Tempo de Esperas

TEMPO-DE-ESPERAS-DE-PADRE-FÁBIO-DE-MELO

Sugestão excelente da blogueira Agda Marianne ( do blog toqsutil) Tempo de Esperas O ITINERÁRIO DE UM FLORESCER HUMANO, livro do Pe. Fábio de Melo, que conforme o prometido foi minha leitura após o termino de ‘Quem me roubou de mim?‘. É o pequeno livro de enormes lições que será a resenha dessa semana aqui no meu insólito espaço.

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Eu o li em poucas horas, mas confesso que as maravilhosas lições impressas no mesmo ainda estão clareando minha mente, alumiando qualquer pensamento sombrio que possa tentar me atingir.

A construção da historia é feita através da troca de correspondências entre o jovem Alfredo, e o senhor sábio Abner. Alfredo busca através das cartas encontrar respostas para como lidar com ausência de seu grande amor, Clara a jovem que o abandonara fugindo de sua vida para viver com um florista.

Embora longe de seus olhos, Clara não saiu do coração de Alfredo um instante se quer, o que torna a aceitação de perde-la praticamente impossível.
Aos poucos as palavras de Abner não só servem de companhia para o solitário Alfredo, como também o ensinam sobre a simplicidade do amor, o que faz com que pouco a pouco a deixar de ser tão filosofo se questionando o tempo todo, para se tornar um poeta que convivi melhor com as respostas que possuí.

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Espremendo suas experiencias em envelopes ambos acabam por criar um vinculo demasiadamente especial mesmo sem nunca terem se visto face a face. E a vida abrigada na casa das palavras de ambos acaba por trazer ao leitor dessa pequena, mas gigante obra lindas lições nas entrelinhas.

Amor, , amizade é o que faz com que germine no solo das esperas jardins tão lindos quanto esse livro.

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Super recomendo! Leiam e me digam o que acharam , jaquelinek@live.com.pt, peace!
Abaixo, meus trechos favoritos (apreciem!) :

O que já sei dizer
sobre mim é quase nada perto do ser que em mim se oculta. Talvez por isso eu
esteja aqui. Tenho necessidade de conhecer melhor quem sou. Anseio por
compreender o estatuto que me rege. A lei interior que me distingue e ao mesmo
tempo me assemelha a uma parte da humanidade.

Estamos no que falamos. Ou porque escondidos, ou porque
revelados. Mas também estamos no que ocultamos.

Não se preocupe. Sofrer de juventude é
destino inevitável à condição humana.

Diamante na vitrine brilha muito mais que quando em
nossas mãos.

Os fantasmas só deixam de
nos assombrar no dia em que fixamos neles os nossos olhos. Os fantasmas
sobrevivem é do nosso medo. Somos nós que os alimentamos.

Você não pode insistir em aprisionar o que não é seu;
reter o que não existe mais, o que já se foi, o que já morreu, o que já partiu.

A vida é muito mais que a teoria
que sobre ela estabelecemos. Ela não cabe nos nossos conceitos, mas nos escapa o
tempo todo. Escorre pelos dedos, foge de nós. Por isso ficamos contraditórios.

Há sempre um perigo no amor que tem utilidade. Enquanto o outro exerce
alguma função na nossa vida, corremos o risco de não experimentar o amor
gratuito. Meu caro Alfredo, a utilidade pode parecer amor, mas não é. Amor que se
fundamenta na utilidade que o outro tem corre o risco de se transformar em
abandono num futuro próximo.
Quando queremos o outro só por causa da utilidade que tem para nós, agimos
para satisfazer nossas necessidades. Amamos até o dia em que o outro nos é útil.
No dia em que deixa de ser, mandamos embora, dispensamos.

O meu olhar alcança o longe. Contempla o
território que me separa da concretização de meu
desejo. O destino final que o olhar já reconhece
como recompensa, aos pés se oferece como
lonjura a ser vencida. Mas não há pressa que seja
capaz de diminuir esta distância. Estamos sob a
prevalência de uma imposição existencial, regra
que ensina, que entre o ser real e o ser desejado,
há o senhorio inevitável do tempo das esperas.

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6 comentários sobre “Tempo de Esperas

  1. Jaqueline, parabéns pelo artigo! Você tem excelente gosto! Fábio de Melo, na minha humilde opinião, é o padre que melhor tem conseguido “ler” o mundo contemporâneo, tão caro (infelizmente) à grande parte da Igreja Católica, que assiste à queda no número de seus fiéis. Muitos brasileiros o associam somente a ser um padre cantor, mas é um homem muita sabedoria, com uma capacidade de oratória impressionante. Gostei muito do seu blog e tenho a impressão que vc já segue o meu (odespertador). Um grande abraço e sucesso! Daniel

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