Soneto do eu adulto

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Quando  era criança  não sabia  de  muita coisa sobre a vida 

Mas sabia o necessário, doce  ou salgado, legal ou chato, comestível ou caca, tédio ou diversão

Lembro que  eu era mais feliz , mais decidida , mais corajosa e atrevida 

Não  sabia de muito é verdade, e vivia num estado de imensa desatenção

Mais era bom, era tão  bom… porque viver era tarefa facil, leve

Não havia o peso de nenhuma divida, de dinheiro ou de emocional 

Não  me causava medo saber que a vida é  breve 

Não entendia o medo dos adultos em ser feliz, não entendia porque falavam sobre  ser racional

Afinal de contas racional pra que? Se perguntava eu com a razão  da infância

E tinha razão mesmo!  Crescemos pra que? Adultos causam o caos do mundo, são cheios de violência

São insinceros, mentem até pra si  mesmos

Escrevem sobre a  saudade da infância e apagam tudo 

Tendo medo  que alguém os  veja, se escodem atrás de um escudo

E nunca mais … longe da terra do nunca… nunca mais somos os mesmos

 

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4 comentários sobre “Soneto do eu adulto

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