Registros da infância: Casa 12

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Eis aqui outro livrinho precioso encontrado em uma feirinha!

Dessa vez o que me arrebatou foi a capa (e em seguida,  após umas foliadas)  toda sua diagramação.  Que é toda delicada, e mescla entre pequenos textos, recortes de fotos em preto e branco, ilustrações e títulos com letras desenhadas em laranja.  ❤

Mas  Casa 12 é mais do que um livro bonito, nele a autora  Leticia Constant relata as lembranças de sua infância, do ponto de vista da menina que  era na São Paulo do final dos anos 50, morando com sua família  na rua Pamplona. 

CASA_12_1316579148BCom a perspectiva de menina, Leticia resgatou de uma maneira inocente e poética as memorias da infância que vão desdes bons momentos com a família em ferias,  até acontecimentos como o assassinato ao presidente Kennedy,  a morte de seu cachorro, a perca de seu avô,   sua mudança do bairro que tanto gostava, entre  outras lembranças pessoais marcantes,  e fatos que chocaram o Brasil e o mundo no fim dos anos cinquenta.   

A escrita parece soar cantada ao ser lida, hora o livro te emociona, hora te faz rir… E mesmo não tendo vivido naquela época, o livro evocou  minha ” época de infância“. 

É difícil o ler e não ser guiado a um tempo onde a poesia estava no simples fato de existir…  Sendo criança! 

Achei muito interessante a maneira como o livro resgata, aquela sensação  de quando somos crianças, onde para nós tudo era um  mistério,sobretudo  o que os pais/adultos no geral pensavam, ou mesmo o porque do que diziam ou das decisões que tomavam. Aí crescemos e passamos a ”entender” e praticar tudo aquilo, neste ponto vejo que de uma maneira leve o livro também nos leva a refletir sobre o adulto que nos tornamos. 

 

Super recomendado! 

Páginas: 112
Selo: Cia das Letras

 

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Poesias Excelentes: O tempo e as Estrelas

IMG_744f6a3f9b928cb07067024b48abc1d2Eu encontrei  em uma feirinha de livros, este livro lindo chamado O tempo e as estrelas (Editora TALENTOS DA LITERATURA BRASILEIRA), que  é o segundo livro de poesias do poeta Allison  Diego. 

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Blog do ator : http://alissondiego.blogspot.com.br/

Me identifiquei bastante também com o fato do autor ter participado de um dos Concursos que costumo participar.

Os temas que aborda neste apanhado de 33 poemas acompanhado de ilustrações de Francisco Rivero são : A POESIA, O AMOR, A EXISTÊNCIA E MINAS GERAIS.

A orelha do livro, traz um comentário de Vilma Guimarães sobre a poesia do autor: 

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Seguindo a linha de Bandeira e Drummond, Alisson fala de amor, cotidiano  e a significância da existência de maneira simples mais genial. Em seu pequeno livro, podemos ver mesmo através de pequenos versos a expressão intensa de suas frases.

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Segue aqui, dois do meus poemas favoritos do livro: 

É A VOZ DO PROFETA POPULAR

EM VERTIGINOSA SENTENÇA:

”TUDO É PÓ”

A VIDA É PÓ

A POLÍTICA É PÓ

PÓ DE MINÉRIO: POLUÍ

LEITE EM PÓ: DILUI

O HOMEM VEIO DO PÓ

O VENTO LEVA O PÓ

TUDO É PÓ

E O QUE NÃO É PÓ HOJE 

PÓ TORNAR-SE-Á UM DIA

 

Desafio

É PRECISO UM GRANDE DESAFIO

ALGO QUE FAÇA TREMER AS PERNAS

E TRAGA SUSPIROS E INQUIETAÇÕES

UM DESAFIO MAIOR

QUE A MAIORIA NÃO ALMEJE POR MEDO

UM AMOR MALDITO

UMA GUERRA SEM SENTIDO

UM DESAFIO  METAFISICAMENTE CALCULADO

PREOCUPANTEMENTE INCERTO

REALISTICAMENTE IMPOSSÍVEL.

RECOMENDO!

 

 

Meu primeiro BuJo (Parte 1)

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De certa forma  desde  muito pequena (com isto compreenda muito jovem rs!) eu já fazia algo parecido com o famoso Bullet Journal também chamado de BuJo. Eram uma espécie de diários com desenhos, recortes  ou mesmo fotos coladas, e até havia certas listas e planejamento de coisas para fazer no dia-a-dia /mês ou ano neles. 

Mas quem organizou tudo isto e de um nome a esses cadernos tão especiais, foi  o designer digital  Ryder Carroll que vive no Brooklyn, NY.

Este ano decidi aderir aos queridinhos do Pinterest e do  Tumblr. Mas confesso não estar seguindo as  regrinhas básicas do BuJo, que seria fazer calendários ou mesmo índices.

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Caderno  sem pauta que ganhei do meu namorado e estou usando para o Bullet Journal

Eu assisti a algumas semanas atrás  a este video AQUI, do canal IlustradaMente o qual  nos incentiva a fazer uma espécie de diário que consiste ter um espaço para escrever no inicio do dia e outro para  noite, no espaço para se escrever no dia devemos escrever pelo menos três coisas pelas quais devemos ser gratos (Pra já começar o dia de pé direito, sendo feliz com o que possuímos!) , depois fazer três afirmações positivas sobre si mesmo (Algo do tipo: EU POSSO, EU CONSIGO, para espantar o negativismo e qualquer pensamento de inferioridade em relação aos desafios pessoais/diários). Já  para o espaço da noite a ideia é fazer uma auto avaliação e ver o que poderia ter tornado o dia melhor (de modo a avaliar o próprio comportamento/ desempenho profissional etc). 

Enfim, eu achei a ideia muito legal,  e depois de assistir a essa pregação AQUI do Tiago Brunet na qual se aborda a importância do planejamento da vida espiritual, emocional e financeira (além de destacar a importância no foco dos objetivos sem se desviar para possíveis propostas no decorrer do ano). Juntei tudo e fiz o meu próprio e insólito Bullet Journal,  que claro, também uso para planejar minhas tarefas diárias, metas mensais e listas. 

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Através do BuJo estou treinando o lettering,  que é resumidamente, a arte de desenhar letras. E também estou pegando gosto por fazer doodles.

Doodle é uma palavra inglesa para referir um tipo de esboço ou desenho realizado ao acaso, quando uma pessoa está distraída ou ocupada. Massss que ganham próposito nos BuJos. Servem por exemplo para dar destaque a uma data especial , ou mesmo decorar as páginas. 

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Doodles que eu fiz.

Meu BuJo está bem no comecinho, então tá tudo bem misturado, bem colorido, e cheio de desenhos e fotos. Mas acho que com o tempo vou organiza-lo melhor, e mostro por aqui, sobre tudo se ele esta me ajudando a organizar o dia/ a vida rs!

Os erros e acertos na busca pelo amor : Love Me

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Eu baixei Love Me no Netflix, e esqueci que o mesmo estava no meu celular. Até que em um daqueles momentos chatos do dia, onde  se fica horas esperando para ser atendido (afim de resolver as burocracias da vida), eu o assisti finalmente!

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 Love Me (cujo o titulo original é Liebe Mich ) é um filme alemão de 2015, que conta  a estoria da  jovem Sarah (Lilli Meinhardt) que apesar dos ares de  adolescente já é uma mulher. E mesmo  um  tanto quanto  rebelde, provocativa, rude e demasiadamente franca, Sarah tem um coração sensível, e por mais que lute para esconder seus sentimentos e sua carência, ela apenas os torna mais evidentes.

Tentando passar a imagem de uma pessoa invencível, Sarah se esforça para esconder sua solidão e  suas angustias. Seja  pelo medo de não encontrar o amor ou de fracassar na área que deseja trabalhar, a personagem  revela medos que todos ou pelo menos a maioria de nós possuí e  também tenta esconder!

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No começo do filme vemos Sarah em uma cena romântica, com um rapaz com quem supostamente namora. Mas não demora muito para que ele deixe claro de que tudo se trata apenas de sexo e momentos. É então que Sarah durante uma briga, joga seu notebook pela janela.Desesperada, por ter estragado sua ferramenta de trabalho, o leva para um técnico. E logo percebe que este é apenas um recepcionista e não pode ajuda-la.  Corre para pedir a ajuda de seu pai o qual se nega a ajuda-la. 

A partir daí o filme nos leva ver uma sucessão de erros da personagem bastante humana, que se apaixona rápido, se vinga, provoca a madrasta, e  chega a amadurecer tanto a ponto de encontrar formas de lidar com o fracasso, e até mesmo pedir desculpas. 

Assim como outros filmes alemães que já existi, este também carrega uma naturalidade, que o torna demasiadamente interessante sem  se afastar da simplicidade/ e do que é mais real/ possível     diferente da maioria dos filmes. Recomendo!

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O amor verdadeiro encontra-se nos pequenos gestos: Soppy de Philippa Rice

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Minha historinha com livro/e Resenha: Faz bastante tempo que fui presenteada com este livro lindo, para ser exata um pouco mais de um ano, quando meu namorado ainda não era meu namorado, rsrs. O fato é que depois de irmos ao cinema (fase da conquista), eu me deparei com este livro em uma vitrine, e antes que eu pudesse perceber ele voltou com livro pra mim. 

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Ou seja esse livro acabou ganhando um significado todo especial, justamente porque seu titulo é Soppy que significa  demasiadamente sentimental, ou fofo. E seu subtitulo é ‘ Os pequenos detalhes do amor‘  o que vem bem a calhar com a forma como o ganhei. 

A frase da contra capa é justamente o titulo deste post ‘ O amor verdadeiro encontra-se nos pequenos gestos‘  e completa assim ainda mais a maneira como este livro está inerente a minha história de amor ❤ !

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O livro é um apanhado de  tirinhas que se baseiam em  momentos da vida real da designer britânica Philippa Rice e seu namorado também ilustrador com quem vive em Londres (onde se passa o livro).

Soppy que não possui textos corridos, e conta com  poucas frases nas tirinhas (sendo a maioria delas sem frases) ficou popular na web, com mais de meio milhão de postagens no Tumblr, por destacar as sutilezas do amor presente nos gestos mais simples da vida em casal.

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As ilustrações em preto, branco e vermelho são simples mais muito (muito!) fofas! E com certeza  capturaram muito bem a experiência de um romance através dos momentos mais simples do dia-a-dia.

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Meu namorado como sabem é do Rio de Janeiro, e quando nos conhecemos fazia apenas dezessete dias que havia vindo para o centro de São Paulo. Levou alguns meses até iniciarmos o namoro de fato, mas após começarmos a namorar ele veio morar mais próximo (e com isso quero dizer ser meu vizinho) ou seja, hoje em dia passo mais tempo na casa dele do que na minha. E vivi com ele muitas experiencias similares a deste livro (tipo mobilhar a casa juntos, passar tardes chuvosas juntos e etc), o que faz com que Soppy seja pra mim muito significativo! Mesmo tendo pouco mais de 100 páginas e quase não tendo frases, é um dos xodozinhos da minha estante. Acho que  todo casal vai se identificar nem que seja com uma tirinha só!

Fica aí a dica para presentear seu parceiro(a).

E para quem quer se encantar ainda mais com a arte de Philippa Rice (que hoje em dia é mamãe e fez esse desenho super fofo ai abaixo e postou em seu instagram), fica aqui os links de onde encontra-la:

Instagram

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Philipparice.com
cardboardlife.tumblr.com
twitter.com/philipparice
facebook.com/cardboardlife

Um livro que aborda a sexualidade feminina sem meias palavras: Diário De Uma Garota Normal

Eddard Stark

Minha historinha com livro:

Há algum tempo …

Voltando de uma viagem, meu namorado e eu passamos numa pequena livraria de terminal rodoviário. E foi o Leo (meu namorado) que ao ver a capa resolveu me mostrar o livro.

Creio eu que ele deve ter feito isto por duas razões, primeira: A ARTE DA CAPA/porque amo vermelho, e amo livros ilustrados, segundo: porque era nítido que o ‘’normal’’  no título era um tanto quanto  irônico.

Eu foliei o livro, li a contra capa, e resolvi levar (ou melhor dizendo, ele me deu de presente!). Mas não demorou muito tempo para perceber que seria uma leitura um pouco cansativa, pois  o livro é bastante extenso e rico em detalhes, além de que a personagem é um tanto quanto chatinha e exageradamente rebelde, o que soou bastante genérico no início.

Próxima do final do livro percebi que a personagem era definitivamente, uma garota perdida! Perdida em vários sentidos, sendo os principais: o fato de ser adolescente, o fato de ter um pai ausente, e possuir uma mãe totalmente irresponsável. E também por crescer numa época onde a juventude tinha por obrigação se rebelar (ainda que sem motivos!)… pra ajudar a criaturinha ainda se apaixonou logo pelo padrasto, com o qual vivia no início uma relação conturbada de sexo casual. Enfim, vamos a resenha:

Minnie é uma garota 15 anos que mora em São Francisco, ama desenhar (e pretende levar seus desenhos a sério e um dia trabalhar com isto) e resolve registrar sua adolescência de uma maneira bem ilustrada num diário. Seu relato da puberdade é bastante detalhado, e não deixa de fora todos os segredos que normalmente os jovens gostariam de esconder de todos.

Diferente da maioria das garotas dessa idade, Minnie não tem receios de abordar sua relação com o sexo, descrevendo detalhes dos encontros amorosos com o namorado de sua mãe, e seu enorme interesse por outros rapazes. Além disso discorre também sem medo sobre sua relação com as drogas.

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Sem sutilezas ou romantismos o livro nos leva a ver o quão rebelde a jovem Minnie é, o que toma um ar quase mirabolante. Mas aos poucos percebemos que sim, Minnie é apenas uma garota normal, insegura com sua aparência, descobrindo o mundo (e apesar das suas experiências diferentes, digamos assim)  tudo o que ela deseja é ser amada, seja por um homem ou por seus pais.

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Obs: O que me lembrou bastante um filme que assisti no Netflix que se chama LOVE ME (ver post AQUI) <

Minnie da voz  a um tema tratado como tabu que é a sexualidade feminina, da qual mau se fala, e quando se fala, é geralmente tratada por homens , ou mesmo por mulheres com certo receio. E um ponto bastante interessante na leitura, é a maneira como a adolescente nos mostra que o universo adulto  pode ser mais cáustico que a própria adolescência, ou que talvez a adolescência só seja caótica justamente por ser essa passagem da infância para um universo de egoísmo e joguinhos ‘’adultos’’.  Pois ficamos a pensar que apesar da personagem ser rebelde, o problema não está nela e sim no adulto que a assedia, na mãe  alcoólatra e que se mantem distante, e no próprio contexto com a qual a juventude da época (1960) estava lidando.

"Everything is so loveless and mediocre"

Fui levada a acreditar durante a leitura que o ápice  do livro seria o suspense sobre a mãe da personagem vir a encontrar seu diário, e de repente surtar com ela. Mas aos poucos se vê que este livro tem o propósito de contar realmente uma estória que nos faça refletir, e sobre tudo não mistificar a sexualidade feminina, pois esta é natural, normal.

Quando vi a foto da autora na capa do livro, e juntando os fragmentos lidos, eu suspeito assim como os críticos de que este é um livro totalmente autobiográfico.

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Sobre a autora: Phoebe Gloeckner nasceu na Philadelphia e cresceu em San Francisco. Seus quadrinhos apareceram pela primeira vez em publicações underground quando ela era ainda adolescente. Hoje, é aclamada pela critica por sua coleção de historias, quadrinhos, pinturas e gravuras.

Fica aqui minha recomendação para quem curte a abordagem do tema. 

Editora: Faro Editorial –  302 Páginas


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Vale lembrar que o livro ganhou uma adaptação para o cinema em 2015 (que eu ainda não assisti), trailer abaixo: 

Poesia sobre o íntimo: Outros Jeitos De Usar a Boca de Rupi Kaur

5Não é sempre (pelo menos não na atualidade) que um livro de poesias chama tanto atenção a ponto de  ocupar o primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times.  Mas isto aconteceu com OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA,  livro que reuni poemas e gravuras da escritora e artista Rupi Kaur.

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Rupi  é uma imigrante da Índia, e foi justamente por ter dificuldade em falar inglês quando criança  que se dedicou  a desenhar (hobby que herdou da mãe) e a ler.

E então aos dezessete anos (em 2009) passou a se dedicar a escrita, e ficou famosa nas redes sociais pela temática abordada em sua arte, que carrega uma forte expressão poética de sobrevivência e femilidade. 

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Atualmente Rupi vive em  Toronto , no Canadá, e Milk and Honey– editado por aqui como OUTROS JEITOS DE USAR A BOCA é seu primeiro livro publicado. 

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Minha historinha com o livro:  O livro já havia a bastante tempo me despertado interesse, tanto pelo fato de se tratar de poesia (como sabem eu me interesso/e escrevo  poesia), e principalmente por esta estar relacionado ao tema MULHER/femilinidade. 

Não sou feminista, e por essa razão mesmo tendo bastante interesse na abordagem da mulher através da escrita, sou bastante criteriosa, e acabo tendo dificuldade em encontrar um bom livro  que trate a respeito.  

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Mas Rupi uniu o que procurava a um livro com excelentes gravuras (as quais admirei muito!). E então quando  recebi o livro de presente do meu namorado, o devorei em poucas horas! (Embora eu ache que este seja o tipo de livro que se deva ler vagarosamente, buscando refletir a respeito). 

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Embora já tenha lido a um certo tempo (quem me acompanha do instagram deve ter visto os diversos trechos que compartilhei por lá),  eu queria ter tempo suficiente para falar desse livro por aqui. E finalmente esse dia chegou, rs!

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Como mulher acredito que é  de suma importância  transmitir  o nosso ponto de vista  em relação o cotidiano no que diz respeito a violência, preconceito, relacionamento familiar/e afetivo, perdas e etc.  { Por isso recomendo este livro, a todas as mulheres (sem exceção), e  aos homens sábios,  para que estes através das palavras de Rupi possam ver um pouco melhor  como muitas vezes nos sentimos em relação a estes temas. } 

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Neste livro, que é   dividido em quatro partes, que são :  A DOR,  O AMOR, A  RUPTURA E A  CURA

O livro se inicia pela DOR onde Rupi nos conta um pouco sobre os abusos sofridos durante  sua infância e  ao que tudo indica inicio da adolescência. 

Chamando atenção para o tema estrupo, abusos psicológicos, e relação familiar de opressão. Rupi também nos leva a  reflexão, sobre como podemos ser ocupadas/os por educar as mulheres  para serem de certa forma passivas em relação a estes desacatos.  

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Na parte AMOR,  é abordado a importância do amor próprio, e como este pode tornar muito mais saudável nossos relacionamentos. 

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 Minha parte favorita foi  A RUPTURA onde Rupi parece nos passar com ainda mais força toda revolta do seu íntimo em relação a toda opressão, seja da sociedade, da família ou mesmo de relacionamentos tóxicos e abusivos.

( clique nas imagens para ve-las em tamanho maior )

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E então depois de toda poesia de sobrevivência gritada, chegasse a última parte intitulada A CURA,  onde a autora escreve “A questão sobre escrever é que/ eu não sei se vou acabar me curando/ ou me destruindo” — Rupi Kaur

É  A PARTE DO LIVRO ONDE MAIS SE DESTACA A IMPORTÂNCIA DO AMOR PRÓPRIO,COMO LIDAR COM AS PERCAS E SOBRE TUDO COMO TRANSFORMAR EM POESIA/ ALGO POSITIVO   TODA DOR DAS EXPERIENCIAS AMARGAS

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  • EDITORA:  Editora Planeta do Brasil, 2017  –  204  páginas 
  • Não deixei de ler este livro, e repassa-lo as mulheres que conhece, pois elas com certeza irão em algum ponto se identificar e se sentirem reconfortadas por esta leitura. 
  • Se eu não destaquei muito bem os motivos pelos quais este livro deve ser lido, não deixe de ver o post feito pelo SUPER INTERESSANTE a respeito do mesmo.