É aconteceu, mas nem foi de verdade

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Não  era um bom momento para  se começar uma relação. Foi algo ingênuo e imaturo, eu não sabia dos riscos  que envolvem  se lançar numa paixão, e creio que ele também não sabia.

Afinal  nem sabíamos quem éramos, não sabíamos se quer  lidar com a simples existência.E mesmo sem se conhecer, jurávamos tolamente conhecer um ao outro, o suficiente para dizer que era amor o que provavelmente não era nada além de desejo,carência ou mera paixão passageira.

Parecíamos aqueles  casais  que se casam cedo demais pensando que é fácil constituir família, e assim casávamos nossas loucas ideias  crendo que era demasiadamente fácil viver um absurdo romântico.

Não é  atoa que nem fomos tão longe na realidade, vivemos mais no imaginário, onde tudo era bem mais fácil. É aconteceu, mas nem foi de verdade!

Devaneios demais, foi o principio do nosso erro. Desejo demais foi a consumação perfeita de um equivoco.

Quisemos tanto um ao outro  que nos negamos nos entregar. Temíamos nos perder, e acabamos nos perdendo do que devia ser real.

Quisemos  tanto todas as partes boas do amor que até nos esquecemos de que somos imperfeitos, e é isso faz com que  amor seja um tanto quanto difícil  na maioria das  vezes.

Talvez se nos amassemos mesmo, nos perdoaríamos mais facilmente, e saberíamos nos encontrar quando nos perdesse um do outro.

Mas eu não sei que nome dar isto … quisemos os sorrisos e desprezamos as lágrimas, quisemos a verdade mas nos baseamos em mentiras, mentimos um para o outro. Mentimos quando dissemos que era amor, mentimos quando dissemos que seria para sempre. Mais não foi!

Por tanto, agora só nos resta concluir que eramos dois hipócritas, dois idiotas brincando de amar.

Mas como nem tudo é mau, creio que ambos guardamos a parte boa do erro, a lembrança benéfica ainda que ilusória.

Tolo romance, quase bonito, duas crianças em baixo de uma árvore que sonhavam serem adultos no topo de uma montanha.

 

 

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