filme.

Eu morri .

E de repente um solavanco, tudo foi religado, o trem voltou a andar, logo estava  em uma estação  que desconhecia  qual era, e enquanto  muitas pessoas  tentavam  entrar  no trem eu tentava  sair. 

Finalmente descobri onde estava, estação  Palmeiras Barra Funda * linha vermelha do metrô. 

Estava viva outra vez.

PRINT DA TELA DO MEU CEL. (SIM EU NÃO TERMINEI DE ASSISTIR O FILME, NEM PRETENDO, ESTOU TRAUMATIZADA

A situação  me lembrou um caso  parecido em que estava na lotação, assistindo um episódio  de uma série  quando de repente  o motorista bateu  o dedo na tela do meu celular afim de me desperta para o mundo real.

Já havia chegado ao  terminal ( por sorte para onde pretendia exatamente ir )  pessoas aguardavam que eu saísse para entrar na lotação/ micro-ônibus. O motorista  me olhou furioso pois eu se quer  havia passado  o bilhete na catraca, estava ainda  nos bancos da frente pra  acabar de matar. E o que eu fiz? Agarrei  minha mochila e são correndo pela porta da frente… só  depois de recuperar o fôlego  e a sanidade me caiu a ficha de que havia saído sem pagar a passagem.

Presumo que este motorista deva me amar, e sou grata as Gilmore Girls pela desventura

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Apesar de engraçadas, situações como estas, podem resultar em algo perigoso (Por exemplo o fato de que estava começando a passar mau no metro hoje). Por tanto adeus Net Flix durante as viagens! 

Como diz meu pai assistir no celular usando fones, nos deixa cegos e surdos para o que esta a nossa volta, fica a dica!

O despertar dos sonhos ingênuos, meu regresso e o sentido da vida

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Olá! digo eu sem saber se alguém me escuta, e ouço de volta Olá!
Eis o eco da minha suposta voz ecoando no cyber espaço á milhas e milhas de algum lugar. Já nem sei se alguém por aqui aparece, no entanto regresso nesta noite quente de sábado, para me desculpar a esse inexistente alguém do outro lado.
Eu passei bastante tempo ausente, e muito se deu entre meu sumiço e esse retorno inesperado até para mim, que já havia até me esquecido a senha deste blog.
Sei que é demasiado estranho me espantar com minha própria volta, mas é que a muito não me via sentada na frente do notebook a discorrer as maluquices que me preenchem os dias/a vida.
Mas para que outro motivo este blog existe, se não para registrar insolitamente o quanto existir me é a cada dia uma aventura incoerente na qual busco encontrar sentido?
Ah sim o sentido da vida! Assunto inoportuno para sábados a essa hora, não?
Que pensamento enfadonho! Como posso ousar filosofar a vida a essa altura?
Me perdoe de novo meu caro ninguém do outro lado, mas estou adoecendo como costumam adoecer os saudáveis que ousam pensar demais. O mau que me acomete sucedeu numa série de situações que acabaram por tornar a vida inerente a uma busca por respostas, sejam elas quais forem.
Tudo começou num assombroso dia no trabalho, já era quase fim do expediente integral quando a voz do diabo se apossou de um colega, a quem compartilhava de igual ócio, e me fez esfregar as janelas dos olhos de dentro e me ver numa encruzilhada.
Ele disse ‘ Esse trabalho me parece bom, é sempre o mesmo! Venho cá de segunda a sexta, todos os dias o mesmo, depois daqui o curso e logo a cama. Posso passar cem anos assim sem nem notar, me sinto inútil é verdade, e sei que me julgam assim também, mas me dedico a ser útil com algo egoísta com os estudos entende? Lá está o futuro, aqui são só horas (perdidas, mas apenas 8 horas diárias!) ‘
Não respondi. Tive assombro ao notar que a mim sucedia o mesmo pensamento medíocre. O diabo vem e esfrega a nossa mediocridade no nariz, e ficamos gratos, que vida promissora e recheada de sentido não? Seria até saborosa se não fosse tão insossa e com requintes de existencia vã.
No dia seguinte me questionei sobre a faculdade…
Ah a faculdade!
Passado o primeiro semestre, tudo se tornará quase que insuportável, o clima era quente e a Universidade sem ar condicionado fazia com que todos derretessem, enquanto a aula dada em inglês começava a parecer de grego.
Não me apetece aprender grego e muito menos inglês! E por sorte percebi isso antes do segundo semestre findar. Não quero ser professora não quero nem mesmo ser o que sempre quis (ser redatora).
Mudei absolutamente de ideia, passei a procurar um novo trabalho, ironicamente encontrei um igualmente chato, era numa financeira, fui até a segunda etapa do processo seletivo ficaram de me ligar, pedi as contas do trabalho onde estava a quase um ano. E nunca, nunca me ligaram.
Antes era medíocre com o trabalho e faculdade e então larguei ambos, e não avancei um passo na oportunidade de crescimento pessoal.
Mas em um dia chuvoso recebi uma ligação de um diretor de cinema quase esquecido da sétima arte brasileira)… não sabia de quem se tratava quando recebi a ligação mais fui mesmo assim conhece-lo, conversamos algumas horas, me contratou, me demitir dois dias depois por razões que prefiro não mencionar. Me re-contratou para uma atividade a qual dependia de um certo envolvimento com arte e escrita … o tempo passou (não muito tempo, mas a mim pareceu demasiado). Acabei sendo contratada por uma editora (a maior da América Latina, conhecida por manipular as pessoas * não só com papel poluído de conteúdo alienado mas também associada a certa emissora de tv de igual objetivo na manipulador).
VEJAM SÓ, DESISTI DE SER REDATORA, ME DESPRENDI DA IDEIA DE FAZER PARTE DE UMA EDITORA, RISQUEI DE VEZ A ALTERNATIVA DE UM DIA SER JORNALISTA E PARA ONDE A VIDA ME LANÇA (OU EU ASSUMINDO MINHA CULPA – VOU DE PASSOS APRESSADOS? IRONIA NÃO? )
Sim, eu estive no inferno das revistas de fofoca e as manchetes de política hora esquerdista hora de direita, um liquidificador de anúncios com objetivo de lhe comprar a alma …
Volto então a estaca zero… ou devo dizer que dessa vez talvez tendo avançado um pouco no crescimento pessoal, afinal de contas, mundos que imaginei ingenuamente serem interessantes eram na verdade fabricas de ilusões temperadas com desesperada ambição por nada menos que dinheiro.
Antes ainda fosse como o colega medíocre de trabalho a quem dependia da ideia de uma profissional para ser útil. Agora me via a questionar… sempre quis coisas que tive de uma hora pra outra, e as lancei a sorte, para azar de quem encontre um desses futuros fingidos de promissores.
Mas não para por aí, ainda insistente a vida (ou seja lá o que for) a me convencer a voltar a mesmice, me surgi a oferta de uma bolsa de estudos, e eu quase afundo por completo deixando que tudo voltasse a ser como naquela tarde de fim de expediente.
O que quero dizer é que, se um dia alguém ler isso, que me leia, e por favor se esforce a me compreender, não sou dessas moças de vinte poucos anos que quer uma profissão, um noivo, um marido ou qualquer um desses aparentes sentidos óbvios.
Quero tão somente, nunca, nunca me contentar com o obvio. Pois a mim não existe melhor sentido na existência do que SER antes de possuir, seja um bom cargo numa grande empresa, um perfil invejável no LinkedIn, uma porcaria de diploma aos quais as universidades hoje em dia dão a qualquer um que tenha frequência as aulas…
Nada de anel na mão esquerda para ostentar o vínculo com outro ser humano de igual necessidade que foge ao amor, nada de uma poupança com dinheiro suficiente para uma casa na rua principal como temia Joe Ramone.
Me deixem com a pura arte, aquela que vem de dentro e transcende a necessidade de que meu bolso tenha valor suficiente para que seja vista como alguém.
A vida esta cheia de ambiciosos, a internet idem, inundada no mais do mesmo. TodAs maquiadas, todOs tentando parecer engraçados (youtubers o mau do século!), o reflexo da decadência humana… Morreu Zygmunt Bauman ( me entristeceu, sua existência me aliviava o pesar de ver o declínio da raça humana), matei meus sonhos pois descobri que eram estúpidos, arrumei um ou outro emprego para descobrir de uma vez por todas que não preciso tanto deles quanto julgava precisar, houve a aparição de um ex psicopata e eu ignorei por completo (presumo que seja como se deva agir diante de um real Hannibal), me irrito a cada dia mais com o que vejo nas revistas/jornais/tv/internet … estou a ler O Homem Duplicado , e me irrita ver o nome de Tertuliano sendo repetido cinco vezes em cada página, mas Saramago é uma companhia que me preenche as horas com questionamentos diversos daqueles em que pensamos ser o próprio diabo a nos perturbar a vida… E agora estou aprendendo a lidar com os comentários alheios sem que isso me faça largar o emprego (faculdade já não faço parte de uma a que possa largar) mas creio que me compreendeu (ao menos em parte).
Mas me faltava, o ar e o clima seco tem me feito sentir tontura, fui diagnosticada com bronquite, e uso o tempo na inalação para encontrar maneiras de nunca cair no vão da mesmice que separa a existência do EXISTIR (se é que me entende!)
Mas está tudo bem, eu vou sobreviver, vou voltar ao Eu Insólito e como sempre fazer jus ao seu propósito.

Sobre meu sumiço, meu sono e meu diário …

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Devo começar pedindo desculpas pela minha ausência virtual, sim sinto demasiada falta de visitar e comentar meus blogs favoritos ( ou seja os blogs de vocês ) … saudades de responder vocês ( pessoas incríveis que me mandam e-mails) !

Meu sumiço se deve a muitos fatores, mas principalmente ao meu   novo trabalho, o que está me levando a ter uma nova rotina ( ACORDANDO  DE MADRUGADA ) >> o que me leva a meu sono excessivo.  E todo tempo que me resta tenho usado para dormir rsrs.

Mas devo dizer que as coisas estão ótimas nessa minha vida insólita, aprendi muitas coisas que quero compartilhar por aqui (  lições espirituais, experiencias insólitas do meu novo dia-a-dia … )  

A preguiça O cansaço é  tanto que nem tenho atualizado  meu diário ( que é  mais ou menos o que vem parar aqui ) , rsrs não que eu tenha de fato um diário , mas com meu serio problema de esquecer o essencial , tenho registrado em um caderno episódios marcantes, lições vividas …

E quero muito compartilhar isso tudo por aqui.

Tenham paciência comigo, sou uma jovem mulher em processo de mudança ( atualmente ruiva,cansada e estudando para o vestibular de uma faculdade punk!) 

Com carinho  a meus quase 400 insólitos (as)

ass :  A  Jaque  Bastos

Lua

largeTem coisas que nem ouso contar,ninguém acreditaria mesmo…
Mas eu gosto de lembrar, como foi quando a lua despencou sobre meu telhado.
Ainda me lembro do som das telhas se quebrando,e do brilho que a lua tinha …

Naquela noite não precisei olhar da janela para o céu,tinha o que admirava bem ali do meu lado.
As pessoas duvidam do amor e passam a vida olhando pro céu da janela, mas eu tive a lua só pra mim ,e mesmo que não acreditem nas minhas palavras perguntem a lua.
O amor despenca do céu quando menos se espera .

Tempo de despertar

fdfjdlfSe lembra qual foi a primeira vez que mentiu   ?

Bem , eu não me lembro , mas deve ter acontecido cedo , logo na infância.

Está inerente a nós , somos humanos e mentimos.

Muitas vezes mentimos por medo de dizer a verdade ( aos outros e a nós mesmos) , mentimos para obter vantagem sobre alguém, para fingir , e claro a quem minta por mera diversão. Até nossos sentimentos mentem e nos enganam,

Há mentiras das quais nos arrependemos amargamente e outras das quais nem se quer nos lembramos de termos dito.

Não sei qual foi a primeira vez que mentiram pra mim , mas me lembro de certas mentiras que tive como verdade por um logo tempo. Descobrir a verdade , foi libertador ,mas isso não diminuiu o fato de que doeu haver sido enganada.

Todos os ‘ eu te amo ‘ sem sentido que ouvi ( que provavelmente foram ditos porque tiveram prazer em me enganar de algum modo ), todas as falsas amizades cheias de promessas que não passavam de fantasias … todos lugares que estive , a avenida onde fui atropelada , o lugar escuro naquele terminal , o parque no jardim de infância , minha biblioteca favorita … me lembro de lugares bons e lugares ruins , mas eu gosto de lugares , eles não mentem , porque não podem dizer nada , no entanto eu ouço a mim mesma quando estou neles e tenho o poder de mudar o que significam pra mim. Acho que é a parte onde minto para mim mesma , ou talvez seja apenas o tempo de despertar .

Eu deveria saber, as piores mentiras são as que parecem verdade.

E as melhores verdades são as que nos fazem compreender as mentiras.