Poesias Excelentes: O tempo e as Estrelas

IMG_744f6a3f9b928cb07067024b48abc1d2Eu encontrei  em uma feirinha de livros, este livro lindo chamado O tempo e as estrelas (Editora TALENTOS DA LITERATURA BRASILEIRA), que  é o segundo livro de poesias do poeta Allison  Diego. 

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Blog do ator : http://alissondiego.blogspot.com.br/

Me identifiquei bastante também com o fato do autor ter participado de um dos Concursos que costumo participar.

Os temas que aborda neste apanhado de 33 poemas acompanhado de ilustrações de Francisco Rivero são : A POESIA, O AMOR, A EXISTÊNCIA E MINAS GERAIS.

A orelha do livro, traz um comentário de Vilma Guimarães sobre a poesia do autor: 

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Seguindo a linha de Bandeira e Drummond, Alisson fala de amor, cotidiano  e a significância da existência de maneira simples mais genial. Em seu pequeno livro, podemos ver mesmo através de pequenos versos a expressão intensa de suas frases.

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Segue aqui, dois do meus poemas favoritos do livro: 

É A VOZ DO PROFETA POPULAR

EM VERTIGINOSA SENTENÇA:

”TUDO É PÓ”

A VIDA É PÓ

A POLÍTICA É PÓ

PÓ DE MINÉRIO: POLUÍ

LEITE EM PÓ: DILUI

O HOMEM VEIO DO PÓ

O VENTO LEVA O PÓ

TUDO É PÓ

E O QUE NÃO É PÓ HOJE 

PÓ TORNAR-SE-Á UM DIA

 

Desafio

É PRECISO UM GRANDE DESAFIO

ALGO QUE FAÇA TREMER AS PERNAS

E TRAGA SUSPIROS E INQUIETAÇÕES

UM DESAFIO MAIOR

QUE A MAIORIA NÃO ALMEJE POR MEDO

UM AMOR MALDITO

UMA GUERRA SEM SENTIDO

UM DESAFIO  METAFISICAMENTE CALCULADO

PREOCUPANTEMENTE INCERTO

REALISTICAMENTE IMPOSSÍVEL.

RECOMENDO!

 

 

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Os erros e acertos na busca pelo amor : Love Me

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Eu baixei Love Me no Netflix, e esqueci que o mesmo estava no meu celular. Até que em um daqueles momentos chatos do dia, onde  se fica horas esperando para ser atendido (afim de resolver as burocracias da vida), eu o assisti finalmente!

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 Love Me (cujo o titulo original é Liebe Mich ) é um filme alemão de 2015, que conta  a estoria da  jovem Sarah (Lilli Meinhardt) que apesar dos ares de  adolescente já é uma mulher. E mesmo  um  tanto quanto  rebelde, provocativa, rude e demasiadamente franca, Sarah tem um coração sensível, e por mais que lute para esconder seus sentimentos e sua carência, ela apenas os torna mais evidentes.

Tentando passar a imagem de uma pessoa invencível, Sarah se esforça para esconder sua solidão e  suas angustias. Seja  pelo medo de não encontrar o amor ou de fracassar na área que deseja trabalhar, a personagem  revela medos que todos ou pelo menos a maioria de nós possuí e  também tenta esconder!

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No começo do filme vemos Sarah em uma cena romântica, com um rapaz com quem supostamente namora. Mas não demora muito para que ele deixe claro de que tudo se trata apenas de sexo e momentos. É então que Sarah durante uma briga, joga seu notebook pela janela.Desesperada, por ter estragado sua ferramenta de trabalho, o leva para um técnico. E logo percebe que este é apenas um recepcionista e não pode ajuda-la.  Corre para pedir a ajuda de seu pai o qual se nega a ajuda-la. 

A partir daí o filme nos leva ver uma sucessão de erros da personagem bastante humana, que se apaixona rápido, se vinga, provoca a madrasta, e  chega a amadurecer tanto a ponto de encontrar formas de lidar com o fracasso, e até mesmo pedir desculpas. 

Assim como outros filmes alemães que já existi, este também carrega uma naturalidade, que o torna demasiadamente interessante sem  se afastar da simplicidade/ e do que é mais real/ possível     diferente da maioria dos filmes. Recomendo!

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O amor verdadeiro encontra-se nos pequenos gestos: Soppy de Philippa Rice

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Minha historinha com livro/e Resenha: Faz bastante tempo que fui presenteada com este livro lindo, para ser exata um pouco mais de um ano, quando meu namorado ainda não era meu namorado, rsrs. O fato é que depois de irmos ao cinema (fase da conquista), eu me deparei com este livro em uma vitrine, e antes que eu pudesse perceber ele voltou com livro pra mim. 

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Ou seja esse livro acabou ganhando um significado todo especial, justamente porque seu titulo é Soppy que significa  demasiadamente sentimental, ou fofo. E seu subtitulo é ‘ Os pequenos detalhes do amor‘  o que vem bem a calhar com a forma como o ganhei. 

A frase da contra capa é justamente o titulo deste post ‘ O amor verdadeiro encontra-se nos pequenos gestos‘  e completa assim ainda mais a maneira como este livro está inerente a minha história de amor ❤ !

Soppy

O livro é um apanhado de  tirinhas que se baseiam em  momentos da vida real da designer britânica Philippa Rice e seu namorado também ilustrador com quem vive em Londres (onde se passa o livro).

Soppy que não possui textos corridos, e conta com  poucas frases nas tirinhas (sendo a maioria delas sem frases) ficou popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, por destacar as sutilezas do amor presente nos gestos mais simples da vida em casal.

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As ilustrações em preto, branco e vermelho são simples mais muito (muito!) fofas! E com certeza  capturaram muito bem a experiência de um romance através dos momentos mais simples do dia-a-dia.

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Meu namorado como sabem é do Rio de Janeiro, e quando nos conhecemos fazia apenas dezessete dias que havia vindo para o centro de São Paulo. Levou alguns meses até iniciarmos o namoro de fato, mas após começarmos a namorar ele veio morar mais próximo (e com isso quero dizer ser meu vizinho) ou seja, hoje em dia passo mais tempo na casa dele do que na minha. E vivi com ele muitas experiencias similares a deste livro (tipo mobilhar a casa juntos, passar tardes chuvosas juntos e etc), o que faz com que Soppy seja pra mim muito significativo! Mesmo tendo pouco mais de 100 páginas e quase não tendo frases, é um dos xodozinhos da minha estante. Acho que  todo casal vai se identificar nem que seja com uma tirinha só!

Fica aí a dica para presentear seu parceiro(a).

E para quem quer se encantar ainda mais com a arte de Philippa Rice (que hoje em dia é mamãe e fez esse desenho super fofo ai abaixo e postou em seu instagram), fica aqui os links de onde encontra-la:

Instagram

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Philipparice.com
cardboardlife.tumblr.com
twitter.com/philipparice
facebook.com/cardboardlife

Insólito, romântico,poético e baseado em best-seller francês (disponível no NetFlix): Jack e a Mecânica Do Coração

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Estava procurando algo para assistir no Netflix, e me deparei com Jack E A Mecânica Do Coração (2014). Não costumo assistir animações, mas o filme  me chamou bastante atenção tanto pela sua belíssima arte, quanto  pela sua sinopse interessante.

Já cansada de ver mais do mesmo na plataforma streaming, eu pensei Por que não? 

E acabei por descobrir uma estória linda, que será a minha primeira recomendação á vocês este ano! 

A mãe de Jack está a beira de congelar no alto de uma colina coberta de neve, quando finalmente é socorrida pela parteira Madeleine (meio feiticeira), e da a luz ao pequeno.

Mas por ser um dia  frio (tãoooo friooo!), o coração de Jack congela.

E daí eu já pensei Poxa que filme triste!

Mas para salvá-lo, Madeleine substitui seu  coração por um relógio.

Isto é quando o filme (ao meu ver) começa a ganhar nuances do estilo Tim Burton.

A essa altura é difícil já não ter se afeiçoado por Jack, um menino  ingenuo (que sofre demasiado bullying na escola por ter um coração de relógio cuco), cheio devaneios e obstinado a reencontrar sua amada.

Daí fiquei sem saber se torcia por ele e Luna, ou se torcia pra ela não acha-la e ficar vivo.  Mas contrariando meu desejo, o  belo romance leva Jack a uma  aventura  com direito a susto de Jack Estripador,  e  uma amizade  como Georges Méliès. 

Se eu contar mais vou dar spoiler  (trailer abaixo): 

A direção do filme  é por conta de  Stéphane Berla (não, não é Tim Burton!). Com apoio do Roteirista: Mathias Malzieu  (músico francês  e autor do livro no qual se baseia a animação *  Malzieu também faz a voz de Jack ).

Abaixo duas versões da capa do livro aqui no Brasil: 

Pretendo  ler o livro (e fazer resenha aqui no blog), de tanto que gostei da animação, e a julgar pelo primeiro capitulo disponível aqui , o filme é provavelmente o reflexo de um excelente livro. 

N.º Páginas: 192
Editora: Contraponto

 

Paladar pra amar

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Amor calmo, amor fulgaz, amor escândalo e acalentador

Amor contradição, loucura, que aguça olfato e audição

Amor felicidade em prosa ou poesia em dor

Amor platônico, sem tato, turvo ou sem visão

Amor barulhento, costumeiro ou diferente

Amor difícil de explicar, mas que cabe na canção

Amor boêmio, louco  e incoerente

Amor infantil, carente, desses que suplica atenção

Me rendo aqui pois não posso com o coração

 

Borrão

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O primeiro amor surge sempre antes da gente crescer. Vai ver até a gente só cresce porque ele surge.

Eu era menina quando você veio pra mim, não sabia combinar cores, estragava as aquarelas e fazia estragos com tinta óleo.  Eu sujava telas e me julgava adulta, mau sabia que as pinceladas de imaturidade ia nos colocar num quadro tão desconfortável.

Não queria que tivéssemos sido dramáticos e tristes como Van Gogh, nem queria ver nosso amor como a fase azul de Picasso.

Queria saber como amar, e como pintar de cuidado seu corpo.

Queria ter feito arte digna de ser  emoldurada.

Queria por fim ser mais que um rascunho, um borrão.

Lamento então nossa tela, que hoje se desfaz mais um bucado, pois crescemos e ainda somos péssimos na arte de amar.  

 

Desmaio

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Cai, e dessa vez sobre você

Não me apoiei sobre nenhum argumento falho, nem dei desculpas, ou fiz cena, apenas cai

Cai como caem as folhas das árvores

Não desmoronei, não rolei as avessas, não morri

 

Foi como um desmaio, tranquilo e quase imperceptível

Era eu, era um amontoado de nós, no teu colo desajeitado

Foi quase um sonho, daqueles onde caímos quando mergulhados num sono pesado

Era pra durar pra sempre, mas eu acordei, me endireitei sobre minhas pernas e fui embora

 

Não me culpe se acontecer de novo e eu recair

Cai sem querer

Não sou de agir assim

Cai sem culpa

 

Foi  um desmaio, tranquilo, natural

Era eu, nos teus braços, me lembrava os nós que havia sido

Foi quase um sonho, daqueles onde nos colocamos quando ainda acordados

Era pra  durar mais, mas era só um desmaio