Destacando o valor e importância das boas amizades e mencionando a falsidade

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Sabe aquela tão famosa frase ‘ AMIGOS  SÃO A FAMÍLIA QUE ESCOLHEMOS TER ‘ ? 

POIS É, eu sou dessas pessoas ingenuas e demasiadamente afetuosas que a leva a serio! 

Mas diferente do que costumo pensar,  nem todo mundo,  a maioria na verdade não é assim. A Jessica (a naja) com certeza não pensa assim. 
Nos conhecemos a cerca de cinco anos atras, certa vez deixei um livro que estava lendo sobre uma mesa no trabalho, ela perguntou a quem pertencia e eu respondi, ela havia lido o tal livro, e então começamos a conversar.

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Trocamos filmes, livros, series, e mais tarde cartas, sim CARTAS. Pois eramos de departamentos e andares diferentes no prédio onde trabalhávamos, e devido o fato de que gostamos de escrever/e ler, e  mau nos víamos,  passamos a escrever duas ou até três vezes por semana. Nas cartas falamos muito sobre  cinema e livros, mas também sobre sonhos, objetivos pessoais, e  claro sobre homens.  O tempo passou, e mais tarde tivemos a oportunidade de trabalharmos juntas novamente, mas ela havia mudado muito ( por conta de uma dessas religiões que parecem ceitas que proíbem  as pessoas de comemorar natal/aniversário, e te dizem para ficar longe de quem não acredita no mesmo!). E me lembro que uma vez divergimos muito acerca da importância de doação de sangue, pois ela passou abominar a pratica que salva vidas.

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Não demorou muito para que nos afastássemos novamente, dois anos depois, este ano para ser mais exata, eu a reencontrei numa conta antiga no facebook, e cometi o erro de reabrir as portas da minha vida para ela. Nos reencontramos, foi quando tiramos a foto acima ( eu achei que nossa amizade voltaria a ser tal como  fora no início), me lembro que na ocasião até a convidei para mais tarde ir ver uma das minhas bandas favoritas tocar. Mas claro, a religião  dela não permitia, então ela  inventou um compromisso   com sua vizinha. Era notável que me evitava,mas mesmo assim me convidou para uma viagem, eu sendo ingenua outra vez como de costume, até me empolguei com a ideia, de tal maneira que fiz até um scrapbook especial para registrarmos tal momento (e o entreguei a ela), e o que ela fez, bom ela fez a tal viagem com uma pessoa da mesma religião… Ela armou um desses planinhos astutos e sujos para me magoar, e devo admitir funcionou bem! Parabéns Jessica! Por trás de uma cara espinhosa de sonsa nerd, você esconde  cobra bem traiçoeira! Dessas que brincam e magoam as pessoas por prazer / algum tipo estranho de orgulho, ou é tudo mera crueldade! (de pensar que doar sangue é abominável não é mesmo?) Experimente um dia ser  amiga de verdade  alguém (mas antes seja verdadeira consigo mesma, e pare de stalkear minha vida!), se possivel deixe de  usar as mentes já  manipuladas da sua ceita para fingir ter amigas!

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Dizem que quando uma situação ruim se repete em nossas vidas é porque ainda não aprendemos a lição que a vida tentará nos passar. Deve ser por isso que outra vez conheço uma garota naja que fingi ser minha amiga, para por alguma razão estranha invejar meus sonhos/ me copiar  e no fim fazer algo que tenha por clara intenção me magoar.

Eu busco viver a vida com uma intensidade extravagante, e como tudo que  é  demais, cometo o grande equivoco de confiar demais, de ser amiga por inteiro, daquelas que abre os segredos, desabafa e confia os planos.

Que tolinha!

Como uma dessas menininhas da pré escola!

Tudo bem que a pobre Jessica não passa de uma invejosa, mas por que sempre acabo por cometer tal erro?

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Alguém sábio me disse que essa é uma situação que se repete não por um  defeito meu, mas sim pelo contrário. Uma qualidade que insisti em permanecer mesmo numa sociedade onde infelizmente a maioria das ”amizades” entre mulheres são baseadas na inveja.

Não ajuda muito ouvir isso, mas se quer saber Fernando Pessoa escreveu Um amigo íntimo é um dos meus ideais, um dos meus sonhos quotidianos, embora esteja certo de que nunca chegarei a ter um verdadeiro amigo íntimo.

Não quero com isso concluir que não tenho amigos,  possuo poucos é verdade (e a cada dia celebro mais te-los em minha vida, pois sei o qual raros são, e de qual  incalculável importância ocupam parte da minha história, dividindo comigo o tempo aqui), mas sim destacar que infelizmente no fim das contas precisamos sobre tudo sermos os melhores amigos de nós mesmos, INTEIROS, capazes de não ousar mergulhos em pessoas rasas, ou simplesmente compreender que as pessoas só dão o que possuem/o que querem dar.  Oferecer uma amizade sincera deveria ser fácil, mas num mundo onde mau as pessoas são sinceras consigo mesmas, como oferecer sinceridade, lealdade e amor as outras?

E por essa razão, após outra dessas ”traições”  eu não quero mais   ter um amigo  íntimo, justamente porque sei que nunca chegarei a encontra-lo, por mais que julgue merece-lo. 

Quero tão somente seguir o conselho de outro grande poeta ‘Como as plantas, a amizade não deve ser muito nem pouco regada.’ Vou achar um equilíbrio, ou pelo menos tentar, pois se a pessoa for verdadeira, compreendera minhas razões, e será minha amiga apesar disso ou daquilo, se for uma naja, não terei desperdiçado horas a fio e muitas folhas a lhe escrever cartas. 

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O despertar dos sonhos ingênuos, meu regresso e o sentido da vida

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Olá! digo eu sem saber se alguém me escuta, e ouço de volta Olá!
Eis o eco da minha suposta voz ecoando no cyber espaço á milhas e milhas de algum lugar. Já nem sei se alguém por aqui aparece, no entanto regresso nesta noite quente de sábado, para me desculpar a esse inexistente alguém do outro lado.
Eu passei bastante tempo ausente, e muito se deu entre meu sumiço e esse retorno inesperado até para mim, que já havia até me esquecido a senha deste blog.
Sei que é demasiado estranho me espantar com minha própria volta, mas é que a muito não me via sentada na frente do notebook a discorrer as maluquices que me preenchem os dias/a vida.
Mas para que outro motivo este blog existe, se não para registrar insolitamente o quanto existir me é a cada dia uma aventura incoerente na qual busco encontrar sentido?
Ah sim o sentido da vida! Assunto inoportuno para sábados a essa hora, não?
Que pensamento enfadonho! Como posso ousar filosofar a vida a essa altura?
Me perdoe de novo meu caro ninguém do outro lado, mas estou adoecendo como costumam adoecer os saudáveis que ousam pensar demais. O mau que me acomete sucedeu numa série de situações que acabaram por tornar a vida inerente a uma busca por respostas, sejam elas quais forem.
Tudo começou num assombroso dia no trabalho, já era quase fim do expediente integral quando a voz do diabo se apossou de um colega, a quem compartilhava de igual ócio, e me fez esfregar as janelas dos olhos de dentro e me ver numa encruzilhada.
Ele disse ‘ Esse trabalho me parece bom, é sempre o mesmo! Venho cá de segunda a sexta, todos os dias o mesmo, depois daqui o curso e logo a cama. Posso passar cem anos assim sem nem notar, me sinto inútil é verdade, e sei que me julgam assim também, mas me dedico a ser útil com algo egoísta com os estudos entende? Lá está o futuro, aqui são só horas (perdidas, mas apenas 8 horas diárias!) ‘
Não respondi. Tive assombro ao notar que a mim sucedia o mesmo pensamento medíocre. O diabo vem e esfrega a nossa mediocridade no nariz, e ficamos gratos, que vida promissora e recheada de sentido não? Seria até saborosa se não fosse tão insossa e com requintes de existencia vã.
No dia seguinte me questionei sobre a faculdade…
Ah a faculdade!
Passado o primeiro semestre, tudo se tornará quase que insuportável, o clima era quente e a Universidade sem ar condicionado fazia com que todos derretessem, enquanto a aula dada em inglês começava a parecer de grego.
Não me apetece aprender grego e muito menos inglês! E por sorte percebi isso antes do segundo semestre findar. Não quero ser professora não quero nem mesmo ser o que sempre quis (ser redatora).
Mudei absolutamente de ideia, passei a procurar um novo trabalho, ironicamente encontrei um igualmente chato, era numa financeira, fui até a segunda etapa do processo seletivo ficaram de me ligar, pedi as contas do trabalho onde estava a quase um ano. E nunca, nunca me ligaram.
Antes era medíocre com o trabalho e faculdade e então larguei ambos, e não avancei um passo na oportunidade de crescimento pessoal.
Mas em um dia chuvoso recebi uma ligação de um diretor de cinema quase esquecido da sétima arte brasileira)… não sabia de quem se tratava quando recebi a ligação mais fui mesmo assim conhece-lo, conversamos algumas horas, me contratou, me demitir dois dias depois por razões que prefiro não mencionar. Me re-contratou para uma atividade a qual dependia de um certo envolvimento com arte e escrita … o tempo passou (não muito tempo, mas a mim pareceu demasiado). Acabei sendo contratada por uma editora (a maior da América Latina, conhecida por manipular as pessoas * não só com papel poluído de conteúdo alienado mas também associada a certa emissora de tv de igual objetivo na manipulador).
VEJAM SÓ, DESISTI DE SER REDATORA, ME DESPRENDI DA IDEIA DE FAZER PARTE DE UMA EDITORA, RISQUEI DE VEZ A ALTERNATIVA DE UM DIA SER JORNALISTA E PARA ONDE A VIDA ME LANÇA (OU EU ASSUMINDO MINHA CULPA – VOU DE PASSOS APRESSADOS? IRONIA NÃO? )
Sim, eu estive no inferno das revistas de fofoca e as manchetes de política hora esquerdista hora de direita, um liquidificador de anúncios com objetivo de lhe comprar a alma …
Volto então a estaca zero… ou devo dizer que dessa vez talvez tendo avançado um pouco no crescimento pessoal, afinal de contas, mundos que imaginei ingenuamente serem interessantes eram na verdade fabricas de ilusões temperadas com desesperada ambição por nada menos que dinheiro.
Antes ainda fosse como o colega medíocre de trabalho a quem dependia da ideia de uma profissional para ser útil. Agora me via a questionar… sempre quis coisas que tive de uma hora pra outra, e as lancei a sorte, para azar de quem encontre um desses futuros fingidos de promissores.
Mas não para por aí, ainda insistente a vida (ou seja lá o que for) a me convencer a voltar a mesmice, me surgi a oferta de uma bolsa de estudos, e eu quase afundo por completo deixando que tudo voltasse a ser como naquela tarde de fim de expediente.
O que quero dizer é que, se um dia alguém ler isso, que me leia, e por favor se esforce a me compreender, não sou dessas moças de vinte poucos anos que quer uma profissão, um noivo, um marido ou qualquer um desses aparentes sentidos óbvios.
Quero tão somente, nunca, nunca me contentar com o obvio. Pois a mim não existe melhor sentido na existência do que SER antes de possuir, seja um bom cargo numa grande empresa, um perfil invejável no LinkedIn, uma porcaria de diploma aos quais as universidades hoje em dia dão a qualquer um que tenha frequência as aulas…
Nada de anel na mão esquerda para ostentar o vínculo com outro ser humano de igual necessidade que foge ao amor, nada de uma poupança com dinheiro suficiente para uma casa na rua principal como temia Joe Ramone.
Me deixem com a pura arte, aquela que vem de dentro e transcende a necessidade de que meu bolso tenha valor suficiente para que seja vista como alguém.
A vida esta cheia de ambiciosos, a internet idem, inundada no mais do mesmo. TodAs maquiadas, todOs tentando parecer engraçados (youtubers o mau do século!), o reflexo da decadência humana… Morreu Zygmunt Bauman ( me entristeceu, sua existência me aliviava o pesar de ver o declínio da raça humana), matei meus sonhos pois descobri que eram estúpidos, arrumei um ou outro emprego para descobrir de uma vez por todas que não preciso tanto deles quanto julgava precisar, houve a aparição de um ex psicopata e eu ignorei por completo (presumo que seja como se deva agir diante de um real Hannibal), me irrito a cada dia mais com o que vejo nas revistas/jornais/tv/internet … estou a ler O Homem Duplicado , e me irrita ver o nome de Tertuliano sendo repetido cinco vezes em cada página, mas Saramago é uma companhia que me preenche as horas com questionamentos diversos daqueles em que pensamos ser o próprio diabo a nos perturbar a vida… E agora estou aprendendo a lidar com os comentários alheios sem que isso me faça largar o emprego (faculdade já não faço parte de uma a que possa largar) mas creio que me compreendeu (ao menos em parte).
Mas me faltava, o ar e o clima seco tem me feito sentir tontura, fui diagnosticada com bronquite, e uso o tempo na inalação para encontrar maneiras de nunca cair no vão da mesmice que separa a existência do EXISTIR (se é que me entende!)
Mas está tudo bem, eu vou sobreviver, vou voltar ao Eu Insólito e como sempre fazer jus ao seu propósito.

A apelação mais do que sensacionalista do Netflix : Thirteen Reasons Why

A série sensação do momento  Thirteen Reasons Why é uma adaptação do  livro de mesmo titulo, que  fora publicado  em 2007, cujo autor é  Jay Asher.

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Nunca li o livro ( não perderia meu tempo! ), já perdi tempo demais assistindo a série. Mas faço questão de registrar aqui minha enorme repulsa pela mesma! 

Não vou me estender aqui sobre o blá blá que a sinopse dessa série apresenta, pois acredito que a maioria já tenha visto o bastante sobre, ou talvez assistido ao menos um episódio, mas é importante que este  post seja lido, pois essa série pode sim ser prejudicial …

Eis aqui meus 13 motivos para acha-la tão inútil  (okay na verdade apenas resumi meus mais de 13 motivos em três razões serias de porque detestei a série)! Mas antes, atenção nas palavras em vermelho :

O tema bullying é  sim um tema sério, merece sim ser abordado e tratado, abuso físico e psicológico pode sim causar depressão, e depressão pode  realmente levar ao suicídio.  Mas o que a  produção da Netflix fez foi apelar para o tema, fazendo com que se acreditasse que esta é uma série  para o publico adolescente, por abordar um tema infelizmente tão comum na fase escolar. 

Porém, na verdade essa série é adulta ( aborda violência, estrupo … morte!) ! Mas é claro que a Netflix precisa agradar a maioria dos seus espectadores, ou seja os jovens, e as garotinhas fãs de Selena Gomes (produtora da  série)! Por isso a série traz rostinhos bonitos e um estilo bem clichê adolescente,  onde a novata se apaixona pelo vampiro, ops! quer dizer pelo cara mala jogador do time da escola (que obviamente só quer transar com toda e qualquer garota, o que significa que logicamente a quer também *caso não esteja claro!)

A porcaria da série não irá apresentar soluções para os adolescentes que sofrem algum tipo de abuso, ela não oferece opções, não diz ” Fale com um adulto, ele pode ajudar! ” , pelo contrário ela diz ” É provável que seu conselheiro diga Siga em frente depois que você falar com ele sobre seu abuso, então nem conte a ele, seja rápida corte os pulsos!  O que você tem a perder amigos falsos, abusos ? Sua merda de vida? Vamos exaltar a morte, pois ela meninos (as)  é a única solução ! ”

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Motivo de inutilidade número 1 :   LANÇAR A CULPA SOBRE OS OUTROS

Como devem saber   a série  se inicia com Clay Jensen encontrando as fitas de Hanna Baker, onde a mesma irá contar a todos nós porque resolveu partir. Hanna faz isso de maneira bastante organizada, numera as fitas de 1 a 13, coloca Tony Padilla para ser uma espécie de guardião das mesmas, para se certificar de que todos saibam o que fizeram a ela ! 

Devem todos pagar?! Devem todos sofrer ?! Devem todos cortar os pulsos como ela ( e Alex) fizeram ?

Por que Hanna deixa as fitas ?

Sua preocupação não são seus pais, sua melhor amiga que se mudou de cidade ou qualquer outra pessoa, Hanna quer se eximir da culpa, quer  apontar o erro, ou falha de cada um para com ela, ela não se vê como culpada por ter feito escolhas ruins, ela apenas diz ” você falhou comigo, e é por sua CULPA que eu enfiei a navalha nos pulsos! ”

 Hanna é uma personagem jovem , e jovens costumam serem assim, impulsivos, péssimos em fazer escolhas,  suscetíveis a depressão quando tudo esta difícil, certo? 

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No momento em que se nota que a personagem da aos outros o poder de seu bem estar, parece justo que ela culpe os outros pela maneira como  é tratada. 

Mas quando ela pode fazer algo por si mesma o que ela faz? Ela desiste!  Ela entra numa banheira e corta os pulsos, e que se dane pai e mãe, o Clay,  e até mesmo sua melhor amiga  que se mudou, que se dane a vida !  

Muitos podem discordar de mim, mas eu não creio que a personagem pareça uma pessoa com depressão, ao longo da série vemos que Hanna  tem facilidade em fazer amigos,  é bonita, tem um emprego, chama a atenção dos garotos, inclusive de Clay que se apaixona realmente por ela.

Mas o que  sai errado?  Tudo começa com seu interesse por Justin Foley, e o que seria seu primeiro beijo acaba por se tornar  o inicio dos abusos que viria a sofrer. 

E então nos enquanto assistimos também culpamos Justin Folley por ser um abusador nojento, culpamos Jess/Jessica Davis por ser uma péssima amiga, Alex Standall pela lista quente, Zach Dempsey e  todos os demais por suas horríveis falhas. E somos levados a não culpar Hanna (pobre Hanna uma inocente suicida)! 

E então  acontece o estrupo da Jess ( o qual Hanna assiste, sem fazer nada é claro !), e depois acontece o estrupo com a própria e já fragilizada Hanna , o que torna a personagem ainda mais vitimizada, e  dessa vez por um motivo mais devastador.

As treze fitas, os treze motivos de Hanna, são sobre as atitudes de outras pessoas, logo para ela a culpa é do outro e somente do outro. Hanna vai mergulhando pouco a pouco na depressão, porque entrega o controle de sua vida aos seus abusadores, logo já não é mais tão fácil fazer amigos, nem mesmo o conselheiro da escola a ajuda, e então a solução parece  obvia ” se mate!

Para mim é inútil uma série que mostre ao jovem o que pode leva-lo ao suicídio, infelizmente é comum jovens  terem pensamentos suicidas hoje em dia, eles sabem muito bem o que os levam a te-los. Eles podem até se identificar com Hanna, e eu temo que se identifiquem com uma personagem tão fraca, tão pouco dona de si e de suas ações.  Vivemos sim , numa sociedade cheia de abusadores, ocorre abuso de crianças e jovens nos lares, nas escolhas, no trabalho, mas eles precisam aprender a lidar com isso evitando ao máximo se colocarem em risco, e a sempre buscarem ajuda, e compreender que  o ato de dor ao qual foram submetidos é sim culpa do outro, porém será somente culpa deles ( somente deles ) darem cabo da própria vida, se nem se quer tentarem realmente lutar pela vida.

Há quem diga que Hanna queria deixar uma lição através das fitas, mais  como a maioria de seus abusadores se sentiram perante elas?

  • Pouco culpados (ironicamente já que Hanna quis o tempo todo deixar claro a culpa e participação de cada um deles em sua decisão pelo suicídio!) , seguem com suas vidas, suas festas e jogos de basket, e o que vemos apenas é o mártir pelo medo de serem descobertos! Hanna deixa o Clay com o coração  tragicamente partido, colabora para o suicídio de Alex, arrasa seus pais  para sempre (que nem se quer tiveram a chance de ajuda-la!) 

Motivo de inutilidade número 2  :   Romancear o suicídio

Já temos músicas, filmes e outras séries que se apoiam sobre a depressão (ou que levam a agravar a  depressão), queremos nos divertir um pouco  através do Netflix, mas se for para assistir algo  que aborde assuntos sérios como abusos e suicídio, que isso por favor não  seja romanceado!  Porque o drama real   da depressão/abusos/suicídio não pode ser mensurado por uma série tão ridícula, que coloca foco nos pontos errados, e leva o adolescente suicida a parecer apenas alguém sem nenhuma escolha.

                                        Motivo de inutilidade número 3  :   Personagens Estereotipados

Não bastasse toda a apelação  em torno do tema ( que sempre causa na mídia e internet ), a série precisou realmente apelar para os esterótipos dos filmes  americanos sobre os adolescentes. Eu poderia falar aqui  sobre o qual inútil é a construção medíocre de cada personagem vazio, mas acho que qualquer um que tenha o minimo de percepção notou isso!

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Lição da série : Morrer parece ser  bem mais fácil do que evitar ser idiota, ou evitar  idiotas!

A série não nos mostra  que através da tortura que Hanna tentou provocar em seus abusadores com as fitas, eles tenham realmente aprendido algo, ou  deixado  de serem cruéis nos pontos em que a fizeram sofrer. Os personagens apenas seguem com suas vidas, deixando claro aos que sofrem os abusos  na vida real, que  se matar não levará ninguém a mudar, e que seu sofrimento mesmo que explicado através de um bilhete ou gravação é inútil, porque  tudo  permanece o mesmo ou pior …porque existem muitas outras vitimas para fazerem o papel de Hanna. 

Os personagens não sofrem , eles  apenas temem serem descobertos, Alex que se  sensibiliza demais com tudo se mata ( por culpa? ) …  ou para que tenha mais temporadas?  ( Pois quem sabe na Segunda Temporada alguém além de Clay e os pais de Hanna se sensibilizem realmente com a alguns dos  temas tão explorados) . 

A série não ajuda a tratar o bullyng ou o abuso ( seja ele físico ou emocional) , a série é ridícula, exalta a dor, a depressão e morte/suicídio  da personagem… nos leva no máximo a pensar que  já fomos ( ou somos ) vitimas , ou ”abusadores” de alguma maneira.
Não ensina os jovens a lidarem o tema, a pedirem ajuda,  ou mesmo a não serem os causadores de tanta dor para com seus conhecidos.

A série só diz  da maneira mais romanceada possível ” Hanna se matou ”. 

 

 

Desengano

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Pensei que era mesmo ele
O ser a me libertar de estar exilada em mim
Não pensava haver outro abaixo daquela pele
Mas não foi assim

Fui consumida por minha própria ingenuidade
Enganada por meu próprio coração
Arrebatada de amor foi minha sanidade
E pelo crer cegamente recebi minha punição

Sofri o castigo da descoberta
E por minhas próprias lágrimas fui liberta
Ainda presa mim, mas livre dele

Há um exilio do qual nunca se pode fugir
Mas de enganos sempre poderemos partir
Novamente pertenço a mim, e não a ele

Jaqueline Bastos

Um filho de Deus

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Por onde quer que eu fosse sempre via pelo caminho um menino, desses que você se desvia porque considera ser só mais um menino de rua

E todo menino me parecia sempre o mesmo, sem brilho no olhar, sem calçados nos pés

Mas certa vez um deles me roubou a atenção, pois de uma maneira apaixonada fitava a lua

Ou talvez ele olhasse para cima buscando uma resposta, algo que pudesse lhe explicar o porque de sua vida revés

E temi que a lua lhe dissesse que estava fadado a não ter o mesmo direito que os outros

Que seria sempre assim

Uma vida de frio, fome, admirando o céu sobre escombros

Era só um menino, e como todo menino apenas gostaria que a vida lhe dissesse sim

Ao menos uma vez

Ele tinha esse direito

Porque todos temos de desfrutar da vivez

Por isso sei que ele queria ser mais que um qualquer, chamado garoto de rua

Queria receber da sociedade ao menos respeito

E a certeza de também ser um filho de Deus ao contemplar a lua

 

Jaqueline Bastos

Minha participação na Edição ANTOLOGIA POÉTICA SARAU BRASIL 2016

Cheguei  da faculdade há algumas horas, e tive a ótima notícia de que minha tão esperada correspondência  finalmente chegou!!!

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Se trata dos livros da  Edição ANTOLOGIA POÉTICA  do Sarau Brasil 2016, que reúne através de um Concurso Nacional  poesias de  novos poetas.

Esse ano entre as poesias  selecionadas está (na página 225) meu soneto :

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Soneto didático para Leonardo

Os teus olhos cansados diziam coisas que não pude ouvir
Me distraia com seus lábios perfeitos olhando pra mim
Sentia tua alma me tocar e o amor intervir
Sem pé nem cabeça, começou assim

Te juro que menti que não era amor
Era tão confuso que me roubou o direito de mentir
Mas já estava tão inteiramente roubada, que consenti ao rumor
E disse, seja lá o que disse só pra não discutir

É que eu te quis pra valer
Como tem gente que quer só porque o outro quis equivaler
Mais foi bonito, foi amor correspondido

Foi meio apocalíptico
Mas se virasse um livro, ia ser didático
Sobre um tipo de sentimento meio subentendido


Muito feliz de fazer parte de mais uma seleção de poesias que rendeu publicação! 

Não imaginei que seria esta minha poesia selecionada, uma vez que assim como os demais candidatos enviei duas …

Este soneto em especial é o registro de um romance vorazmente vivido/sentido/sofrido e superado, que fora capaz de me trazer grandes aprendizados, por tanto é de extremo valor que tenha ido parar num livro.

Fica ai O Soneto De Didático Para Leonardo em estima a todo aprendizado gerado através da minha tentativa de compreender tal paixão …

Caro Leo, paixão é só paixão.

Isso significa tudo, pode não ser nada …

Importa  é que vivemos…

Aprendemos …

Supondo estar nos amando …

Quatro olhos

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Pra variar irei iniciar o post justificando minha ausência, mas acredite as últimas semanas foram realmente muito complicadas … 

Fui acometida por tonturas, fortes dores de cabeça,  e recebi uma enxurrada de pressão psicológica, além é claro das obrigações no trabalho e as tarefas da faculdade que foram se acumulando, e tornando tudo ainda mais complicado!

Fui a alguns médicos, fiz exames e mais exames, e a boa noticia que foi dada é de que dessa vez ( pela primeira vez! ) meu sangue não deu nem se quer indícios de anemia \o/ !

No entanto, recebi a desagradável noticia que ando com a glicemia muito baixa, o que justifica parte dos meus sintomas. 

Os médicos descartaram a terrível hipótese de diabete ou mesmo labirintite, mas como já falei antes por aqui, temi que pudesse se tratar de alguma sequela do meu TCE …

Mas havia outros sintomas ( como olhos secos, vista cansada e  consequentemente  grande dificuldade para ler * O que me prejudicou bastante no trabalho e nas tarefas online da faculdade, além de me distanciar daqui! ) … tais sintomas me levaram a acatar as ordens médicas e ir ao oftalmologista, o qual constatou  minha miopia  seguida de astigmatismo !

De todos os males, o menor, vou ser uma garota  que usa óculos daqui para frente! 

Mas daí se iniciou uma crise profunda chamada ” POR QUE EU? EU ODEIO ÓCULOS!

Mas como os problemas de visão não escolhem as pessoas com o rostinho perfeito para a combinação de lentes e armação, filha de mãe e pai que usam óculos chegou minha vez de ser uma quatro olhos.

Eu temi tanto esse ”QUATRO OLHOS! ” que mesmo tendo meio grau de miopia em cada olho, abandonei meu óculos feito na segunda série no inicio da terceira, o que resultou ( como disse o oftalmologista ) no aumento da minha miopia, que agora está acompanhada de astigmatismo!

Por tanto, mesmo tento fugido por anos das lentes, as benditas me acharam ! E agora ( mas especificamente nesta sexta-feira 09/09/16 que é quando meus óculos ficam prontos ) serei oficialmente uma QUATRO OLHOS!

  • Sobre a glicemia o médico reforçou os cuidados com a alimentação, principalmente agora com a correria do trabalho e da faculdade. E foi enfático na importância do café da manhã reforçado, e na minha teimosice de não comer feijão e carne.
  • Já oftalmologista recomendou exercícios de lubrificação natural dos olhos, piscando muito ( como uma maluquinha! ) . E me deu  o exercício de olhar para LONGE ( algo que falo melhor por aqui em breve! ) 

E é isso, a vida segue daqui ! 

Moral da história: Certas coisas do tempo do colégio irão te acompanhar pra sempre rs

Mais sobre em Desabafos de quem fora míope perante a vida